A primeira acontece dia 17 de abril, Domingo de Ramos, XXVI Dia Mundial da Juventude, sobre o tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7).
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Programa das celebrações do Papa na Semana Santa
A primeira acontece dia 17 de abril, Domingo de Ramos, XXVI Dia Mundial da Juventude, sobre o tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7).
Às 9h30, na Praça de São Pedro, o Papa abençoará os ramos. Ao final da procissão, celebrará a Santa Missa da Paixão do Senhor.
No dia 21 de abril, Quinta-feira Santa, o Santo Padre presidirá às 9h30, na Basílica de São Pedro, à concelebração da Santa Missa Crismal com os cardeais, bispos e presbíteros (diocesanos e religiosos) presentes em Roma, como “sinal da estreita comunhão entre os pastores da Igreja universal e seus irmãos no sacerdócio ministerial”, recorda a nota vaticana.
No mesmo dia, o bispo de Roma iniciará as celebrações do Tríduo Pascal. Às 17h30, na Basílica de São João de Latrão, presidirá à concelebração da Santa Missa e fará o lava-pés de 12 sacerdotes.
Durante o rito – explica o comunicado –, “os presentes serão convidados a realizar um ato de caridade em favor das vítimas do terremoto e do tsunami no Japão. A soma recolhida será confiada ao Santo Padre no momento da apresentação das ofertas”.
No dia 22 de abril, Sexta-feira Santa, às 17h, na Basílica de São Pedro, o Santo Padre presidirá à Liturgia da Palavra, à Adoração da Cruz e ao Rito da Comunhão.
Às 21h15, no Coliseu, ele presidirá à Via Sacra; ao final da mesma se dirigirá aos fiéis e dará a bênção apostólica.
No sábado, 23 de abril, às 12h, o Papa abençoará o fogo novo no átrio da Basílica de São Pedro. Depois da entrada em procissão na Basílica com o círio Pascal e o canto do ‘Exultet’, presidirá à Liturgia da Palavra, à Liturgia Batismal e à Liturgia Eucarística, que será concelebrada pelos cardeais.
No domingo de Páscoa, 24 de abril, Bento XVI celebrará a missa do dia às 10h15, na Basílica de São Pedro, e do balcão central da Basílica dará a bênção “Urbi et Orbi”, “à cidade [Roma] e ao mundo”.
Fonte: ZENIT
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Cardeal Arcebispo de Aparecida tomará posse de seu Titulo em Roma
O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice comunicou no ultimo dia 28 de março, que o Eminentíssimo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida tomará posse de sua igreja em Roma, a qual tem o título da Immacolata al Tiburtino, via degli Etruschi. A cerimônia ocorrerá no próximo dia 3 de abril (Domingo), às 12 horas.
Fonte: Sala de imprensa da Santa Sé
Fonte: Sala de imprensa da Santa Sé
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A nobre simplicidade das vestimentas litúrgicas
Por: Padre Uwe Michael Lang, C.O.*
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| Padre Uwe Michael Lang |
A tradição bíblica aclama Deus como "o próprio autor da beleza" (Sb 13,3), glorificando-o pela grandeza e pela beleza das obras da criação. O pensamento cristão, com base sobretudo na Sagrada Escritura, mas também a filosofia clássica como auxiliar, desenvolveram o conceito de beleza como uma categoria teológica.
Este ensinamento ressoa na homilia do Papa Bento XVI na Missa de dedicação da igreja da Sagrada Família, em Barcelona (7 de novembro de 2010): "A beleza é também reveladora Deus porque, como Ele, a obra bela é pura gratuidade, convida à liberdade e arranca do egoísmo". A beleza divina manifesta-se de forma totalmente particular na liturgia sagrada, também através das coisas materiais das quais o homem, feito de alma e corpo, tem necessidade para alcançar as realidades espirituais: o edifício de culto, os ornamentos, paramentos, imagens, música, a própria dignidade das cerimônias.
A propósito disso, deve ser lido o quinto capítulo sobre "A dignidade da celebração litúrgica", na última encíclica do Papa João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia (17 de abril de 2003), que afirma que o próprio Cristo quis um ambiente digno para a Última Ceia, pedindo aos discípulos que a preparassem na casa de um amigo que tinha uma "sala grande e disposta" (Lc 22, 12; cf. Mc 14, 15). A encíclica recorda também a unctio de Betânia, um acontecimento significativo que precedeu a instituição da Eucaristia (cf. Mt 26; Mc 14, Jo 12). Frente ao protesto de Judas, de que a unção com o óleo precioso era um "desperdício" inaceitável, tendo em conta as necessidades dos pobres, Jesus, sem diminuir a obrigação de caridade concreta para com os necessitados, declara seu grande apreço pelo ato da mulher, porque a sua unção antecipa "essa honra de que seu corpo permanecerá digno, mesmo depois da morte, indissoluvelmente ligado ao mistério da sua Pessoa" (Ecclesia de Eucharistia, n. 47). João Paulo II conclui que a Igreja, como a mulher de Betânia, "não temeu ‘desperdiçar', investindo o melhor dos seus recursos para exprimir o seu estupor de adoração diante do dom incomensurável da Eucaristia" (ibid., n. 48). A liturgia exige o melhor das nossas possibilidades, para glorificar Deus Criador e Redentor.
No fundo, o cuidado atento das igrejas e da liturgia deve ser uma expressão de amor ao Senhor. Mesmo em um lugar onde a Igreja não tem grandes recursos materiais, não podemos negligenciar este dever. Já um Papa importante do século XVIII, Bento XIV (1740-1758), em sua encíclica Annus qui (19 de fevereiro de 1749), dedicada principalmente à música sacra, pediu ao seu clero que as igrejas fossem bem conservadas e equipadas com todos os objetos sagrados necessários para a digna celebração da liturgia: "Ressaltamos que não falamos da suntuosidade e da magnificência dos templos sagrados, nem da preciosidade dos ornamentos sagrados, sabendo que nós também não podemos tê-los em todo lugar. Falamos da decência e da limpeza que ninguém está autorizado a negligenciar, sendo a decência e a limpeza compatíveis com a pobreza".
A constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, pronunciou-se de forma semelhante: "Ao promover e incentivar uma arte verdadeiramente sagrada, busquem mais uma nobre beleza do que o mero luxo. Isso tem que ser aplicado também às vestes sagradas e ornamentos" (Sacrosanctum Concilium, n. 124). Esta passagem se refere ao conceito da "nobre simplicidade", introduzido pela Constituição no n. 34. Este conceito parece originário do arqueólogo e historiador de arte Johann Joachim Winckelmann, alemão (1717-1768), segundo o qual a escultura grega clássica foi caracterizada pela "nobre simplicidade e serena grandeza". No início do século XX, o conhecido liturgista inglês Edmund Bishop (1846-1917) descreveu o "gênio do rito romano" como distinguido pela simplicidade, sobriedade e dignidade (cf. E. Bishop, Liturgica Historica, Clarendon Press, Oxford 1918, pp. 1-19). A esta descrição não falta mérito, mas é preciso estar atentos à sua interpretação: o rito romano é "simples" em comparação com outros ritos históricos, como os orientais, que se distinguem por sua grande complexidade e suntuosidade. Mas a "nobre simplicidade" do rito romano não deve ser confundida com uma mal-entendida "pobreza litúrgica" e com o intelectualismo, que podem levar à ruína a cerimônia, fundamento do culto divino (cf. a contribuição fundamental de São Tomás de Aquino na Summa Theologiae III, q. 64, a. 2; q. 66, a 10; q. 83, a.4).
A partir destas considerações, é evidente que as vestes sagradas devem contribuir "para o decoro da ação sagrada" (Instrução Geral do Missal Romano, n. 335), especialmente "na forma e no material utilizado", mas também, embora de forma mesurada, nos ornamentos (ibid., n. 344). O uso das vestimentas litúrgicas expressa a hermenêutica da continuidade, sem excluir nenhum estilo histórico particular. Bento XVI apresenta um modelo em suas celebrações, quando usa tanto vestes de estilo moderno como, em alguma ocasião solene, as "clássicas", também usadas por seus antecessores. Isto segue o exemplo do escriba, convertido em discípulo do reino dos céus, comparado por Jesus com um chefe de família que tira do seu tesouro nova et vetera (Mt 13,52).
* O Reverendo Padre Uwe Michael Lang é consultor do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.
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O artigo acima foi publicado na edição portuguesa da agência Zenit (13.02.11)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Os atuais Cerimoniários Pontifícios – Parte VI
Encerramos hoje as postagens sobre essa figura importantíssima que é o Mestre de Cerimônias do Sumo Pontífice, conhecendo um pouco dos 10 (dez) Cerimoniários Pontíficios que são seus colaboradores diretos na preparação e execução das Celebrações Papais.
Procedência: Clero da Diocese de Roma - Itália
Data de Nascimento: 24 de outubro de 1952
Data de Ordenação Sacerdotal: 26 de junho de 1976
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 27 de junho de 1984
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Vésperas Solene da Festa da Apresentação do Senhor - Dia da vida Consagrada (02/02/11)
Data de Ordenação Sacerdotal: 26 de junho de 1976
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 27 de junho de 1984
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Vésperas Solene da Festa da Apresentação do Senhor - Dia da vida Consagrada (02/02/11)
Procedência: Clero da Diocese de Como - Itália
Data de Nascimento: 11 de junho de 1944
Data de Ordenação Sacerdotal: 29 de Junho de 1968
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 01 de janeiro de 1991
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Vésperas Solene da Festa da Conversão de São Paulo - Encerramento da Semana de oração pela unidade dos Cristãos (25/01/11)
MONS. KONRAD KRAJEWSKI
Procedência: Clero de Lódz - Polônia
Data de Nascimento: xxxx
Data de Ordenação Sacerdotal: xxxx
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 22 de maio de 1999
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Benção Urbi et Orbi do Natal do Senhor (25/12/10)
MONS. STEFANO SANCHIRICO
Procedência: Clero da Diocese de Tricarico - Itália
Data de Nascimento: 04 de fevereiro de 1968
Data de Ordenação Sacerdotal: 14 de junho de 1992
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 25 de fevereiro de 2006
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Vésperas Solene da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e Te Deum pelo ano transcorrido (31/12/10)
Procedência: Clero da Diocese Subicária de Velletri-Segni - Itália
Data de Nascimento: xxxx
Data de Ordenação Sacerdotal: xxxx
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 25 de fevereiro de 2006
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Ordenações Episcopais (05/02/11)
MONS. PIER ENRICO STEFANETTI
Procedência: Clero da Diocese Subicária de Velletri-Segni - Itália
Data de Nascimento: 28 de abril de 1952.
Data de Ordenação Sacerdotal: 14 de junho de 1981
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 25 de fevereiro de 2006
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (01/01/11)
MONS. GUILLERMO JAVIER KARCHER
Procedência: Clero da Diocese de Buenos Aires - Argentina
Data de Nascimento: xxxx
Data de Ordenação Sacerdotal: xxxx
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 22 de dezembro de 2006
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Vésperas Solene do I Domingo do Advento 2010 (27/04/10)
MONS. JEAN-PIERRE KWAMBAMBA MASI
Procedência: Clero da Diocese de Kenge – Republica Democrática do Congo
Data de Nascimento: 09 de agosto de 1960
Data de Ordenação Sacerdotal: 17 de Agosto de 1986
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 02 de setembro de 2009
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Solenidade da Epifania do Senhor (06/02/11)
MONS. MARCO AGOSTINI
Procedência: Clero da Diocese de Verona - Itália
Data de Nascimento: 06 de agosto de 1942
Data de Ordenação Sacerdotal: 06 de agosto de 1992
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 13 junho de 2009
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Missa da Noite de Natal (24/12/10)
MONS. JOHN RICHARD CIHAK
Procedência: Clero da Arquidiocese de Portland, em Oregon - EUA
Data de Nascimento: 1970
Data de Ordenação Sacerdotal: junho de 1998
Nomeação para Cerimoniário Pontifício: 30 de junho de 2010
Auxiliou Mons. Guido pela ultima vez: Festa do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo (09/01/11)
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Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fotos: L’Osservatore Romano e Fotografia Felici
Fontes da pesquisa: Cattolici Romani e site oficial da Santa Sé
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Os Cerimoniários Pontifícios e suas funções – Parte V
Foto Oficial de 2009 |
Os Cerimoniários Pontifícios têm a função de ajudar o Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice na preparação e zelo das Cerimônias Pontifícias. A eles também compete zelar pelas celebrações litúrgicas que ocorrem no período de vacância da Santa Sé por mandato do Colégio Cardinalício.
De acordo com a Constituição Apostólica Pastor Bonus, os Cerimoniários Pontifícios são nomeados pelo Secretário de Estado da Santa Sé por um período de cinco anos, podendo ser reconduzido ao cargo.
Nas celebrações presididas pelo Papa, um Cerimoniário Pontifício auxilia o Santo Padre no altar junto ao Mestre de Cerimônias, enquanto outros Cerimoniários coordenam os outros ofícios da Celebração Litúrgica (p. ex. reger o Diácono do Evangelho, coordenar a procissão das oferendas, acompanhar os co-celebrantes e conduzi-los até os seus devidos lugares, entre outros - fotos), nessas ocasiões os Cerimoniários Pontifícios vestem uma sobrepeliz sobre a batina violácea.
Os Cerimoniários Pontifícios são chamados pelo próprio Mestre de Cerimônias para auxiliar os cardeais em algumas cerimônias como: consistórios, tomada de posse do título de Cardeais ou Diaconias, Santas Missas ou em alguma solenidade especial e nas celebrações realizadas em nome do Santo Padre. É nomeado para cada Cardeal, desde a sua criação em Consistório, um Cerimoniário Pontifício, que se ocupa em auxiliá-lo nas celebrações realizadas em Roma de acordo a necessidade. Compete ainda, aos Cerimoniários Pontifícios a preparação das ordenações episcopais e bênção de abades que sejam realizadas em Roma, sob a orientação do Mestre de Cerimônias do Sumo Pontífice. Por ventura, por mandato do Santo Padre, pode ser enviado para organizar outras celebrações dentro ou fora de Roma.
Mons. Stefano com o Cardeal Koch na cerimônia de tomada de posse da diaconia romana de Nostra Signora del Sacro Cuore (01.01.11)
Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fontes da pesquisa: Cattolici Romani e site oficial da Santa Sé
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Grande Magistri Caeremoniarum Enrico Dante – Parte IV
Todos os amantes da Sagrada Liturgia da Igreja Católica, que buscam estudá-la de forma mais profunda se pega em certo momento apreciando fotos e vídeos, principalmente anteriores ao Concílio Vaticano II, e percebe nas cerimônias realizadas na Basílica Vaticana a presença imponente do Grande Magistri Caeremoniarum Enrico Dante, ao lado dos Sumos Pontífices desde o Papa Bento XV ao Papa Paulo VI.
De porte hierático, muito alto e magro, o Cerimoniário destacava-se, até mesmo ao lado do grande Papa Pio XII. Numa época em que o Santo Padre celebrava poucas vezes a complexa Missa Papal, o Grande Enrico Dante sabia coordenar impecavelmente o longuíssimo e elaborado ritual, no qual todos os integrantes da Corte Pontifícia tinham o seu exato papel: Cardeais Diáconos assistentes ao Trono (em dalmática e mitra ou de capa magna com a cauda dobrada ao braço, por estarem servindo em presença do Sumo Pontífice), camareiros eclesiásticos (em hábito paonazzo ministrantes da Tiara, da Mitra e da falda), diáconos e subdiáconos dos ritos latino e grego, príncipes assistentes ao sólio pontifício (Cátedra Papal), guarda nobre e camareiros de capa e espada (corresponde hoje aos comandantes da guarda Suíça que pertencem a família pontifícia).
Enrico Dante nasceu na cidade de Roma, em 05de julho de 1884, onde veio a falecer, no dia 24 de abril de 1967. Era filho de Achille Dante e de Zenaide Ingegni. Tinha apenas 8 anos quando ficou órfão de mãe, juntamente com mais duas irmãs e um irmão, que mais tarde veio como missionário para o Brasil.
Após fazer os estudos secundários com os Padres de Sion, em Paris, ingressou no Colégio Capranica, na cidade de Roma, em 1901. Doutorou-se em Filosofia, Teologia, Cânones e Direito Civil, na Pontifícia Universidade Gregoriana, passando a advogar na Sacra Rota Romana.
Enrico Dante foi ordenado sacerdote no dia 03 de julho de 1910, na Igreja de Santo Apolinário, em Roma, por Dom Giuseppe Ceppetelli, Patriarca Latino de Constantinopla. De 1911 a 1928, Enrico Dante lecionou Filosofia no Pontifício Ateneu Urbaniano “De Propaganda Fide”; de 1928 a 1947, passou a reger, também, a cadeira de Teologia. Em 1913, ingressou como oficial da Sagrada Penitenciária Apostólica.
Enrico Dante foi ordenado sacerdote no dia 03 de julho de 1910, na Igreja de Santo Apolinário, em Roma, por Dom Giuseppe Ceppetelli, Patriarca Latino de Constantinopla. De 1911 a 1928, Enrico Dante lecionou Filosofia no Pontifício Ateneu Urbaniano “De Propaganda Fide”; de 1928 a 1947, passou a reger, também, a cadeira de Teologia. Em 1913, ingressou como oficial da Sagrada Penitenciária Apostólica.
Mons. Carlo Respighi, à esquerda do Venerável Papa Pio XII, durante a celebração do Consistório para a criação de novos cardeais, em fevereiro de 1946. À direita do Papa podemos vê Mons. Enrico Dante, que, em 1947, irá suceder como prefeito, o Mons. Respighi no gabinete de Cerimônias Pontifícias.
No dia 25 de março de 1914, Enrico Dante foi admitido como membro da Pontifícia Academia de Cerimônias. O Santo Padre Pio XI confiou-lhe a reabertura da Nunciatura Apostólica de Paris. Em 1923, pediu renuncia ao cargo por ter duas irmãs em Roma que necessitavam dele por serem órfãs. Continuou suas atividades na Cidade Eterna, sendo nomeado pelo Santo Padre Pio XI como suplente na Sagrada Congregação para os Ritos, e em 26 de outubro do mesmo ano, nomeado substituto da mesma Congregação no dia 28 de setembro de 1930.
Elevado à dignidade de Prelado Doméstico de Sua Santidade a 15 de maio de 1943, Enrico Dante foi feito sub-secretário da Sagrada Congregação para o Cerimônias do Sumo Pontífice em 27 de maio do mesmo ano. Em 13 de junho de 1947, foi elevado a Prefeito das Cerimônias Pontifícias. O ponto alto de sua atuação foi no Ano Santo de 1950, estando sempre ao lado do Papa Pacelli. Em reconhecimento à sua atuação e dedicação à Casa Pontifícia, João XXIII o fez pró-secretário da Sagrada Congregação dos Ritos, em 24 de janeiro de 1959, sendo elevado ao cargo de Secretário da referida Congregação no dia 5 de janeiro de 1960.
Exerceu o ministério pastoral, na Diocese de Roma, em Torre Nova e na Basílica Patriarcal do Latrão. Em Santa Maria em Monte, na Piazza del Popolo, foi decano do Cabido. Por mais de 40 anos, ouviu confissões na Igreja Sacro Cuore al Suffragio, em Roma. Ao mesmo tempo, encontrava oportunidade para práticas esportivas, sendo um atleta entusiasta, que ajudou a fundar a Associazione Sportiva Roma, além de praticar alpinismo.
Como Cerimoniário da Casa Pontifícia, participou dos Conclaves de 1914, 1922, 1939, 1958 e 1963, atuando nas cerimônias de coroação dos Papas Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII e Paulo VI. Enrico Dante foi o primeiro Mestre de Cerimônias papal a ajudar o Sumo Pontífice numa sagração de um bispo no Rito Bizantino, a do futuro cardeal Gabriel Acacius Coussa, OSBA.
Em 28 de agosto de 1962, foi eleito arcebispo titular de Carpasia, sendo sagrado a 21 de setembro seguinte, pelo Beato João XXIII, na Basílica Lateranense. Foram co-sagrantes: Dom Francesco Carpino, Arcebispo Titular de Sardica, Assessor da Sagrada Congregação Consistorial, e Dom Pietro Parente, Arcebispo Titular de Teolemaide di Tebaide, Assessor do Supremo Tribunal do Santo Ofício. Na mesma cerimônia, foram sagrados também, os futuros cardeais Cesare Zerba, Pietro Palazzini, e Paul-Pierre Philippe – OP.
Mons. Enrico Dante atuando como Cerimoniário durante as sessões do Concílio Vaticano II
Mons. Enrico Dante participou de todas as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965), inclusive fazendo parte de comissões. Entretanto, a partir da segunda sessão, tendo em vista a destruidora tempestade que se anunciava, tornou-se um determinado opositor daqueles que queriam simplesmente arrasar com toda a bimilenária história de fé da Igreja Católica, para construir algo novo sobre os escombros da antiga.O Papa Paulo VI elevou-o a Cardeal Presbítero da Santa Igreja, no Consistório de 22 de fevereiro de 1965, com o título de Santa Ágata dos Godos, em Roma. A tristeza, porém, já era percebida no seu semblante, pois tudo o que amara ardorosamente por toda a sua vida estava prestes a ruir. O seu consistório foi, aliás, o último no qual o galero cardinalício foi entregue aos novos purpurados.
Com idade avançada, adoeceu gravemente, sendo internado na Policlínico Gemelli, onde recebeu a visita do Papa Paulo VI, no dia 6 de abril de 1967.
Faleceu confortado pelos Sacramentos daquela a quem dedicou toda a sua vida – a Santa Igreja, no dia 24 de abril de 1967. Após solenes exéquias, seu corpo foi enterrado na Igreja de Santa Ágata dos Godos, em uma simples gaveta mortuária na Cripta. E em sua memória foi erguido um monumento no mesmo templo.
Leia também:
Comenta-se nos dias atuais, sobre a possibilidade do Sumo Pontífice celebrar uma Missa Papal utilizando o antigo Ritual. Algumas dificuldades de ordem prática surgem, principalmente em razão da extinção de muitos cargos da antiga Corte Papal. Mas, como o que parecia impossível tornou-se possível, através do Motu Proprio Sumorum Pontificum, aos poucos a Santa Missa volta a ser celebrada no antigo rito de S. Pio V, principalmente em razão do interesse demonstrado por jovens sacerdotes e seminaristas, fascinados com a sacralidade e santidade do antigo rito, esperamos sim, com grande expectativa, pelo dia em que teremos a alegria de assistir ao inesquecível ritual de uma Missa Papal tradicional.
Leia também:
O Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice – Parte I
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Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fotos: Internet e arquivo pessoal
Fontes da pesquisa: Scrípta mament e Wikipédia
Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fotos: Internet e arquivo pessoal
Fontes da pesquisa: Scrípta mament e Wikipédia
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O atual Mestre de Cerimônias do Sumo Pontífice, Mons. Guido Marini - Parte III
Hoje é um dia mais que especial para Mons. Guido Marini, pois ele completa seus 46 anos de vida e boa parte dela dedicada a Igreja, por isso nessa data especial vamos conhecer uma pouco da trajetória eclesiástica do Grande Monsenhor Guido Marini, e sua carreira eclesiástica até se tornar o Grande Magistri Caeremoniarum.
O Reverendo Monsenhor Guido Marini nasceu em Gênova na Itália, aos 31 de janeiro de 1965. Depois de terminar o colegial, entrou no Seminário de Gênova, onde ele recebeu seu Bacharelado em Divindade.
Foi ordenado sacerdote 04 de fevereiro de 1989, em seguida, obteve seu doutorado em Roma “In utroque Iure” na Pontifícia Universidade Lateranense e, em 2007, obteve a licenciatura em Psicologia da Comunicação na Pontifícia Universidade Salesiana.
De 1988 a 2003 foi secretário dos arcebispos de Gênova, o Cardeal Giovanni Cestas (1988 - 1995), o Cardeal Dionigi Tettamanzi (1995 - 2002) e do Cardeal Tarcisio Bertone (2002 – 2003).
Foi Cerimôniário do Cardeal Tettamanzi, do Cardeal Bertone e do Arcebispo Dom Bagnasco, tendo um cuidado especial na preparação dos livros litúrgicos e na organização do Collegium Laurentianum, uma associação de voluntários para manter a ordem e o acolhimento na Catedral de Gênova.
De 2003 a 2005, foi diretor da Comissão Arquidiocesana para a Educação Religiosa nas Escolas Católicas da Arquidiocese de Gênova.
De 1996 a 2001, foi membro do Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de Gênova. Foi também nomeado chanceler do Arcebispado em 2005.
Desde 1992, Mons. Guido ensinou direito canônico na Agência de Gênova da Faculdade Teológica da Itália Setentrional e no Instituto Superior de Ciências Religiosas, ministrando também o curso de Teologia dos Ministérios.
Em 2002, foi nomeado cônego da Catedral de San Lorenzo, na qual em 2003 ele exerceu o ofício de prefeito do Cabido. Desde 2004, ele também serviu a Igreja de Gênova como diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano.
Mons. Guido Marine publicou inúmeros livros e artigos em revistas sobre espiritualidade. Ele exerceu o seu ministério especialmente no contexto da pregação, da direção espiritual, da supervisão de grupos de jovens e diretor espiritual das associações de mulheres religiosas.
Em 1º de outubro de 2007, o Papa Bento XVI nomeou-o Mestre das Celebrações Litúrgicas em substituição a Dom Piero Marini, atualmente presidente do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais, após a outorga do título de Prelado de Honra de Sua Santidade. A primeira celebração papal organizada por Guido Marini foi à Oração pelos Pontífices Falecidos, nas Grutas do Vaticano, em 02 de novembro de 2007, durante a Comemoração dos Fiéis Defuntos.
Cerimônia em comemoração dos Fiéis Defuntos - 2007
Segundo alguns vaticanistas a troca teria sido articulada entre o Papa e o Cardeal Tarcísio Bertone (Secretário de Estado da Santa Sé), para colocar no posto um clérigo mais afinado com linha litúrgica mais tradicional ao modo do papa atual.
Mons. Guido Marini e Mons. Konrad Krajewski, conversando com alguns seminaristas.
Leia também:
O Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice – Parte I
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Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fotos: Arquivo pessoal, Fotografia Felici e L'Osservatore Romano
Fontes da pesquisa: Cattolici Romani e site oficial da Santa Sé
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice - Parte II
Dando continuidade ao nosso estudo sobre os Mestres de Cerimônias do Sumo Pontífice, vamos conhecer hoje um pouco mais dos ofícios do Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.
O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, tem o ofício de zelar e preparar as celebrações litúrgicas presididas pelo Santo Padre nas Basílicas Papais Romanas, nas visitas às paróquias da Diocese de Roma, nas visitas pastorais no território italiano e nas viagens apostólicas ao redor do mundo. Cabe também ao Mestre de Cerimônias, o zelo pela Sacristia Pontifícia e Capelas do Palácio Apostólico (Capela Sistina, Capela Paulina e Capela Redemptoris Mater). É o oficial encarregado pelo Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. De acordo com a Constituição Apostólica Pastor Bonus do Venerável João Paulo II (art. 182), o Magistri Caeremoniarum é nomeado diretamente pelo Romano Pontífice por um período mínimo de cinco anos podendo ser reconfirmado no cargo.
Durante a vacância da Sé Apostólica o Mestre de Cerimônias do Papa não perde seu oficio, sendo que por mandato do Colégio Cardinalício é o responsável pela preparação da Cerimônia de Identificação da morte do Sumo Pontífice (realizada pelo Cardeal Decano ou pelo Carmelengo da Santa Igreja), e pelas várias celebrações fúnebres - exposição do corpo no Palácio Apostólico, traslado para a Basílica de São Pedro, missa de exéquias, sepultamento e as Missas em Sufrágio da Alma do Sumo Pontífice de acordo com o que está estabelecido no documento Ordo Exsequiaram Romani Pontifici. Também prepara e faz a leitura pública da “Escritura” - Testamentos espirituais escrito em vida pelo Romano Pontífice.
Dom Piero Marine (Mestre de Cerimônias Pontifício) e Dom Stanislaw Dziwisz (Secretário Pessoal de João Paulo II)
O Mestre de Cerimônias do Papa é o único não membro do Colégio Cardinalício que entra no recinto do Conclave (Capela Sistina), sendo responsável pelo bom andamento da eleição do novo Sumo Pontífice. Revestido da qualidade de notário (uma espécie de secretário do conclave), registra em documento oficial toda a eleição do novo Papa e o nome que ele usará durante todo o seu pontificado.
Ata da Eleição do Venerável Pio XII, feita pelo Mestre de Cerimônias Mons. Carlo Respighi no ano de 1939:
ACTUS ACCEPTATIONIS SUMMI PONTIFICATUS
In nomine Domini. Amen.
Ego Carolus Respighi, Protonotarius Apostolicus et Sanctae Sedis Caeremoniarum Praefectus ex officio rogatus, attestor et omnibus notum facio Eminentissimum et Reverendissimum Dominum EUGENIUM tituli Ss. Ioannis et Pauli S. R. E. Presbyterum Cardinalem PACELLI, S. R. E. Camerarium, acceptasse electionem canonice de Se factam in Summum Pontificem, Sibique nomen imposuisse « Pium Duodecimum », ut de hoc publica quaecumque, instrumenta confici possint.
Acta haec sunt in Conclavi in Palatio Apostolico Vaticano, post obitum fel. rec. Pii PP. XI, bac die secunda mensis martii anno Domini MCMXXXIX, testibus adhibitis atque rogatis, Excmo Dno Vincentio Santoro, Sacri Collegii Secretario et Rmis DD. Aloysio Capotosti et Henrico Dante, consociis meis, Apostolicarum Caeremoniarum Magistris.
VINCENTIUS SANTOKO, a Secretis S. Collegii.
Aloysius Capotosti, Apost. Caerem. Magister, testis.
Henricus Dante, Apost. Caerem. Magister, testis.
Ego Carolus Respighi, Protonotarius Apostolicus, Sanctae Sedis
Caeremon. Praefectus, rogavi.
O Magistri Caeremoniarum enquanto exerce seu ofício assistindo ao Papa nas celebrações por ele presididas, usa tradicionalmente a batina violácea e sobrepeliz. Já nos ritos após a morte do Papa e durante o Conclave, veste o conjunto do hábito talar correspondente ao seu grau de Ordem.
Abaixo, os últimos prelados que exerceram a função de Mestre de Cerimônias do Sumo Pontífice:
1918 – 1947 – Mons. Carlo Respighi (Nomeado Protonotário Apostólico pelo Papa Pio XI)
1947 – 1965 – Cardeal Enrico Dante (Criado Cardeal-Presbítero pelo Papa Paulo VI)
1967 – 1970 – Mons. Anníbale Bugnini (Ordenado Bispo Pelo Papa Paulo VI - 1972)
Após a saída do Mons. Enrico Dante da Prefeitura de Cerimônias, em razão de sua criação como cardeal, não houve de imediato um novo prefeito, pois a Igreja se encontrava em meio ao processo de reforma litúrgica após a publicação da Constituição Apostólica Sacrosanctum Concilium e a reforma da corte papal elaborado por Paulo VI. O Papa então, nomeou apenas um "comissário" para manter interinamente a Prefeitura e para iniciar a reforma do cerimonial papal. O cargo de Comissário foi confiado ao Mons. Annibale Bugnini, C.M., então secretário do Consilium ad exsequendam Constitutionem de Sacra Liturgia, mas não dirigiu pessoalmente as celebrações papais, pois confiou as orientações ao Cerimoniário Pontifício Mons. Salvatore Capoferri, e posteriormente ao Cerimoniário Pontifício Mons. Adonis Terziarol.
![]() Mons. Salvatore Capoferri ao lado direito do Papa Paulo VI |
![]() Mons. Adonis Traziarol ao lado esquerdo do Papa Paulo VI |
1970 – 1982 – Cardeal Virgilio Noè (Criado Cardeal-Diácono pelo Papa João Paulo II e anos depois elevado a Cardeal-Presbítero)
1982 – 1987 – Dom John Magee (Ordenado Bispo pelo Papa João Paulo II - 1987)
1987 – 2007 – Dom Piero Marini (Ordenado Bispo pelo Papa João Paulo II - 1998)
2007 – Atual - Mons. Guido Marini (Nomeado Mestre de Cerimônia pelo Papa Bento XVI)
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Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fontes da pesquisa: Cattolici Romani, Wapedia e site oficial da Santa Sé
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Calendário das celebrações Litúrgicas presididas pelo Santo Padre Bento XVI
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou ontem, segunda-feira, o calendário de celebrações litúrgicas que o Papa Bento XVI presidirá entre fevereiro e abril deste ano, entre as quais se encontram as celebrações da Quaresma e da Semana Santa.
No dia 2 de fevereiro, quarta-feira, o Papa presidirá às Vésperas com os membros de institutos de vida consagrada e de sociedades de vida apostólica por ocasião do Dia da Vida Consagrada na Festa da Apresentação do Senhor.
Já no dia 5 de fevereiro, Bento XVI presidirá às 10h, (hora de Roma) na Basílica de São Pedro a celebração Eucarística e o rito da ordenação episcopal.
Na segunda-feira, 21 de fevereiro na Sala do Consistório às 12h preside o Consistório para a aprovação de alguns decretos de canonização.
No dia 9 de março, Quarta-feira de Cinza, o Papa presidirá às 16h30, a tradicional procissão penitencial da Basílica de São Anselmo até a Basílica de Santa Sabina onde celebrará a Santa Missa, com a imposição das cinzas.
No domingo dia 13 de março, às 18h, presidirá na Capela Redemptoris Mater o início dos exercícios espirituais para a Cúria Romana. No sábado, 19 de março na mesma capela concluem-se os exercícios.
No domingo 20 de março às 9h presidirá a Santa Missa e o rito de dedicação da nova Paróquia romana de San Corbiniano all'Infernetto.
No dia 17 de abril, às 09h30, Domingo de Ramos, presidirá a bênção das Palmas, a procissão e a Santa Missa na Praça de São Pedro.
No dia 21 de abril, Quinta-feira Santa, na Basílica de São Pedro às 9h30 o Papa preside da Santa Missa do crisma, às 17h30, na Basílica de São João de Latrão presidirá a Missa “in caena Domini”, no início do Santo Tríduo Pascal
Na sexta-feira 22 de abril, Sexta-feira Santa, presidirá na Basílica de São Pedro a Celebração da Paixão do Senhor às 17h, e às 21:15, a Via Crucis no Coliseu de Roma.
No sábado 23 de abril, Sábado Santo, presidirá às 21h a Vigília Pascal na Noite Santa.
No domingo 24 de abril, Domingo da Ressurreição, na Praça de São Pedro às 10h15 presidirá a Santa Missa e às 12h a Bênção "Urbi et Orbi" (para a cidade e o mundo).
Fonte: Radio Vaticano
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice - Parte I
Iniciamos hoje uma série de matérias em 6 capítulos, que irá ser postado duas vezes por semana, nas segundas-feiras e quartas-feiras durante três semanas, sobre os Mestres de Cerimônias do Sumo Pontífice; seu surgimento na hierarquia da Igreja e suas funções na Cúria Romana; os grandes Mestres de cerimônias; e o corpo de cerimoniários do Sumo Pontífice e a sua atual estrutura.
O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice é o órgão responsável pela preparação das celebrações litúrgicas e outras celebrações sagradas conforme prescreve a Contituição Apostólica Pastor Bonus que fala sobre o Departamento das Celebrações Litúrgicas no seguinte artigo:
Art. 182.
§ 1. Compete a este Departamento preparar tudo quanto é necessário para as celebrações litúrgicas e outras sagradas celebrações, que são realizadas pelo Sumo Pontífice ou em seu nome, e dirigi-las segundo as vigentes prescrições do direito litúrgico.
§ 2. O Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias é nomeado pelo Sumo Pontífice por cinco anos; os cerimoniários pontifícios, que o coadjuvam nas sagradas celebrações, são igualmente nomeados pelo Secretário de Estado pelo mesmo período.
Segundo um artigo publicado por Dom Piero Marini intitulado “O Magistri Cæremoniarum”, a figura do Magister (ou Antistes ou Praefectus) Cæremoniarum Apostolicarum é atestada com segurança desde o ano 710, com o surgimento em Roma de um coordenador perito em matéria litúrgica, que tinha a responsabilidade de liderar e ensinar os vários ritos litúrgicos aos novos sacerdotes. Séculos mais tarde, a figura do Magistri Cæremoniarum cresceu em importância e fama, e os papas começaram a também regular do ponto de vista legal as suas respectivas atividades, pois antes não existia um Cæremoniarum próprio nomeado por direito e sim, uma pessoa que era chamada para exercer aquela função ad hoc, visto que antes do Concilio Vaticano II o Santo Padre presidia somente duas missas publicas ao ano. Já com a regulamentação desta função, o Cerimoniário do Papa passa a ser nomeado pelo próprio Pontífice (como veremos na próxima matéria), e surge então, a Prefeitura de Cerimônias.
Em 1967 teve inicio a reforma da Corte Papal ou Cúria Romana, e alguns anos depois com a reforma litúrgica (1970), feita pelo Papa Paulo VI que na ocasião revisou todo o regulamento da Prefeitura de Cerimônias, sendo aprovado um novo regulamento dando mais importância ao Gabinete de Cerimônias do Sumo Pontífice, que passa a ser chamada de: Oficio das Cerimônias Pontifícias, tendo como presidente o Mestre de Cerimônias do Sumo Pontífice e assistido pelos Cerimoniários Pontifícios.
O artigo “O Magistri Cæremoniarum”, publicado por Dom Piero Marine, fala do crescimento significativo das celebrações litúrgicas presididas pelo Papa e a importância do Mestre de Cerimônias que passa a ter um papel fundamental na reforma liturgia pós conciliar.
Após a reforma do Concílio Vaticano II, o Instituto de cerimônias do Papa passa a ter uma importância maior no campo da pastoral litúrgica, pois a celebração presidida pelo Papa cresceu de modo significativo em números de celebrações e houve inúmeras mudanças no rito, portanto as Cerimônias do Papa passaram a ser uma referência para a implementação da reforma litúrgica de acordo com as normas do Concílio.
Já em 1988, o Venerável João Paulo II, através da já citada Constituição Apostólica Pastor Bonus, fez uma grande reforma em todo o Oficio das Cerimônias Pontifícias, onde o então Gabinete tornou-se um Departamento Oficial da Cúria Romana, por direito próprio, tendo a sua autonomia, incluindo legislação e competências próprias, passando a se chamar como conhecemos hoje de: Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.
A atual estrutura hierárquica do Departamento das Celebrações Litúrgicas dos Sumo Pontífice, constitui-se na seguinte ordem:
- O Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice
- Os Cerimoniários Pontifícios
- Os Oficiais do Escritório (Funcionários)
- Os Oficiais da Sacristia Apostólica
- Os Consultores
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Elaboração: Cassio Pessoa
Revisão: Mário Ribeiro
Fontes da pesquisa: Cattolici Romani; Site oficial da Santa Sé; Artigo de Dom Piero Marini “O Magistri Cæremoniarum” e Constituição Apostólica Pastor Bonus
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