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sábado, 10 de setembro de 2011
COMUNICADO
ARQUIDIOCESE DE BELÉM
A Arquidiocese Metropolitana de Belém, através de seu Arcebispo Dom Alberto Taveira Corrêa, vem a público comunicar que a chamada Igreja Carismática Católica não está em comunhão com a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, e que a presença do senhor Emmanuel Milingo, nesta cidade, deve ser considerada, à luz do comunicado de imprensa da Santa Sé, como persistência na contumácia e no exercício ilegítimo de atos sem mandato pontifício e contra a unidade da Santa Igreja Católica. Salienta ainda de que todo e qualquer ato ou celebração organizadas pelo senhor Milingo são consideradas ilegítimas perante a Santa Sé.
+ Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém
Fonte: Fundação Nazaré
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Solenidade de Santa Maria de Belém - Padroeira da Arquidiocese e da Cidade de Belém
A desconhecida Belém de Judá, pequena aldeia no tempo de Cristo, tornou-se famosa em todo o mundo por ter sido o berço do Salvador, iniciando-se ali uma nova era para a humanidade. Apesar de a Judéia ser um estado vassalo de Roma na época de Herodes, somente após a queda de Jerusalém, no ano 70, ela passou a fazer parte do Império Romano. O imperador Constantino, convertido ao cristianismo, mandou edificar no ano 330, sobre a gruta da Natividade, uma basílica, cujos belos mosaicos representando os antepassados de Jesus e os profetas que anunciaram o seu nascimento a celebrizaram como um dos principais monumentos artísticos da Cristandade.
Havia no templo uma imagem bizantina da Virgem Santíssima, que se tornou conhecida com o título de Santa Maria de Belém. Seu culto se espalhou pela Europa, chegando a Portugal através de religiosos e peregrinos que estiveram na Terra Santa.
No início do século XV, o infante D. Henrique, fundador da Escola de Sagres e grande incentivador das navegações portuguesas, mandou construir na praia do Restelo, em Lisboa, uma igreja dedicada àquela invocação. Dizia ele que, assim como a estrela de Belém guiou os Reis Magos até a manjedoura onde se achava o Menino Deus, assim também a Senhora de Belém ajudaria a encontrar novas terras e o caminho para as Índias.
Foi ali, na pequena ermida do Restelo, que Vasco da Gama, antes de seguir à procura das Índias em 1497, passou a noite em oração e assistiu à Santa Missa. O Gama conseguiu êxito completo em sua arriscada travessia marítima, chegando são e salvo à lendária Calicut, onde foi recebido pelo Samorim. Em agradecimento à proteção da Soberana dos Mares, el-rei D. Manuel transformou a humilde capela de Santa Maria de Belém no suntuoso mosteiro conhecido atualmente como “Os Jerônimos”, uma das obras-primas da arquitetura manuelina.
Desde então as grandes expedições marítimas eram precedidas de solene cerimônia religiosa na magnífica igreja da Protetora dos Navegantes. Pedro Álvares Cabral, antes de iniciar sua viagem de descobrimento, ali assistiu à Santa Missa e seguiu como rei em procissão até o cais, onde a frota, pronta para zarpar, salvou com entusiasmo seu soberano e seu comandante.
Trazida para o Brasil pelos primeiros povoadores, esta invocação da Mãe de Deus teve muitos devotos em todo o território nacional, principalmente em Itatiba (SP) e Belém do Pará, que lhe dedicaram suas paróquias.
No Natal de 1615 o capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco partiu de São Luís do Maranhão com três navios e 150 homens, para ocupar o Amazonas. Em janeiro de 1616, desembarcou na foz daquele rio, na formosa baía do Guajará, onde ergueu o Forte do Presépio, fundando uma povoação que mais tarde recebeu o nome de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Alguns anos depois, Castelo Branco entrou em conflito com a tropa e, devido à violência com que tratou seus oficiais, foi preso, demitido do cargo de capitão-mor e levado para Portugal. Os indígenas aproveitaram-se da desunião entre os conquistadores, cercaram a vila e nela penetraram matando velhos, mulheres e crianças. O historiador sacro Frei Agostinho de Santa Maria, em seu livro publicado em 1722, afirmava que o nome de Nossa Senhora de Belém teria sido dado à Padroeira da cidade “em memória dos Santos Inocentes que em Belém foram degolados por amor a Jesus, a quem Herodes também pretendia matar”.
Na capital paraense os festejos da Protetora se realizam a 1º de setembro, na Sé que durante muito tempo esteve sob o orago de Nossa Senhora da Graça. Somente em fins do século passado, devido a uma promessa feita pelo Bispo D. Macedo Costa, a Catedral foi entregue a Santa Maria de Belém numa cerimônia solene, perpetuada em artísticos painéis na abóbada do templo.
Na fachada daquela igreja, uma das mais belas do Brasil Colonial, inspirada na arquitetura oficial da corte de Lisboa na época de D. João V, pode-se admirar uma enorme efígie da Virgem Maria com o Menino Jesus já grandinho, sentado em seu colo e abraçando sua Mãe. Sobre o altar-mor, além de bonita imagem semelhante à da fachada, existe uma grande tela, executada por pintor português, representando o presépio de Belém, como recordação do nome dado ao forte, do qual se originou a pitoresca cidade das mangueiras.
Viajando à procura do rio-mar, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, guiado pela estrela do Natal, chegou ao local predestinado a ser o berço da civilização luso-brasileira no extremo norte do Brasil, a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, porta de entrada da fabulosa Amazônia.
ICONOGRAFIA:
ICONOGRAFIA:
Existem várias representações da Senhora de Belém. Em Lisboa, na capela dos Jerônimos, Ela aparece com José e o Menino Jesus de pé entre seus pais, usando roupas bordadas. O Divino Infante aparenta uma criança de mais de um ano, pois está de pé. Segundo alguns historiadores Ele teria esta idade quando aconteceu o episódio da "Matança dos Inocentes" e da "Fuga para o Egito".
As imagens de Nossa Senhora de Belém, existentes na fachada e no altar-mor da Sé paraense, representam Maria de pé com o Menino Deus já grandinho, sentado em seu colo e abraçando sua mãe. Já a colocada no mesmo altar mostra São José e Nossa Senhora reclinados sobre a manjedoura, onde repousa Jesus recém-nascido. Acreditamos que esta tela seja mais uma lembrança do Presépio, devido ao nome dado ao forte, do qual se originou a cidade.
* * *
Sua Excelência Reverendíssima Dom Alberto Taveira Corrêa - X Arcebispo Metropolitano, presidirá o Solene Pontifical de Santa Maria de Belém, hoje (01), às 19h na Catedral Metropolitana de Belém.
Fonte: Catedral Metropolitana de Belém
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ordenação Sacerdotal
No ultimo dia 6 de julho, quarta-feira, dez diáconos, sete diocesanos e três da comunidade Sementes do Verbo, foram ordenados presbíteros da Igreja de Belém. Na ocasião toda a Igreja de Belém também rendeu graças a Deus pelo 20º aniversário de ordenação episcopal de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém.
O sacramento da Ordem é uma consagração total a Jesus Cristo, que capacita a guiar o povo de Deus rumo à salvação. Os padres, com seu sim a Deus, veem a ser essenciais para a Igreja por serem responsáveis por conduzir a humanidade conforme os desígnios do Pai, através do nome e da pessoa de Cristo. "Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem do rei Melquisedec" (Hb 5, 6).
Schola Cantorum de Belém
Salmo Responsorial
Homilia
Ladainha de todos os Santos
Paramentação
Unção das mãos
O Conselho Arquidiocesano dos Servidores do Altar eleva a Deus um hino de ação de graças pelos 10 novos Sacerdotes:
Pe. Carlos Machado (Ir.João) - Comunidade Semente do Verbo
Pe. Glaucon Feitosa
Pe. Glebson Rodrigues
Pe. Isan Vieira
Pe. Jailton Barros (Ir.Tiago) - Comunidade Semente do Verbo
Pe. Márcio Motta
Pe. Maurício Dias
Pe. Plínio Pacheco
Pe. Roberto Cavalli Jr.
Pe. Rogério de Oliveira (Ir.Pedro) - Comunidade Semente do Verbo
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Aconteceu na Arquidiocese de Belém,
Arcebispo,
Catedral Metropolitana de Belém,
Dom Alberto Taveira,
Ordenação
domingo, 3 de julho de 2011
PALAVRA DE VIDA
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).
Estas palavras foram dirigidas por Jesus a Pedro, Tiago e João, durante sua agonia no Getsêmani, aos vê-los dominados pelo sono. Ele tinha levado consigo esses três apóstolos – os mesmos que haviam testemunhado sua transfiguração no monte Tabor – para que ficassem a seu lado naquele momento tão difícil e se preparassem com Ele pela oração, pois o que estava para acontecer seria uma terrível provação também para eles.
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
Mais do que uma recomendação de Jesus aos discípulos, é preciso entender essas palavras – à luz das circunstâncias em que são pronunciadas – como um reflexo de seu estado de espírito, ou seja, de como Ele se prepara para a provação. Diante da paixão iminente, Ele reza com todas as forças de seu espírito, luta contra o medo e o pavor da morte, lança-se no amor do Pai, para ser fiel até o fim à sua vontade, e ajuda seus apóstolos a fazer o mesmo.
Aqui Jesus revela-se a nós como o modelo para quem precisa enfrentar uma provação e, ao mesmo tempo, como o irmão que se coloca ao nosso lado naquele momento difícil.
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
A exortação à vigilância aparece com frequência nos lábios de Jesus. Para Ele vigiar significa jamais se deixar vencer pelo “sono espiritual”, estar sempre pronto a acolher a vontade de Deus, saber captar os sinais dela na vida de cada dia e, sobretudo, saber interpretar as dificuldades e os sofrimentos à luz do amor de Deus.
Mas a vigilância é inseparável da oração, pois a oração é indispensável para vencer a provação. A fragilidade conatural ao homem (“a fraqueza da carne”) pode ser superada pela força que vem do Espírito.
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
Como podemos, então, viver a Palavra de Vida deste mês?
Também nós devemos prever, em nosso programa, o encontro com a provação, as pequenas ou as grandes que enfrentamos todos os dias. Podem ser provações normais ou provações clássicas, com as quais, cedo ou tarde, quem é cristão, não pode deixar de deparar-se. Ora, a primeira condição para superar a provação, qualquer provação – alerta Jesus –, é a vigilância. Trata-se de saber discernir, de perceber, que são provações permitidas por Deus, não certamente para nos desencorajar, mas para que, ao superá-las, amadureçamos espiritualmente.
Ao mesmo tempo, devemos rezar. A oração é necessária, porque as tentações às quais estamos mais expostos nesses momentos são de dois tipos: por um lado, a presunção de conseguirmos superar sozinhos a provação; por outro, o sentimento oposto, ou seja, o temor de não sermos capazes de superá-la, como se ela fosse superior às nossas forças. No entanto, Jesus nos garante que o Pai celeste não nos deixará faltar a força do Espírito Santo, se estivermos vigilantes e se lhe pedirmos essa força com fé.
Chiara Lubich
† Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em abril de 1990
quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Dominica in Palmis de Passione Domini
Hosanna filio David:
benedictus qui venit in nomine Domini.
Rex Israel: Hosanna in excelsis.
Os sumos sacerdotes e os escribas ficaram indignados ao ver as maravilhas que Jesus fazia e as crianças que gritavam no templo: Hosana ao Filho de Davi! Interpelaram-no: Estás ouvindo o que dizem? – Sim, estou, respondeu Jesus. Nunca lestes nas Escrituras: Da boca dos pequeninos e das criancinhas preparaste um louvor? (Mt 21, 15-16).
Herodes, furioso, mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, de acordo com o tempo indicado pelos magos. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais (Mt 2, 16-18).
O clamor das crianças é sempre original e atrai, pela pureza com que sobe ao Céu, a atenção da sociedade e o olhar de Deus. Do canto alegre – Hosana! – semelhante a uma revoada de pássaros até o grito de socorro que há poucos dias ressoou mundo afora, partindo do Rio de Janeiro, Deus quer que nossos ouvidos se abram para acolher as crianças. Ele é o Senhor da História e não abandona o mundo. Sua palavra de vida e de graça continua a ser oferecida à nossa geração, para que o Seu Reino chegue e todos os seres humanos alcancem a felicidade prometida.
Os pequeninos de Jesus dizem, teimosamente, ao nosso mundo que não se pode viver sem Deus. Eles proclamam Sua presença e Sua chegada. Ensinam-nos que a melhor oração é o louvor, a ação de graças, o elogio, a festa. Não é tempo desperdiçado viver o tempo como vivem as crianças, sem agitação, brincando diante da face de Deus. Sendo porção frágil e tantas vezes indefesa da sociedade, estão dizendo, com seus sofrimentos, ao nosso mundo adulto e teimoso que filho não é trabalho, mas bênção, que um mundo sem crianças é um triste mundo! (Cf. Sl 126, 3-5).
O Domingo de Ramos abre a Semana Santa e quer expressar a abertura de nossas casas e de nossas vidas a Jesus Cristo Salvador. Bendito o que vem em nome do Senhor! Acolher Cristo significa aceitar Sua Palavra e Sua salvação. Não existe outro nome pelo qual possamos ser salvos! E salvação é rumo para a existência, que deixa de ser beco sem saída. Aos que sofrem diante do mistério da dor ou da morte, Ele vem dizer que a dor pode se transformar em amor. Aos que estão tão mergulhados nas preocupações que, muitas vezes, se desesperam diante dos dramas do cotidiano, o Senhor diz que não é somente para esta vida que n'Ele depositamos a confiança. Há uma eternidade que nos espera, uma casa nova preparada hoje pelo nosso caminhar pelas ruas de nosso tempo.
Nós sairemos pelas ruas no Domingo de Ramos, recordando os acontecimentos de Jerusalém. Em nome de Jesus Cristo, somos todos convidados a sair de nós mesmos e entrar na casa das outras pessoas, levando a Boa Nova. Quem participa da Procissão de Ramos acolha a proposta de continuá-la, numa vista de Semana Santa ou de Páscoa, indo à casa de alguma pessoa ainda distante da Igreja ou de um parente do qual se afastou por qualquer motivo. Quem sabe será uma visita a um enfermo ou aos encarcerados. É para chegar desarmado, apenas para estar com as pessoas. Repetir-se-ão os benditos ao nome do Senhor quando as postas se abrirem!
À entrada de Jesus em Jerusalém, as crianças, os jovens e os adultos estendiam ramos de palmeira e também os próprios mantos pelas ruas, para acolhê-Lo. Ramos de palmeira, sinais de vitória, com os quais queremos dizer que Nosso Senhor é Rei e que n'Ele acreditamos. Roupa é sinal de valor e dignidade e queremos encontrar em Jesus Cristo a roupa do homem novo, pessoas renovadas no batismo, que estendem braços abertos para que passe a salvação.
Com a Jerusalém do Domingo de Ramos, nossas cidades querem dizer a Jesus que estamos conscientes de sermos contraditórios, pois nossos hosanas se transformam rapidamente em gritos de “crucifica-O”. Encantados com a beleza da vida, outros dias jogamos fora nossas crianças recém-nascidas ou transformamos o jardim de Deus, que é nosso mundo, em deserto árido e triste. Sabemos o que vale a união em torno das grandes causas e ainda assim nos defendemos no individualismo, cada um em busca dos próprios interesses. Senhor do lava-pés, da Paixão e da cruz, Senhor do silêncio do Sábado Santo, Senhor da manhã da Ressurreição, bem-vindo entre nós! Vence, Senhor, nossas contradições e endireita nossos caminhos! Ultrapassa, Senhor, nossas portas fechadas e traz-nos a Paz!
+ Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo da Arquidiocese de Belém
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