
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Lançam o hino da Jornada Mundial da Juventude – Madri 2011

Sobre a Igreja - Igreja Católica Apostólica Romana
Quanto ao termo Católica, é de origem grega, e “Católica, universal significa segundo a totalidade” [2]. A dimensão católica da Igreja possue duas realidades, a primeira é “porque Cristo está presente nela: ‘onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica’. Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela receba d'Ele a ‘plenitude dos meios de salvação’” [3], a segunda dimensão acontece “porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano” [4], isto é “Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos” [5]
Quanto ao termo Apostólica, é de origem grega, e seu significado é “enviado”, “Jesus é o Enviado do Pai. Desde o início de seu ministério ‘chamou a si os que quis, e dentre eles escolheu Doze para estarem com ele e para enviá-los a pregar’ (Mc 3,13-14). A partir daquela hora eles serão os seus 'enviados'. Neles continua a sua própria missão: 'Como o Pai me enviou, eu também vos envio' (Jo 20,21). Seu ministério é, portanto, a continuação de sua própria missão: 'Quem vos recebe a mim recebe', diz ele aos Doze (Mt 10,40)”.[6] Deste modo, “Toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de São Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. ‘A vocação cristã é também por natureza vocação ao apostolado.’ Denomina-se ‘apostolado’ ‘toda a atividade do Corpo Místico’ que tende a ‘estender o reino de Cristo a toda a terra.’” [7]
E por fim, o termo Romana, que dentre os demais é o mais fácil de entender, pois bem sabemos da importância da cidade de Roma para o cristianismo nascente, de tal modo que foi nela que muitos mártires entregaram seu sangue por amor a Jesus Cristo, cabe destacar dentre estes mártires as figuras dos Apóstolos Pedro e Paulo. Desta forma, a Igreja é assim designada por ter sido naquela cidade que seus grandes patriarcas morreram, e de onde se propagou a fé cristã para o mundo ocidental.
________________________
Notas
[1] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 156
[2] Isidoro de Sevilha, Etym. 8, 1, 1.
[3] CIC, nº 830
[4] Ibidem, nº 831
[5] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 13, 1964
[6] CIC, º 858
[7] Ibidem, º 863
sábado, 6 de novembro de 2010
Solenidade de todos os Santos
Alegremo-nos todos no Senhor nesta solenidade de todos os Santos.
Origem: A Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, que dedicou o Panteon em honra de Maria Santíssima e de todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro e introduziu oficialmente no calendário litúrgico. Já no Brasil por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, esta solenidade é celebrada no domingo seguinte, quando o dia 1º não cai no domingo.
Caráter: A Igreja é indefectivelmente santa: Cristo amou-a como sua esposa e deu-se a si mesmo por ela afim de santificá-la; por isso não celebra esta Solenidade a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de TODOS para a felicidade Eterna. "Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade.
Nesse dia, a Igreja militante honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão". "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)
Olhemos para o céu: lá estão Pedro e Paulo, lá estão os Doze, lá estão os mártires de Cristo, os santos pastores e doutores, lá estão as santas virgens e os santos homens, lá estão tantos e tantos – uns, conhecidos e reconhecidos pela Igreja publicamente, outros, cujo nome somente Deus conhece; lá está a Santíssima e Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe e discípula perfeita do Cristo, toda plena do Espírito, toda obediente ao Pai. Eles chegaram lá, eles intercedem por nós, eles são nossos modelos, eles nos esperam.
Chamado: Hoje a Igreja nos convida a sermos "jovens sarados no Espírito Santo" (Padre Bruno, C.N. - 2010) e a exalar o odor do bem viver, em nossa casa, na nossa escola, no nosso trabalho ou onde estivermos, sejamos jovens fiéis ao ensinamento de Deus, não devemos temer em anunciar o evangelho, em alimentar nossa vida com o Cristo, na sua Palavra e na sua Eucaristia para sermos inebriados da vida do próprio Deus, contemplar hoje todos os santos é recordar para onde vamos e qual é o sentido da nossa vida!
São Tarcisio, São Domingos Sávio, Santa Maria Goretti e tantos outros jovens santos, que anunciaram o evangelho e foram tementes a Deus, sigamos os exemplos destes jovens santos, e não tenhamos medo de ser de Deus! Que eles roguem por nós, pois o que eles foram, nós somos e o que eles são, todos nós somos chamados a ser.
Todos os santos e santas de Deus, Rogai por nós!
Um pouco da história do Missale Romanum

quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Dom Romualdo de Seixas
Recebeu as primeiras letras sob a supervisão do seu tio, o bispo D. Romualdo Coelho de Sousa, e foi concluir seus estudos em Lisboa, na Congregação do Oratório, onde teve por um de seus mestres o padre Theodoro de Almeida, o célebre autor das "Recreações Filosóficas". De volta à Província do Pará, por ocasião da abertura da aula pública de filosofia, com dezoito anos de idade, fez um discurso que impressionou o auditório e as autoridades presentes. Aos dezenove anos, com a primeira tonsura, foi nomeado mestre de cerimônias do Sólio e começou a lecionar no Seminário Episcopal as matérias de Latim, Eetórica e Filosofia; aos vinte e um anos tomou ordens de sub-diácono e estreou na tribuna sagrada por adoecer o orador, improvisando o panegírico de S. Thomaz de Aquino; aos vinte e dois anos, tendo ordens de diácono, foi para a Província do Rio de Janeiro, acompanhado de outro jovem eclesiástico, em comissão do bispo do Pará, para, em seu nome, cumprimentar a família real e tratar de importantes assuntos da sua diocese, regressando com a nomeação de cônego da Sé paraense e a de Cavaleiro da Ordem de Cristo; aos vinte e três recebeu ordens de Presbítero, foi nomeado pároco de sua cidade natal (Cametá) e logo a seguir vigário-geral da província, sendo mais tarde, por morte do diocesano, vigário capitular. Nomeado arcebispo da Bahia a 12 de outubro de 1826, foi sua nomeação confirmada pelo Papa Leão XII a 20 de maio de 1827, sendo realizada sua sagração na Província do Rio de Janeiro a 28 de outubro deste mesmo ano. Tomou posse do cargo por procuração a 31 de janeiro de 1828, e a 26 de novembro do mesmo ano deu sua entrada na Província da Bahia. Foi eleito presidente da Junta provisória Governativa da Província do Pará por duas vezes, em 1821 e em 1823. Em 1841, presidiu a solenidade da sagração do Imperador D. Pedro II, como metropolita e primaz do Brasil. Agraciado por D. Pedro I com o título de Pregador da Capela Imperial e com a Grande Dignitária da Ordem da Rosa; foi por D. Pedro II agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, com o título de Conde e depois com o de Marquês de Santa Cruz; era sócio da Academia Real das Ciências de Munique, do Instituto de África em Paris, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de muitas outras sociedades de ciências e letras. Muito inteligente e ilustre figura, era dotado de excessiva modéstia, de trato ameníssimo, de bondade evangélica, de todas as qualidades, enfim, que exaltam, fazem veneranda e amável a criatura humana.
Foi eleito Deputado pela Província do Pará para a 1ª legislatura no período de 6 de maio de 1826 a 3 de setembro de 1829 (posse em 6 de maio de 1826). Foi eleito Deputado pela Província da Bahia para a 3ª legislatura no período de 3 de maio 1834 a 15 de outubro de 1837 (posse a 12 de maio de 1834), tendo sido substituído no período de 3 de maio a 25 de outubro de 1835. Foi eleito Deputado pela Província do Pará para a 4ª Legislatura no período de 3 de maio de 1838 a 21 de novembro de 1841 (posse em 17 de maio de 1838), sendo substituído no período de 3 de maio de 1839 a 15 de setembro de 1840. Foi Presidente da Câmara dos Deputados de 3 de julho de 1828 a 4 de maio de 1829, e de 4 de maio a 3 de agosto de 1841.
Recebeu os títulos de Conde de Santa Cruz a 2 de dezembro de 1858 e Marquês de Santa Cruz a 14 de março de 1860.
