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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Nota da CNBB a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal quanto à união entre pessoas do mesmo sexo.

Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.
A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.
As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).
As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.
É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.
A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.
Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.
Aparecida (SP), 11 de maio de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG
Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM
Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande – MS

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eleito o novo Vice-Presidente e o novo Secretário da CNBB

- Vice-Presidente -

Para o cargo de Vice-Presidente da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, foi eleito o Arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva. Ele foi eleito na manhã de hoje, no segundo escrutínio, com 215 votos, durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB. Na primeira votação, Dom José Belisário alcançou 167 votos, mas eram necessários 183, equivalentes a dois terços do total de 274 votantes. Dom José Belisário já presidiu a Comissão que elaborou as novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), e que foram aprovadas ontem pela Assembléia.

 
- Secretário -

Para o cargo de Secretário da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, foi eleito o Bispo da Prelazia de São Felix (MT), Dom Leonardo Ulrich Steiner. Ele foi eleito no primeiro escrutínio, realizado no final da última sessão de trabalhos da 49ª Assembleia Geral da CNBB. Dom Leonardo Ulrich recebeu 202 votos dos 268 votantes. Os dois terços requeridos para a eleição eram de 179. Desde 1979 não era eleito para secretário geral um bispo diocesano e virou, na CNBB, quase uma tradição eleger um bispo auxiliar para o cargo, pois este é um dos cargos mais importantes da CNBB e entre os ofícios do Secretário Geral é de residir em Brasília sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Com a eleição de Dom José Belisário da Silva e de Dom Leonardo Ulrich Steiner, fica completa a nova Presidência da CNBB. A nova Presidência toma posse na sexta-feira, 13, na sessão de encerramento da 49ª Assembleia Geral da CNBB.




O mais novo purpurado brasileiro foi eleito presidente da CNBB - Sua Eminência Dom Raimundo Damasceno de Assis -

O Cardeal Arcebispo de Aparecida, Sua eminência Dom Raimundo Damasceno Assis, foi eleito na ultima segunda-feira (09.05.11), no segundo escrutínio com 196 votos, e se tornou o novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o quadriênio 2011 - 2015.
No primeiro escrutínio, recebeu votos também o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Sua Eminência Dom Odilo Pedro Scherer (75 votos), o Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta (14 votos); o Arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva; o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo; o Bispo de Jundiaí (SP), Dom Vicente Costa; o Bispo da Prelazia de São Felix (MT), Dom Leonardo Steiner e o Bispo de Cruz Alta (RS), Dom Friederich Heimler, com um voto cada.
No segundo escrutínio, receberam votos o Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta (4 votos) e o Bispo de Santo André, Dom Nelson Westrupp (1 voto). O processo eletivo da CNBB estava entre os temas centrais da 49º Assembleia Geral.
E sobre a eleição, Dom Damasceno disse o seguinte: "Eu sempre digo que nunca me candidatei a nenhum cargo na CNBB. Evidentemente, nós estamos a disposição para servir a Igreja quando os desígnios de Deus se manifestam através de mediações humanas, como é o caso de uma eleição".
Hoje as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Após a eleição dos membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (CELAN).

Fonte: Site da Arquidiocese de Aparecida e CNBB
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