terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lançam o hino da Jornada Mundial da Juventude – Madri 2011


O hino “Firmes na Fé” é a trilha sonora da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri 2011, que foi lançado no último dia 8 de novembro, véspera da festa de Nossa Senhora da Almudena, padroeira de Madri.

O hino foi interpretado pela Joven Orquesta de la Comunidad de Madrid (JORCAM) e pelo coral da Escolanía de El Escorial. Este hino acompanhará os jovens na preparação e na realização da JMJ de Madri 2011. Está inspirado no texto de São Paulo - "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé!" (Col 2,7) - escolhido por Sua Santidade o Papa Bento XVI, como tema da JMJ Madri 2011.
O autor da letra é Sua Excelência reverendíssima Dom César Franco, bispo auxiliar de Madri e coordenador geral da JMJ Madri 2011. Dom Franco ressalta que, "as estrofes realçam a humanidade santíssima de Cristo, ao estilo da tradição mística espanhola, e pretendem aproximá-la dos jovens".
A obra foi gravada em três versões: uma litúrgica, outra instrumental para grandes corais e, finalmente, uma versão popular, com acompanhamento de violão. As três versões estão disponíveis gratuitamente no site oficial (aqui) da JMJ, no qual também podem ser baixadas, incluindo as partituras.

Fonte: Site oficial - http://www.madrid11.com/

Sobre a Igreja - Igreja Católica Apostólica Romana

Iniciamos com este artigo uma série deles que tratarão acerca da Igreja, para começo de conversa devemos conhecer e compreender seu próprio nome, Igreja Católica Apostólica Romana. Comecemos pelo significado do termo Igreja, Igreja é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do "povo do deserto", reunida ao apelo de Moisés. Vemos aí, que o termo está intimamente ligado a reunião de pessoas (assembléia), e assim de fato o é, pois é designada como “o povo que Deus convoca e reune em todos os confins da terra, para constituir a assembléia daqueles que pela fé e pelo batismo, se tornam filhos de seus, membros de Cristo e templo do Espírito Santo” [1].

Quanto ao termo Católica, é de origem grega, e “Católica, universal significa segundo a totalidade” [2]. A dimensão católica da Igreja possue duas realidades, a primeira é “porque Cristo está presente nela: ‘onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica’. Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela receba d'Ele a ‘plenitude dos meios de salvação’” [3], a segunda dimensão acontece “porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano” [4], isto é “Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos” [5]

Quanto ao termo Apostólica, é de origem grega, e seu significado é “enviado”, “Jesus é o Enviado do Pai. Desde o início de seu ministério ‘chamou a si os que quis, e dentre eles escolheu Doze para estarem com ele e para enviá-los a pregar’ (Mc 3,13-14). A partir daquela hora eles serão os seus 'enviados'. Neles continua a sua própria missão: 'Como o Pai me enviou, eu também vos envio' (Jo 20,21). Seu ministério é, portanto, a continuação de sua própria missão: 'Quem vos recebe a mim recebe', diz ele aos Doze (Mt 10,40)”.[6] Deste modo, “Toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de São Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. ‘A vocação cristã é também por natureza vocação ao apostolado.’ Denomina-se ‘apostolado’ ‘toda a atividade do Corpo Místico’ que tende a ‘estender o reino de Cristo a toda a terra.’” [7]

E por fim, o termo Romana, que dentre os demais é o mais fácil de entender, pois bem sabemos da importância da cidade de Roma para o cristianismo nascente, de tal modo que foi nela que muitos mártires entregaram seu sangue por amor a Jesus Cristo, cabe destacar dentre estes mártires as figuras dos Apóstolos Pedro e Paulo. Desta forma, a Igreja é assim designada por ter sido naquela cidade que seus grandes patriarcas morreram, e de onde se propagou a fé cristã para o mundo ocidental.
Por fim, indico que assistam este belo vídeo, que de modo bem claro explica o significado e a missão da igreja no mundo:

* por João Antônio Lima

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Notas

[1] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 156
[2] Isidoro de Sevilha, Etym. 8, 1, 1.
[3] CIC, nº 830
[4] Ibidem, nº 831
[5] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 13, 1964
[6] CIC, º 858
[7] Ibidem, º 863

sábado, 6 de novembro de 2010

Solenidade de todos os Santos

Por: Cassio Pessoa

Alegremo-nos todos no Senhor nesta solenidade de todos os Santos.

Origem: A Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, que dedicou o Panteon em honra de Maria Santíssima e de todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro e introduziu oficialmente no calendário litúrgico. Já no Brasil por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, esta solenidade é celebrada no domingo seguinte, quando o dia 1º não cai no domingo.

Caráter: A Igreja é indefectivelmente santa: Cristo amou-a como sua esposa e deu-se a si mesmo por ela afim de santificá-la; por isso não celebra esta Solenidade a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de TODOS para a felicidade Eterna. "Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade.

Nesse dia, a Igreja militante honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão". "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)

Olhemos para o céu: lá estão Pedro e Paulo, lá estão os Doze, lá estão os mártires de Cristo, os santos pastores e doutores, lá estão as santas virgens e os santos homens, lá estão tantos e tantos – uns, conhecidos e reconhecidos pela Igreja publicamente, outros, cujo nome somente Deus conhece; lá está a Santíssima e Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe e discípula perfeita do Cristo, toda plena do Espírito, toda obediente ao Pai. Eles chegaram lá, eles intercedem por nós, eles são nossos modelos, eles nos esperam.

Chamado: Hoje a Igreja nos convida a sermos "jovens sarados no Espírito Santo" (Padre Bruno, C.N. - 2010) e a exalar o odor do bem viver, em nossa casa, na nossa escola, no nosso trabalho ou onde estivermos, sejamos jovens fiéis ao ensinamento de Deus, não devemos temer em anunciar o evangelho, em alimentar nossa vida com o Cristo, na sua Palavra e na sua Eucaristia para sermos inebriados da vida do próprio Deus, contemplar hoje todos os santos é recordar para onde vamos e qual é o sentido da nossa vida!

São Tarcisio, São Domingos Sávio, Santa Maria Goretti e tantos outros jovens santos, que anunciaram o evangelho e foram tementes a Deus, sigamos os exemplos destes jovens santos, e não tenhamos medo de ser de Deus! Que eles roguem por nós, pois o que eles foram, nós somos e o que eles são, todos nós somos chamados a ser.

Todos os santos e santas de Deus, Rogai por nós!

Um pouco da história do Missale Romanum

Por: Cassio Pessoa

Na metade do século IV, alguns historiadores afirmam a existência de alguns livros litúrgicos, já no final do mesmo século, Santo Ambrósio de Milão, compila das instruções para os recém batizados um livro intitulado, De Sacramentis na qual cita a parte central do Cânon, que é substancialmente idêntica com as respectivas orações do Cânon Romano tradicional, porém um pouco mais curto.
Com o passar dos anos surge a necessidade de um único livro litúrgico mais pleno e abrangente, foi então que no pontificado do Papa Inocêncio III se dá o surgimento deste livro que inicialmente foi usado pelos membros da cúria Romana. Foi compilado sob o nome de Missale Secundum Consuetudinem Romanae Curiae, e logo se espalhou vastamente para o triunfo final do Rito Romano.
De todos os livros litúrgicos o Missal Romano é um dos mais importantes, "um verdadeiro monumento da tradição multissecular católica, jóia literária de perfeita beleza, livro oficial da Esposa de Cristo no ato mais santo do culto”. (PE. REUS, 1944)

A primeira intenção do presente estudo era apenas a de oferecer uma explicação do atual Missal Romano, mas se estendeu em mostrar o surgimento e algumas das inúmeras mudanças que ocorreram no Missal com o passar dos tempos.

Na piedosa idade média foi adornado com ricas miniaturas e ornamentos em profusão e sempre de novo editado, enriquecido com devotas e artísticas ilustrações e vinhetas, foi impresso pela primeira vez em Milão em 1474. A primeira edição oficial data de 1570, a última típica de 1975 (para o Brasil - 1991).

O Missal promulgado pelo Papa São Pio V não é simplesmente um decreto pessoal de Soberania Pontifícia, mas um ato do Concílio de Trento, muito embora o Concílio tenha se encerrado em 4 de dezembro de 1563, antes da comissão ter completado sua tarefa. O material foi enviado ao Papa Pio IV, mas ele morreu antes que o trabalho fosse concluído, assim foi o seu sucessor, o Papa São Pio V, quem promulgou o Missal resultante do Concílio, com a Bula, Quo Primum Tempore, de 14 de Julho de 1570. Porque o Missal é um ato do Concílio de Trento, seus titulo oficial é Missale Romanum ex decreto sacrosancti Concilii Tridentini Restitutum – “O Missal Romano Restaurado de Acordo com os Decretos do Santo Concílio de Trento.” Esta foi a primeira vez em 1570 anos de história da Igreja que um concílio ou um papa tinham usado a legislação para especificar e impor um rito completo da Missa. Esse é o Missal que é usado hoje na Missa Tradicional do Rito Romano, comumente chamada de Tridentina. (DAVIES, 1997)
São Pio X fez uma revisão, não do texto da Missa mas da notação do Cantochão. O Gradual Vaticano de 1906 contem novas, ou melhor restauradas, formas dos cantos cantados pelo celebrante, e por essa razão a ser impresso no Missal.
Em 1955, o Papa Pio XII autorizou uma revisão de rubrica, sobre tudo relacionada com o calendário. Em 1951 ele restaurou a Vigília Pascal da manhã para a noite do Sábado Santo e em 16 de Novembro de 1955 aprovou o Decreto Maxima redemptionis reformando as cerimônias da Semana Santa.
Papa Beato João XXIII, também fez uma reforma de rubricas mais abrangentes que foi promulgada em 25 de julho de 1960 e entrou em vigor em 1º de Janeiro de 1961. Mais uma vez, estava relacionada principalmente com o calendário e foi incorporado no Missal publicado em 1962. A única mudança feita no Ordinário da Missa foi a abolição do Confiteor antes da Comunhão dos fiéis. Em nenhuma das reformas citadas foi feita qualquer mudança significativa no Ordinário da Missa.
A maior reforma e mais recente nos textos do Missal Romano, aconteceu após o Concílio Vaticano II, onde o Papa Paulo VI, através da Constituição Apostólica Missale Romanum de 3 de abril de 1969, que promulgou o atual Missal Romano (1º edição típica de 26 de março de 1970 - 2º edição típica de 27 de março de 1975).
No atual Missal Romano de 1991 (2º edição típica para o Brasil e aprovado pelo Papa João Paulo II) podemos encontrar:
Em seu início, o Missal apresenta uma longa e preciosa introdução contendo a Instrução Geral sobre o Missal Romano, as Normas Universais para o Ano Litúrgico e o Calendário litugico.
Proprium de tempore: Compreende as missas assinaladas para os domingos e férias maiores. Que vai do 1º domingo do advento até a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo, concluindo assim a pedagogia litúrgica!
Ordinário da Missa: Partes fixas da missa celebrada com o povo.
Prefácios: O grande número de prefácios com que o Missal Romano foi enriquecido, tem por objetivo desenvolver de diversos modos o tema da ação de graças na Oração eucarística, e realçar os vários aspectos do mistério da salvação (I.G.M.R - 321)

Orações Eucarísticas: Contém as cinco principais orações eucarísticas, entre as quais estar o Cânon Romano e a oração eucarística V (I congresso eucarístico de Manaus - aprovada para o Brasil).
Benções para o fim da missa e orações sobre o povo: Contém as bênçãos que podem ser usadas,à vontade pelo sacerdote, no fim das Missas, da liturgia da palavra, da liturgia das Horas ou dos sacramentos.
Proprium sanctorum: As Missas contidas nesse próprio, podem ser celebradas como votivas, com exceção das Missas de mistérios da vida do Senhor e de Nossa Senhora e de alguns santos, o gral destas celebrações, i. é, solenidade, festa ou memória, estar indicado cada dia. Quando não há indicação trata-se de memórias facultativas.
Formulários comuns: Apresenta uma vasta e rica coleção de Missas votivas, p. ex. os comuns de Nossa Senhora, e por um ou vários mártires dentro ou fora do tempo pascal.
Missas rituais: Os textos litúrgicos são propostos para as celebrações dos: sacramentos da iniciação cristã, nas Missas das Ordenações, no viático, nas Missas pelos esposos, entre outras.
Missas e orações para diversas necessidades: Foram reunidas nesta parte as Missas e orações que podem ser usadas em várias circunstâncias, de acordo com as necessidades ou ocasiões, e contem missas e orações eucarísticas aprovadas especialmente para o Brasil.
Missa defunctorum: Contém as Missas exéquias para as varias necessidade.
Apêndice: Contém a Missa na vigília de pentecostes, rito para a benção e aspeção da água, exemplos para a oração dos fiéis, algumas orações para antes e depois da missa e três orações eucarísticas para a missa com crianças.
Para um melhor desenvolvimento da liturgia, nos é apresentado a instrução geral sobre o Missal romano e as rubricas – as partes escritas em vermelho – ou seja, as leis litúrgicas que regem os ritos e cerimônias da Santa Mãe Igreja que se desenvolveu de acordo com a necessidade de externar melhor o culto a Deus. As rubricas, mesmo impressas com tinta preta, conservaram o nome e a sua importância para o maior decoro da sagrada liturgia.


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As fontes principais para este artigo foram às seguintes obras:
REUS, João: Curso de liturgia. 1944
DAVIES, Michael: A Short History of the Roman Mass. 1997
Instruções gerais sobre o Missal Romano (IGMR). 1991

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Dom Romualdo de Seixas

D. Romualdo Antônio de Seixas, Arcebispo da Bahia (17º e Primaz do Brasil), depois Conde (2 de dezembro de 1858) e Marquês de Santa Cruz (14 março de 1860). Filho de Francisco Justiniano de Seixas e D. Ângela de Sousa Bittencourt Seixas, nascido em Cametá, Província do Pará, a 7 de fevereiro de 1787.

Recebeu as primeiras letras sob a supervisão do seu tio, o bispo D. Romualdo Coelho de Sousa, e foi concluir seus estudos em Lisboa, na Congregação do Oratório, onde teve por um de seus mestres o padre Theodoro de Almeida, o célebre autor das "Recreações Filosóficas". De volta à Província do Pará, por ocasião da abertura da aula pública de filosofia, com dezoito anos de idade, fez um discurso que impressionou o auditório e as autoridades presentes. Aos dezenove anos, com a primeira tonsura, foi nomeado mestre de cerimônias do Sólio e começou a lecionar no Seminário Episcopal as matérias de Latim, Eetórica e Filosofia; aos vinte e um anos tomou ordens de sub-diácono e estreou na tribuna sagrada por adoecer o orador, improvisando o panegírico de S. Thomaz de Aquino; aos vinte e dois anos, tendo ordens de diácono, foi para a Província do Rio de Janeiro, acompanhado de outro jovem eclesiástico, em comissão do bispo do Pará, para, em seu nome, cumprimentar a família real e tratar de importantes assuntos da sua diocese, regressando com a nomeação de cônego da Sé paraense e a de Cavaleiro da Ordem de Cristo; aos vinte e três recebeu ordens de Presbítero, foi nomeado pároco de sua cidade natal (Cametá) e logo a seguir vigário-geral da província, sendo mais tarde, por morte do diocesano, vigário capitular. Nomeado arcebispo da Bahia a 12 de outubro de 1826, foi sua nomeação confirmada pelo Papa Leão XII a 20 de maio de 1827, sendo realizada sua sagração na Província do Rio de Janeiro a 28 de outubro deste mesmo ano. Tomou posse do cargo por procuração a 31 de janeiro de 1828, e a 26 de novembro do mesmo ano deu sua entrada na Província da Bahia. Foi eleito presidente da Junta provisória Governativa da Província do Pará por duas vezes, em 1821 e em 1823. Em 1841, presidiu a solenidade da sagração do Imperador D. Pedro II, como metropolita e primaz do Brasil. Agraciado por D. Pedro I com o título de Pregador da Capela Imperial e com a Grande Dignitária da Ordem da Rosa; foi por D. Pedro II agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, com o título de Conde e depois com o de Marquês de Santa Cruz; era sócio da Academia Real das Ciências de Munique, do Instituto de África em Paris, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de muitas outras sociedades de ciências e letras. Muito inteligente e ilustre figura, era dotado de excessiva modéstia, de trato ameníssimo, de bondade evangélica, de todas as qualidades, enfim, que exaltam, fazem veneranda e amável a criatura humana.

Foi eleito Deputado pela Província do Pará para a 1ª legislatura no período de 6 de maio de 1826 a 3 de setembro de 1829 (posse em 6 de maio de 1826). Foi eleito Deputado pela Província da Bahia para a 3ª legislatura no período de 3 de maio 1834 a 15 de outubro de 1837 (posse a 12 de maio de 1834), tendo sido substituído no período de 3 de maio a 25 de outubro de 1835. Foi eleito Deputado pela Província do Pará para a 4ª Legislatura no período de 3 de maio de 1838 a 21 de novembro de 1841 (posse em 17 de maio de 1838), sendo substituído no período de 3 de maio de 1839 a 15 de setembro de 1840. Foi Presidente da Câmara dos Deputados de 3 de julho de 1828 a 4 de maio de 1829, e de 4 de maio a 3 de agosto de 1841.

Recebeu os títulos de Conde de Santa Cruz a 2 de dezembro de 1858 e Marquês de Santa Cruz a 14 de março de 1860.

*Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
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