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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Mensagem da Semana
Assim nos Bispos, como no Sumo Pontífice, se acha o mesmo poder das Chaves, o mesmo poder de ligar e desligar, de apascentar, reger e governar a Igreja de Deus; o mesmo poder, sim, num grau, porém, diferente: no Papa poder pleno, independente, soberano, estendendo-se, qual oceano sem limites, para todas as plagas da Catolicidade; nos bispos o mesmo poder, mas já limitado nas raias das próprias dioceses, obnóxio e subordinado, quanto ao seu exercício, ao poder central de que tudo depende na Igreja.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Mensagem da Semana
"Puer natus est nobis, et filius datus est nobis". Nasceu para nós um pequeninho; um filho nos foi dado (Is 9,6).
Mistério de graça. E também de dor, porque o berço se transformará numa cruz e a cruz se perpetuará num altar para que todos os homens vivam e revivam, até a vida eterna, os mistérios da encarnação e da redencão. Mistério de dor. E também de glória, porque esse menino é filho de Deus, o Cristo Jesus Salvador, em quem somos justificados e predestinados para a glória eterna.
Dom Mário de Miranda Vilas-Boas, 6º Arcebispo Metropolitano do Belém (1944-1956)
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Mensagem da Semana
A verdadeira grandeza está na humildade; a verdadeira vitória na paciência; a verdadeira felicidade no sacrifício; a verdadeira riqueza no desapego de tudo; o verdadeiro lucro em dar aos necessitados; a verdadeira glória no sofrimento; a verdadeira realeza no serviço de Deus; o verdadeiro progresso na renúncia de si mesmo; a verdadeira liberdade na sujeição ao dever; o verdadeiro gozo na imolação das paixões; a verdadeira habilidade na simplicidade do coração; a verdadeira sabedoria na loucura da Cruz.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Mensagem da Semana
Trecho do Vexilla Regis, escrito na prisão da Ilha das Cobras
Vede-a em pé, em meio das trevas da noite, ainda banhada em sangue, no topo solitário da montanha. Que espetáculo oferecia o mundo naquela triste noite que se seguiu o deicídio!
Uma cruz de pau coberta de sangue, um cadáver dentro de um sepulcro, eis tudo o que restava de Jesus!
A fé de sua missão divina bruxuleava apenas, como débil luz prestes a extinguir-se, no coração de alguns discípulos tímidos, desalentados, descrentes; e, se não fora sua mãe, em cujo coração afogado em magoas nunca desmaiou a crença viva de sua divindade, pudera dizer-se que a Igreja de Jesus com mele expirara!
Satã, vendo este destroço da obra de Deus, acreditou no triunfo certo da sua, regozijou-se “Venci!” – disse. A humanidade está, enfim, a meus pés. Aqui Jerusalém, ali Atenas, além Alexandria, mais longe Roma... Por toda parte de opressão da força bruta, a orgia do sensualismo, o império da fabulo, o gosto do sangue, a degradação do homem, o desprezo de Deus.
“Que redenção pode sair deste patíbulo? Que vida pode irradiar-se daquele sepulcro?”
Assim falou, revoluteando com a rapidez de pensamento em torno do globo, como para percorrer seu domínio, perdeu-se na escuridão do espaço, soltando uma gargalhada convulsa.
Engana-se o enganador!
Não leu, não soube ler a Cruz; não pode decifrar aquele hieróglifo divino!
Que significava aquela Cruz ensangüentada no cume do calvário?
Significava que o grande sacrifício da nova aliança estava consumado. Que a humanidade tinha, enfim, uma vítima de valor infinito, que por ela se imolara, pregando naquela Cruz a cédula de sua condenação?
Vítima santa! Hóstia imaculada! Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo! Significava que aquela vítima divina, que era o verbo de Deus feito homem, era ao mesmo tempo o sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Mensagem da Semana
Saulo, uma mocidade forte toda abrasada num ódio profundo. Paulo, a mesma energia moça, retemperada num imenso amor. E é Jesus Cristo o objeto desse amor e desse ódio, porque, diante de Jesus Cristo, ou se odeia com furor satânico, ou se ama com amor angélico!
Dom Mário de Miranda Vilas-Boas, 6º Arcebispo Metropolitano do Belém (1944-1956)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Mensagem da Semana
Belém e Nazaré nos falam antes de tudo de Jesus, o Salvador, na sua vida oculta, criança e depois jovem, no cumprimento de sua missão: “Eis que venho, ó Deus, para fazer em tudo a Tua vontade” (Hb 10, 7). Belém e Nazaré nos falam também da Mãe de Jesus, sempre próxima ao Filho eterno de Deus, Seu filho segundo a carne, fiel ela também no cumprimento de um papel de primeira importância no plano da Salvação divina: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).
Servo de Deus João Paulo II, pronunciado em 8 de julho de 1980 na nossa cidade.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Mensagem da Semana
Abraço-te e não te largarei mais, Cruz da Redenção! Acompanhar-me-ás sempre durante a vida. E, quando no leito de morte, meus lábios lívidos já não puderem proferir palavra alguma, colem-se eles mudos de ti. Cruz bendita do Meu Jesus! E exale em teus braços esta alma que em ti foi redimida.
E, sobre a humildade lousa que cobrir meus restos, levanta-te ainda, ó cruz! Como sinal de minha futura redenção!
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Mensagem da Semana
Que de todo o católico Brasil convergistes para a cidade de Belém do Pará, e aí sob os auspícios de Nossa Senhora de Nazaré, nêste luminoso dia da sua gloriosa Assunção ao céu, tributais ao Deus da Eucaristia, « fruto do seio imaculado da Virgem puríssima », as vossas homenagens de fé e adoração, de amor e desagravo, de fidelidade e devoção inalterável.
Servo de Deus Pio XII, rádio-mensagem por ocasião do VI Congresso Eucarístico Nacional em 1953, ocorrido em nossa cidade.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Mensagem da Semana
Oh! Caros irmãos e cooperadores! Lembrai-vos que vós sois o sal da terra e a luz do mundo. Se o sal perde o seu sabor, do que serve senão para ser lançado fora e calcado aos pés do homens, do mesmo modo se vós perdeis o espírito de vossa vocação e vos corrompeis, de que servis mais senão para opróbrio da religião e escândalo dos povos?
Sacerdotes de Jesus Cristo, vivei a vida de Jesus Cristo; sede santo como ele foi santo!
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Mensagem da Semana
Multipliquem-se os altares, é sempre uma e a mesma Vítima divina que se imola duzentas ou trezentas mil vezes por dia em toda a redondeza da terra; multiplique-se igualmente a sagrada mesa, é sempre um e o mesmo manjar divino, que todos comungam, e a todos, sejam êles milhões, coaduna num só Corpo místico de Cristo. Por isso pôde dizer o génio de S. Agostinho, que a sagrada Eucaristia é, finalmente, a sociedade dos escolhidos, porque a simboliza, a prepara e a forma (August. in Ioann. Ev. tract. XXVI n. 15-17 - Migne PL, t. 35 col. 1614).
Servo de Deus Pio XII, rádio-mensagem por ocasião do VI Congresso Eucarístico Nacional em 1953, ocorrido em nossa cidade.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Mensagem da Semana
Trecho do Vexilla Regis, escrito na prisão da Ilha das Cobras
O espírito soberbo de satanás não compreendeu este mistério inefável da redenção do mundo pela humildade do sacrifício!
Não compreendeu que aquela cruz de madeira resumia um mundo! O mundo cristão, isto é, um mundo de almas castas, simples, humildes, pias, mortificadas, caridosas! – Um mundo novo, estranho, desconhecido das antigas filosofias, um complexo plasmoso de deveres novos, de novas relações com Deus e com os homens, de máximas extraordinárias que atordoam, que desconcertam a razão, que pareciam mesmo rematada loucura ao judeu e ao gentio, mas são a sabedoria mesma de Deus, revelada aos humildes no mistério da Cruz!
Ai! E quantos entres os mesmos cristãos ignoram esta filosofia sublime!
Quantos não compreendem a verdadeira significação do mistério da Redenção do mundo, pensando que esta redenção apenas na liberdade dada pelo cristianismo aos povos, na dignidade da mulher, na emancipação dos escravos, e em outros efeitos puramente extrínsecos e acidentais produzidos na ordem social!
Levanta-te, ó Cruz, na tua sublime realidade sobre os espíritos e os corações de todos os homens!
Levanta-te, lenho sacrossanto, Cruz gloriosa, a cujo poder nada resiste!
Tu, que apareceste objeto de horror e de ignorância, no alto do Gólgota, e após trezentos anos de lutas e embates cruéis, afrontando as tempestades, que levantaram contra ti todas as superstições, todos os preconceitos, todos os despotismos, te erguestes triunfante e radiosa sobre a vasta peanha do capitólio, marcando o centro universal da civilização;
Tu, que viste a teus pés humilhada a majestade dos Césares e de todas as pompas do paganismo;
Tu, que viste mansas, à tua sombra, as hordas bárbaras do setentrião;
Tu, que quebrastes a fúria e fizeste recuar espavorida a brutalidade dos filhos do Alcorão;
Tu, que assombraste, Cruz bendita, o berço das nações modernas, e lhes deste todo o esplendor da sua grandeza e da sua glória;
Tu, que viste arquejar impotentes, e expirar sucessivamente diante de ti, todos os cismas, todas as heresias, todas as impiedades, todas as injustiças, todas as usurpações, todas as violências, todas as imoralidades, todos os delírios, todas as revoluções!
Ó! Cruz imortal! Levante-te sobre o mundo presente dominado pelo mais abjeto naturalismo, e encaminha estas sociedades contemporâneas, tão revoltas e desvairadas, à paz tranquila de seus verdadeiros destinos!
E os séculos assombrados, vendo tua força divina, ó Cruz da redenção! Vendo o poder imenso que te sustem imóvel acima das revoluções dos povos e das ruínas, dos ímpios, cairão de joelhos exclamando:
“O Cristo Deus reinou do alto da Cruz”
“Regnavit e ligno Deus”
Por ti são os pecadores recebidos e em ti são justificados. O mundo em ti emparvece e se confunde, a soberba em ti é derrubada, é a humildade coroada.
Tu confirmaste os apóstolos, consagraste os mártires; santificaste todos os justos; alegras os anjos, sustentas e acrescentas a Igreja e povoas o paraíso.
Tu no dia de juízo virás diante de Jesus, para glória de seus filhos. Ó Cruz, Ó Cruz Santíssima! Abraço-te, com a esperança única do meu desterro – como meu farol no meio das trevas, como meu maior conforto nas atribulações, como minha segurança nos perigos, como meu alento nos trabalhos, como meu amparo nas precisões, como minha força nos desalentos, como o penhor preciosissimo de minha eterna bem-aventurança.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10˚ Bispo do Pará (1860-1890)
O espírito soberbo de satanás não compreendeu este mistério inefável da redenção do mundo pela humildade do sacrifício!
Não compreendeu que aquela cruz de madeira resumia um mundo! O mundo cristão, isto é, um mundo de almas castas, simples, humildes, pias, mortificadas, caridosas! – Um mundo novo, estranho, desconhecido das antigas filosofias, um complexo plasmoso de deveres novos, de novas relações com Deus e com os homens, de máximas extraordinárias que atordoam, que desconcertam a razão, que pareciam mesmo rematada loucura ao judeu e ao gentio, mas são a sabedoria mesma de Deus, revelada aos humildes no mistério da Cruz!
Ai! E quantos entres os mesmos cristãos ignoram esta filosofia sublime!
Quantos não compreendem a verdadeira significação do mistério da Redenção do mundo, pensando que esta redenção apenas na liberdade dada pelo cristianismo aos povos, na dignidade da mulher, na emancipação dos escravos, e em outros efeitos puramente extrínsecos e acidentais produzidos na ordem social!
Levanta-te, ó Cruz, na tua sublime realidade sobre os espíritos e os corações de todos os homens!
Levanta-te, lenho sacrossanto, Cruz gloriosa, a cujo poder nada resiste!
Tu, que apareceste objeto de horror e de ignorância, no alto do Gólgota, e após trezentos anos de lutas e embates cruéis, afrontando as tempestades, que levantaram contra ti todas as superstições, todos os preconceitos, todos os despotismos, te erguestes triunfante e radiosa sobre a vasta peanha do capitólio, marcando o centro universal da civilização;
Tu, que viste a teus pés humilhada a majestade dos Césares e de todas as pompas do paganismo;
Tu, que viste mansas, à tua sombra, as hordas bárbaras do setentrião;
Tu, que quebrastes a fúria e fizeste recuar espavorida a brutalidade dos filhos do Alcorão;
Tu, que assombraste, Cruz bendita, o berço das nações modernas, e lhes deste todo o esplendor da sua grandeza e da sua glória;
Tu, que viste arquejar impotentes, e expirar sucessivamente diante de ti, todos os cismas, todas as heresias, todas as impiedades, todas as injustiças, todas as usurpações, todas as violências, todas as imoralidades, todos os delírios, todas as revoluções!
Ó! Cruz imortal! Levante-te sobre o mundo presente dominado pelo mais abjeto naturalismo, e encaminha estas sociedades contemporâneas, tão revoltas e desvairadas, à paz tranquila de seus verdadeiros destinos!
E os séculos assombrados, vendo tua força divina, ó Cruz da redenção! Vendo o poder imenso que te sustem imóvel acima das revoluções dos povos e das ruínas, dos ímpios, cairão de joelhos exclamando:
“O Cristo Deus reinou do alto da Cruz”
“Regnavit e ligno Deus”
Por ti são os pecadores recebidos e em ti são justificados. O mundo em ti emparvece e se confunde, a soberba em ti é derrubada, é a humildade coroada.
Tu confirmaste os apóstolos, consagraste os mártires; santificaste todos os justos; alegras os anjos, sustentas e acrescentas a Igreja e povoas o paraíso.
Tu no dia de juízo virás diante de Jesus, para glória de seus filhos. Ó Cruz, Ó Cruz Santíssima! Abraço-te, com a esperança única do meu desterro – como meu farol no meio das trevas, como meu maior conforto nas atribulações, como minha segurança nos perigos, como meu alento nos trabalhos, como meu amparo nas precisões, como minha força nos desalentos, como o penhor preciosissimo de minha eterna bem-aventurança.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10˚ Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Mensagem da Semana
Foi sob o patrocínio de Nossa Senhora da Graça que, por obra de intrépidos Religiosos, aqui se fundou uma comunidade cristã, depois Diocese, de onde se irradiou, não sem dificuldades, o Evangelho de Cristo para esta parte norte do Brasil. E ela, a Mãe da Graça divina, acompanhava os missionários neste seu empenho e esforço e estava com a Mãe Igreja – da qual é o protótipo, o modelo e a suprema expressão – nos inícios da sua implantação nestas terras abençoadas: abençoadas por Deus Criador, com as riquezas e belezas naturais que nos maravilham; e abençoadas por Cristo Redentor, depois, com os bens da Salvação por Ele operada, e que nós agora aqui celebramos.
Servo de Deus João Paulo II, pronunciado em 8 de julho de 1980 na nossa cidade.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Mensagem da Semana
“Como são formosos os pés dos que evangelizam, que anunciam boas novas”(cf. Rm 10, 15), em particular, a Boa Nova por excelência, o amor de Deus revelado em Jesus Cristo: a alegria de termos um Salvador e de sermos, por Ele, chamados a ser filhos de Deus e irmãos uns dos outros... Sede arautos desta boa notícia a todos. Anunciai-a em todos os ambientes, propondo-a à adesão dos corações dos homens, em pleno respeito à liberdade das consciências, e estareis contribuindo para transformar a humanidade de dentro para fora, fazendo-a nova com a perene novidade de Jesus Cristo, Redentor do Homem.
Beato João Paulo II, pronunciado em 8 de julho de 1980 na nossa cidade.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Mensagem da Semana
A Lenda do Amor
Era uma vez o amor...
O amor morava numa casa assoalhada de estrelas
E toda enfeitada de sóis.
Mas não havia luz na casa do amor,
Porque a luz era o próprio Amor.
E uma vez o Amor queria uma casa mais linda para si.
Que estranha mania essa do amor!
E fez a terra,
E na terra fez a carne, e na carne soprou a vida,
E na vida imprimiu a imagem da sua semelhança.
E a chamou de homem.
E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa,
Pequenina, mas palpitante,
Inquieta e insatisfeita como o próprio Amor.
E o Amor foi morar no coração do homem
E coube todinho lá dentro
Porque o coração do homem foi feito para o infinito.
Uma vez... Homem ficou com inveja do amor.
Queria para si a casa do Amor, só para si.
Queria para si a felicidade do Amor,
Como se o Amor pudesse viver só.
E o homem sentiu a fome torturante e comeu!...
O Amor foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher seu coração:
Encheu-o com as riquezas da terra e ainda ficou vazio.
E o homem, triste, derramou suor para ganhar a comida.
Ele sempre tinha fome e continuava com o coração vazio.
E uma vez... resolveu repartir o seu coração inútil
Com as criaturas da terra.
O Amor soube... vestiu-se de carne
E veio também receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o Amor e o pregou numa Cruz.
E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.
O amor então teve uma idéia:
Vestiu-se de comida, disfarçou-se de pão e ficou quietinho.
Quando o homem faminto ingeriu a comida,
O Amor voltou a sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.
* Cônego Ápio Paes Campos
*Foi sacerdote incardinado na Arquidiocese de Belém, Membro da Academia Paraense de Letras e Professor da Universidade Federal do Pará.
Era uma vez o amor...
O amor morava numa casa assoalhada de estrelas
E toda enfeitada de sóis.
Mas não havia luz na casa do amor,
Porque a luz era o próprio Amor.
E uma vez o Amor queria uma casa mais linda para si.
Que estranha mania essa do amor!
E fez a terra,
E na terra fez a carne, e na carne soprou a vida,
E na vida imprimiu a imagem da sua semelhança.
E a chamou de homem.
E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa,
Pequenina, mas palpitante,
Inquieta e insatisfeita como o próprio Amor.
E o Amor foi morar no coração do homem
E coube todinho lá dentro
Porque o coração do homem foi feito para o infinito.
Uma vez... Homem ficou com inveja do amor.
Queria para si a casa do Amor, só para si.
Queria para si a felicidade do Amor,
Como se o Amor pudesse viver só.
E o homem sentiu a fome torturante e comeu!...
O Amor foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher seu coração:
Encheu-o com as riquezas da terra e ainda ficou vazio.
E o homem, triste, derramou suor para ganhar a comida.
Ele sempre tinha fome e continuava com o coração vazio.
E uma vez... resolveu repartir o seu coração inútil
Com as criaturas da terra.
O Amor soube... vestiu-se de carne
E veio também receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o Amor e o pregou numa Cruz.
E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.
O amor então teve uma idéia:
Vestiu-se de comida, disfarçou-se de pão e ficou quietinho.
Quando o homem faminto ingeriu a comida,
O Amor voltou a sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.
* Cônego Ápio Paes Campos
*Foi sacerdote incardinado na Arquidiocese de Belém, Membro da Academia Paraense de Letras e Professor da Universidade Federal do Pará.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Mensagem da Semana
Não vos impliqueis em negócios seculares; vosso grande negócio, vosso único negócio é a salvação das almas. Ministros de Jesus Cristo, nós vos dizemos: vosso lugar não é no foro tumultuoso da política, mas na calma augusta do Santuário. Lá está vosso trono; de lá podeis reinar sobre toda a terra.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Mensagem da Semana
Assim, graças a esta força de unidade que mantém numa perfeita coesão todos os membros do corpo hierárquico, o simples fiel, unido ao seu pastor de sua paróquia, se acha por isto mesmo unido ao Bispo, o qual se acha unido ao Papa, o qual se acha unido a Jesus Cristo, o qual se acha unido à Deus.
Dom Antônio de Macêdo Costa, 10º Bispo do Pará (1860-1890)
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