segunda-feira, 23 de agosto de 2010

São Pio X


AUDIÊNCIA GERAL

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
São Pio X

Prezados irmãos e irmãs

Hoje, gostaria de meditar acerca da figura do meu Predecessor São Pio X, cuja memória litúrgica será celebrada no próximo sábado, salientando algumas das suas características que podem ser úteis também para os Pastores e os fiéis da nossa época.

Giuseppe Sarto, este é o seu nome, nasceu em Riese (Treviso) em 1835 de uma família de camponeses e depois dos estudos no Seminário de Pádua foi ordenado sacerdote com 23 anos de idade. Primeiro foi vice-pároco em Tombolo, depois pároco em Salzano, em seguida cónego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e director espiritual do Seminário diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice demonstrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, a humildade e simplicidade e a grande caridade para com os mais necessitados, que constituíram características de toda a sua vida. Em 1884 foi nomeado Bispo de Mântua e em 1893 Patriarca de Veneza. No dia 4 de Agosto de 1903 foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava à altura de uma tarefa tão importante.

O Pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e caracterizou-se por uma notável esforço de reforma, resumida no mote Instaurare omnia in Christo, "Renovar tudo em Cristo". Com efeito as suas intervenções envolveram os vários âmbitos eclesiais. Desde o começo, dedicou-se à reorganização da Cúria romana; depois, deu início aos trabalhos para a redacção do Código de Direito Canónico, promulgado pelo seu Sucessor Bento XV. Sucessivamente, promoveu a revisão dos estudos e do percurso de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários seminários regionais, dotados de boas bibliotecas e professores preparados. Outro ramo importante foi o da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, tinha redigido pessoalmente um catecismo e, durante o Episcopado em Mântua, trabalhara a fim de que se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico Pastor, compreendera que a situação nessa época, também devido ao fenómeno da emigração, tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência, independentemente do lugar e das circunstâncias de vida. Como pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, depois se difundiu em toda a Itália e no mundo. Este Catecismo, chamado "de Pio X" foi para muitas pessoas uma guia segura na aprendizagem das verdades relativas à fé pela sua linguagem simples, clara e específica, e pela eficácia da sua exposição.

Ele dedicou uma atenção notável à reforma da Liturgia, de modo particular da música sacra, para levar os fiéis a uma vida de oração mais profunda e a uma participação mais completa nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini, de 1903, primeiro ano do seu Pontificado, ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua fonte primária e indispensável na participação concreta nos mistérios sacrossantos e na oração pública e solene da Igreja (cf. AAS 36 [1903], 531). Por isso, recomendava a aproximação frequente dos Sacramentos, favorecendo a recepção diária da Sagrada Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças mais ou menos aos sete anos de idade, "quando a criança começa a raciocinar" (cf. S. Congr. de Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582).

Fiel à tarefa de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, diante de algumas tendências que se manifestaram no âmbito teológico, no final do século XIX e no início do século XX, interveio com determinação, condenando o "Modernismo", para defender os fiéis de concepções erróneas e promover um aprofundamento científico da Revelação, em harmonia com a Tradição da Igreja. Em 7 de Maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses da sua vida foram funestados pelos indícios da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado a 2 de Agosto de 1914, para manifestar "a dor acerba" da hora presente, era o clamor de sofrimento do pai que vê os filhos pôr-se uns contra os outros. Faleceu pouco tempo depois, no dia 20 de Agosto, e a sua fama de santidade começou a difundir-se imediatamente no meio do povo cristão.

Caros irmãos e irmãs, São Pio X ensina-nos a todos que na base da nossa obra apostólica, nos vários campos em que trabalhamos, deve haver sempre uma íntima união pessoal com Cristo, que se há-de cultivar e aumentar dia após dia. Eis o cerne de todo o seu ensinamento, de todo o seu compromisso apostólico. Somente se formos apaixonados pelo Senhor, seremos capazes de conduzir os homens a Deus, de os abrir ao seu Amor misericordioso e, deste modo, de abrir o mundo à misericórdia de Deus.

Solene Consagração dos Servidores do Altar - Região Episcopal São Vicente de Paulo

Na Região Episcopal São Vicente de Paulo, o Ato de Devoção a São Tarcísio se iniciou por volta das 18h30 do dia 11 de agosto, na Paróquia Santa Rita de Cássia - Cid. Nova. A Cerimônia foi presidido pela pároco dessa paróquia, Pe. José Maria, e contou com a participação de mais de 100 servidores do altar dessa região.

Fotos da referida celebração:






Solene Consagração dos Servidores do Altar - Região Episcopal Santa Maria Goretti

A Paróquia de São Francisco de Assis - Capuchinhos sediou o Ato de Devoção a São Tarcísio da Região Episcopal Santa Maria Goretti. A Cerimônia iniciou por volta das 19h, e foi presidida pelo Pe. André Telles - Vigário da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus. Cerca 80 servidores do altar participaram da Santa Missa e Adoração ao SS. Sacramento e depois se confraternizaram no Salão de Festas da Casa do Pão de Santo Antonio.
Fotos da referida celebração:






Solene Consagração dos Servidores do Altar - Região Episcopal Santana

Na Região Santana, o ato de devoção a São Tarcísio se iniciou por volta das 18h, na Paróquia da Santíssima Trindade. Sendo presidido pelo pároco desta paróquia, Pe. Ronaldo Menezes, e contando com a presença de cerca de 25 servidores do altar.
Fotos da referida celebração:





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Mártir é "uma pessoa extremamente livre", diz Papa

Pontífice pede o compromisso diário de crescer no amor a Deus


ROMA, quarta-feira, 11 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O mártir é “uma pessoa extremamente livre” – afirma Bento XVI – pois a graça de Deus não suprime a liberdade, mas a enriquece.

O Papa falou sobre o martírio, “forma de amor total a Deus”, na audiência geral desta quarta-feira, realizada junto aos peregrinos reunidos em Castel Gandolfo.

“Onde se funda o martírio? – perguntou primeiramente o Papa –. A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre seu sacrifício supremo de amor, consumado na Cruz para que pudéssemos ter a vida”.

No martírio, opera “a lógica do grão de trigo, que morre para germinar e trazer a vida”. “O próprio Jesus é o “grão de trigo que veio de Deus, o grão divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, quebrar na morte e, precisamente através disto, se abre e pode assim dar fruto na vastidão do mundo”.

“O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor”, disse o pontífice.

Segundo o Papa, a força para enfrentar o martírio nasce “da profunda e íntima união com Cristo”.

Isso porque “o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas a resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus”.

O Papa comentou que, ao se ler a vida dos mártires, fica-se surpreso com “a serenidade e coragem no enfrentamento da morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na fraqueza, na pobreza de quem se confia a Ele e só n’Ele deposita a sua esperança”.

Bento XVI disse ainda que “é importante enfatizar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade daqueles que enfrentam o martírio, mas, ao contrário, enriquece-a e reforça-a”.

O mártir “é uma pessoa extremamente livre, livre em relação ao poder, ao mundo, uma pessoa livre, que, num único ato definitivo, entrega a Deus toda a sua vida”. O martírio “é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus”.

O Papa afirmou ainda: “provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a vida cristã, e isso implica tomar a cada dia a sua cruz”.

Num tempo em que “o egoísmo e o individualismo parecem prevalecer, temos de assumir como primeiro e fundamental compromisso crescer a cada dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e assim transformar também o nosso mundo”, disse o pontífice.

Fonte: Site Zenit

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