quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conhecendo os grupos paroquiais

Paróquia: São José de Queluz
Região Episcopal: Santa Maria Goretti
Pároco: Frei Juan Antonio Espejel – Vigário Episcopal
Endereço: Av. Cipriano Santos, Nº 311, Canudos
Fundação da Paróquia e fundador: 19/03/1913
O Grupo
Casal coordenador: Rute Helena e Luiz Gonzaga
O grupo tem por volta de 16 anos, hoje é composto por 26 coroinhas, sendo 7  meninas e 19 meninos, que atendem à matriz e suas comunidades, e ainda atende a Capela do Colégio Berço de Belém a convite da Ir. Célia.
O Grupo se Reúne todas as semanas aos sábados às 15h00min no Centro Catequético, onde recebem formações litúrgicas, para servir com mais respeito e dignidade o Altar.
O casal coordenador e o grupo de servidores do altar no círio 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sobre a Igreja - Igreja Corpo Místico de Cristo

"A comparação da Igreja com o Corpo projeta uma luz sobre os laços íntimos entre a Igreja e Cristo. Ela não é somente congregada em torno d’Ele, no Seu Corpo. Cabe destacar mais especificamente três aspectos da Igreja-Corpo de Cristo: a unidade de todos os membros entre si pela união com Cristo; Cristo cabeça do Corpo; e a Igreja Esposa de Cristo" (CIC 789).

“A doutrina do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja (cf. Cl 1,24), recebida dos lábios do próprio Redentor e que põe na devida luz o grande e nunca suficientemente celebrado benefício da nossa íntima união com tão excelsa Cabeça (Cristo), é de natureza tão grandiosa e sublime que convida à contemplação todos aqueles a quem move o Espírito de Deus” [1]. Estas santas palavras do Servo de Deus o Papa Pio XII, elucidam quão importante é a doutrina e a analogia da Igreja como corpo místico de Cristo para própria vivência e entendimento da natureza eclesial.

Para entendermos tal analogia, devemos tomar por ponto de partida a dimensão comunitária própria da Igreja, “O filho de Deus, vencendo, na natureza humana a Si unida, a morte, com a sua morte e ressurreição, remiu o homem e transformou-o em nova criatura (cfr. Gál. 6,15; 2 Cor. 5,17). Pois, comunicando o Seu Espírito, fez misteriosamente de todos os seus irmãos, chamados de entre todos os povos, como que o seu Corpo.” [2] O divino redentor, por seu mistério pascal, não apenas nos redimiu de nossa natureza humana e pecadora, mas, mais do que isso, nos fez participantes de sua divindade, “ Quando ele (Jesus) se encarnou e se fez homem, recapitulou em si mesmo a longa história dos homens e, em resumo, nos propiciou a salvação, de sorte que aquilo que havíamos perdido em Adão, isto é, sermos à imagem e a semelhança de Deus, o recuperamos em Cristo Jesus” [3]. Ao nos adotar como irmãos, fez de toda a comunidade daqueles que o aceitam, um só corpo com ele, sendo ele o cabeça (aquele que governa), e nós seus membros, que embora indignos, continuamos sua obra salvífica.

Deste modo, fica evidentemente clara a natureza da Igreja enquanto comunidade participante da natureza do Cristo, “Nós nos tornamos pela graça aquilo que Deus é por natureza” [4]. Por outro lado, bem sabemos que o Divino redentor já voltou para o Pai a muito tempo, então qual seriam nos dias de hoje os elementos que mantém este corpo ainda unido, ainda a imagem incólume do seu fundador?. A resposta para tal questionamento encontramos no valioso tesouro deixado por Cristo a nós, os Sacramentos, de fato é “nesse corpo (Igreja) que a vida de Cristo se difunde nos que crêem, unidos de modo misterioso e real, por meio dos sacramentos. Com efeito, pelo Batismo somos assimilados a Cristo; ‘todos nós fomos batizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo’ (1 Cor. 12,13). Ao participar realmente do corpo do Senhor, na fração do pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós. ; ‘Porque há um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos todos do único pão’ (1 Cor. 10,17). E deste modo nos tornamos todos membros desse corpo (cfr. 1 Cor. 12,27), sendo individualmente membros uns dos outros’ (Rom. 12,5).” [5]

Esta unidade na diversidade, apesar de possuir uma realidade misteriosa, é perceptível “porque a Igreja é um corpo visível aos olhos; pois é o Corpo de Cristo, é um corpo vivo, ativo, cheio de seiva, sustentado e animado por Jesus Cristo, que a penetra com sua virtude, como um tronco de uma árvore que alimenta e que faz férteis os ramos que estão a ela unidos. Este princípio de vida sobrenatural que anima a Igreja se manifesta a todos os olhos pelos atos que produz.” [6]

É Jesus que faz sua Igreja sempre atual, sempre unida, sempre perfeita, pois morreu e se entregou por ela a fim de santificá-la. Esta é a Igreja Católica, da que todos somos filhos. Ela foi eternamente desejada, escolhida, amada pelo Esposo Jesus; ela foi desposada quando ele se fez homem e por ela morreu e ressuscitou! Lembremo-nos das palavras do Apóstolo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la, com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5,25-27). Por isso a Igreja será sempre Esposa, será sempre bela, sem mancha nem ruga, será sempre santa, apesar dos pecados de seus membros, ela é a Amada, a Escolhida, a ornada com o a jóia do Espírito Santo.
________________________
Notas
[1] Encíclica Mystici Corporis, 1943
[2] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 7, 1964
[3] S. Agostinho, Contra as Heresias 3, 18, 1. 7
[4] Cirilo de Alexandria, De Trin. Dial
[5] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 7, 1964
[6] Encíclica Satis Cognitum, 1896

domingo, 21 de novembro de 2010

Consistório Ordinário Público para a criação de novos Cardeais

Há um mês o Sumo Pontífice o Papa Bento XVI, anunciou o Consistório ordinário público para a criação de 24 novos cardeais dos quais 20 são eleitores. Os novos púrpuros da Igreja de Roma contam com um brasileiro, Dom Raimundo Damasceno de Assis – Arcebispo de Aparecida, e o grande maestro Ad æternum da Capela Sistina, Monsenhor Domenico Bartolucci. A cerimônia foi realizada no ultimo dia 20 de novembro na Basílica Vaticana e iniciou ao som da tromba D’Argento na sacada interna da Basílica.
Ladeando o santo padre, segurando a capa pluvial dois diáconos dos quais um (da direita do Sumo Pontifice), é brasileiro - Diácono Glauco Feitosa, pertencente à Arquidiocese de Belém e que mora no Almo Collegio Capranica em Roma.
Oração de Criação dos Novos Cardeais: ...Itaque auctoritate omnipotentis Dei, sanctorum Apostolorum Petri et Pauli ac Nostra hos venerabiles Fratres creamus et sollemniter enuntiamus Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinales...
O cardeal Amato fez a saudação ao Santo Padre, em nome dos novos purpurados:
Diácono proclamando o Santo Evangelho:
Durante a cerimônia, os novos purpurados da Igreja professaram a sua fé e juraram fidelidade a Cristo, a igreja e ao governo Petrino.
A cada cardeal é concedido uma diaconia da Diocese de Roma, por sua vez Sua Eminência Dom Raimundo Cardeal Damasceno de Assis (19º Cardeal do Brasil), recebeu a diaconia da Immacolata Concezione di Maria a Grottarossa.
O Santo Padre ao impor o barrete vermelho e atribuir às diaconias, utiliza a seguinte fórmula: Ad honorem Dei omnipotentis et sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, tibi committimus  Titulum (Diaconia N.). In nomine Patris, et Filii, † et Spiritus Sancti.
O grande maestro Ad æternum da Capela Sistina, Sua Eminência Dom Domenico Cardeal Bartolucci, recebendo o Barrete do Santo Padre.
Os novos cardeais trocam o sinal da paz com os outros cardeais enquanto o coro entoa: "Euntes in mundum universum, prædicate Evangelium omni creaturæ." - "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura."
Cardeal é um alto dignitário da Igreja Católica, que assiste o Papa em diversas competências. Os cardeais, agrupados no Colégio dos Cardeais, são também chamados de purpurados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária. Eles são considerados, na diplomacia, como "príncipes da Igreja". A etimologia do termo cardeal encontra-se no latim cardo/cardinis, em português gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torno do Papa.

Fotos: New Liturgical Movement

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - O Incêndio na Igreja de Nazaré

No segundo domingo do mês passado comemoramos o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Diz a lenda que por volta do início do séc. XVIII, às margens de um igarapé, o caboclo Plácido encontrou a imagem da referida virgem; hoje as proximidades deste mesmo igarapé localiza-se o que é, junto com a imagem, um dos maiores símbolos da fé dos paraenses, a Basílica de Nazaré.

Arraial de Nazaré na época do incêndio

Por outro lado, no dia 22 de Fevereiro de 1897 este grande símbolo estava ameaçado, por volta das oito horas da noite tocam-se os sinos anunciando um incêndio, pois parte da Igreja de Nazaré ardia em chamas, mais precisamente a sacristia que ficava do lado oriental da igreja, em cujo lugar estava montado um presépio de natal. Populares e praças do 15˚ batalhão de infantaria do exército, vizinho a igreja, tentavam apagar as chamas com latas d’água, e salvavam as imagens e objetos sacros que podiam. O socorro foi tanto, que quando chegou a companhia de bombeiros, estes pouco fizeram, pois os populares já haviam controlado o incêndio.

Igreja de Nazaré
As testemunhas deste evento foram intimadas a comparecerem ante a autoridade policial para esclarecimentos, e em seus testemunhos uma constatação é quase unânime: o incêndio foi proposital. Por outro lado, não se chegou a uma conclusão e o caso foi arquivado. Eis um fato inusitado acerca deste símbolo tão festejado por nós paraenses.

Fonte: www.ufpa.br/cma/documentos.html

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grande vigília de Adoração - "Coragem, levanta-te Ele te chama"


A partir das 20h do dia 19 (sexta) até às 6h do dia 20 (sábado), na Igreja das Mercês, acontecerá a "Grande Vigília", iniciada com Santa Missa. Segundo o padre Sebastião Fialho, o objetivo deste momento de adoração idealizado pelo arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, "é atingir o coração do jovem, principalmente aquele que está mais afastado da igreja". A chamada do evento, "de coração para coração", já remete à proposta do momento eucarístico.
"Coragem, levanta-te Ele te chama". O tema da vigília dá significado ao chamado dos que ainda não reconhecem o valor de Jesus eucarístico. "As pessoas que estão afastadas são convidadas pelo Espírito Santo a vir, levantar e continuar essa caminhada", explica padre Fialho. O convite para participar da adoração será feito em todos os lugares, "da praça a boate", no decorrer na vigília. Será um "arrastão da juventude", em que "o pessoal vai sair na rua, com os padres também, convidando os jovens. Onde eles estiverem o pessoal vai entrar e chamar", disse o religioso. O sacerdote lembra que "não vai ser só a pessoa bem vestida que vais ser 'arrastada'. Vamos trazer também os mendigos.".
Durante a vigília, haverá sacerdotes confessando e fazendo direção espiritual. Além disso, haverá nove pregadores para refletir sobre temas voltados à prática da adoração e momentos de animação com Novas Comunidades. Para o padre Sebastião Fialho, a novidade será "um aperitivo" para daqui a cinco anos quando a Igreja das Mercês se tornar um santuário de adoração perpétua.

Veja os temas das reflexões que acontecerão durante a vigília:

21h - Amor de Deus - Padre Ederaldo da Mata
22h - Pecado - Padre Agostinho Cruz
23h - Perdão - Padre Vladian Alves
00h - Graça - Dom Alberto Taveira
01h - Jesus Cristo e Salvação - Padre Acácio Cardoso
02h - Fé e conversão - Padre Aldo Fernandes
03h - Espírito Santo Dom de Deus - Diácono Alexandre
04h - Eucaristia e vida - Frei João Antônio
05h - Comunhão e comunidade - Padre Antonio Tejada
06h - Missa de encerramento - Dom Alberto Taveira

Venha e participe!

Fonte: Fundação Nazaré
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