sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Mensagem para o Natal 2010
MENSAGEM DE NATAL AOS SERVIDORES DO ALTAR
Dominus dixit ad me: “Filius meus es tu, ego hodie genui te”.
Aproximando-se a festa da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Conselho Arquidiocesano dirige-se a todos os Servidores do Altar de nossa amada Igreja de Belém, para desejar que as bênçãos que brota do coração do Altíssimo sejam copiosamente derramadas no coração de todos.
A contemplação da celebração do “mistério tremendo” que é o nascimento de Jesus, é uma “ocasião privilegiada para dar um salto de fé. Essa é a suprema 'Teofania' de Deus, a mais alta 'manifestação do Sagrado”, portanto se constitui uma ocasião privilegiada para dar um verdadeiro salto em nossa fé.
Na contemplação do mistério da Encarnação de Deus-Filho, podemos enxergar uma grande figura, mulher do silêncio, que na humildade acolheu o salvador em sua pequenez, e é Ela que nos dá o auxílio necessário para vivermos o verdadeiro sentido desta festa que é encontrar espaços de silêncio: "A Mãe de Deus é o modelo insuperável deste silêncio natalício. [...] O silêncio de Maria no Natal é mais que um simples silenciar; é maravilha, é adoração; é um 'religioso silêncio', um estar estupefato pela realidade".
Nós, Servidores do Altar, vivemos verdadeiramente o Natal em nossas paróquias, em nossos lares, quando somos capazes de parar, observar e fazer hoje, "à distância de séculos, aquilo que os pequenos fizeram naquela inesquecível noite. Aquilo que Maria Santíssima ensinou a fazer: ajoelhar-se, silenciar e adorar!". Esse é o verdadeiro sentido do Natal do Senhor!
Nesse Espírito de adoração diante do Verbo de Deus feito homem, redamos graças ao Pai Celestial, pela sua presença suave no serviço que piedosamente exercemos nos Altares de nossas comunidades paroquiais e, elevemos nossos louvores e orações com humildade:
“Gloria in altissimis Deo, et super terram pax in hominibus bonæ voluntatis.”
A todos os Servidores do Altar desejamos um feliz e santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ilustração: Evangelhiário (Séc. XII): Mosteiro Beneditino de Prüm (Biblioteca nacional da França - Paris)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Nomeação de Bispo Auxiliar para São Luis do Maranhão
O Santo Padre o Papa Bento XVI nomeou Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, o Reverendo Padre José Carlos Chacorowski, pertencente à Congregação da Missão (Lazarista). Até a sua nomeação, Padre Carlos era Diretor das Filhas da Caridade da Província do Amazonas, na qual a Casa Geral da Província esta localizada em nossa Arquidiocese (prox. a Paróquia São Raimundo Nonato).
O Reverendo Monsenhor José Carlos Chacorowski, C.M. (Foto)
Nasceu 26 de dezembro de 1956, em Curitiba, Paraná. Em 15 de janeiro de 1977 entrou na Congregação da Missão (Vicentinos). Emitiu seus votos religiosos no 16 de abril de 1980.
Foi ordenado sacerdote em 2 de julho de 1980 pelo Papa João Paulo II, no Rio de Janeiro. Completou seus estudos superiores em filosofia no Seminário e São Vicente de Paulo de Araucária. Recebeu seu bacharelado em Teologia no Studium theologicum em Curitiba. Ele então completou alguns cursos, Criatividade, Técnica Vocal, Leitura e Conversação Básica dinâmica (oratória) e Relações Humanas, bem como um curso de língua francesa em Bruxelas e um curso no Centro Internacional de Formação em Paris.
Foi ordenado sacerdote em 2 de julho de 1980 pelo Papa João Paulo II, no Rio de Janeiro. Completou seus estudos superiores em filosofia no Seminário e São Vicente de Paulo de Araucária. Recebeu seu bacharelado em Teologia no Studium theologicum em Curitiba. Ele então completou alguns cursos, Criatividade, Técnica Vocal, Leitura e Conversação Básica dinâmica (oratória) e Relações Humanas, bem como um curso de língua francesa em Bruxelas e um curso no Centro Internacional de Formação em Paris.
Após a ordenação exerceu os seguintes cargos: Instrutor no Seminário Diocesano de Palmas - Francisco Beltrão (1980 - 1982), Missão na República Democrática do Congo (1982 - 1987), responsável pelo Ministério de arremessos (1987 - 1996), Conselheiro Nacional da Juventude Marial Vicentina e Diretor das Filhas da Caridade da Província de Curitiba (1996 - 2005), pároco da paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões de Guaraqueçaba, na Diocese de Paranaguá (2005-2009). Atualmente, é Diretor das Filhas da Caridade da Província do Amazonas, na Arquidiocese de Belém do Pará.
Nós, do Conselho Arquidiocesano dos Servidores do Altar desejamos ao Monsenhor José Carlos Chacorowski, C.M., um abençoado trabalho pastoral e externamos aqui nossos protestos de louvor a Deus pela sua vida sacerdotal, sendo feliz em sua nova missão.
A cruz no centro do Altar
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| Missa de São Tarcísio 2010 |
O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica no nº 218, faz a seguinte pergunta: "O que é a liturgia?" E responde:
A liturgia é a celebração do Mistério de Cristo e em particular do Mistério pascal. Nela, através do exercício do ofício sacerdotal de Jesus Cristo, com sinais se manifesta e se realiza a santificação do homem e é exercido pelo Corpo Místico de Cristo, que a cabeça e os membros, o culto público devido a Deus.
A partir desta definição, entendemos que o centro da ação litúrgica da Igreja é Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e seu mistério pascal da Paixão, Morte e Ressurreição. A celebração litúrgica deve ser a transparência dessa verdade teológica. Por muitos séculos, o símbolo escolhido pela Igreja para a orientação do coração e do corpo durante a liturgia é uma representação de Jesus crucificado.
A centralidade do crucifixo na celebração do culto divino é mais proeminente no passado, quando existia a tradição de que o padre e os fiéis durante a celebração eucarística estavam voltados para o crucifixo no centro, acima do altar, que era geralmente contra a parede. Para o costume de celebrar o atual "versus populum", muitas vezes, a cruz está localizada ao lado do altar, perdendo a sua localização central.
O então teólogo e cardeal Joseph Ratzinger, tinha reiterado que, mesmo durante a celebração "versus populum", o crucifixo devia se mantido na sua posição central, mas é impossível pensar que a imagem do Senhor crucificado – que exprime o seu sacrifício e então o significado mais importante da Eucaristia – pudessem ser de alguma maneira perturbadora. Depois de se tornar Papa, Bento XVI, em seu prefácio ao primeiro volume de sua "Gesammelte Schriften", disse que estava feliz pelo fato que se estava fazendo sempre mais vezes a sua proposta em seu famoso ensaio "Introdução ao Espírito da Liturgia". Esta proposta foi a sugestão de "não avançar com novas transformações, mas simplesmente pôr a cruz no centro do altar, para que esta possa assistir ao mesmo tempo sacerdote e fiéis, para serem orientados, assim, para o Senhor, a Quem nós oramos juntos."
O crucifixo no centro do altar nos mostra o esplendor do significado da sagrada liturgia, que podem ser resumidas no nº 618 do Catecismo da Igreja Católica, uma parte que termina com uma citação agradável de Santa Rosa de Lima:
A cruz é o único sacrifício de Cristo, "único mediador entre Deus e os homens" (1Tm 2,5). Mas, pelo fato de que, na sua Pessoa Divina encarnada, "de certo modo uniu a si mesmo todo homem" (Concílio Ecumênico Vaticano II, Gaudium et Spes, 22), "oferece a todos os homens, de uma forma que Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Ministério Pascal. (ibid.). Chama a seus discípulos a "tomar a cruz e a segui-lo" (Mt 16, 24), pois "sofreu por nós, deixou-nos um exemplo, a fim de que sigamos os seus passos" (1Pd 2, 21). Quer associar a seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários dele. (cf. Mc 10,39 João 21,18-19; Col 1:24). Isto realiza-se de maneira suprema em sua Mãe, associada mais intimamente do que qualquer outro ao mistério do seu sofrimento redentor. (cf. Lc 2,35). "Fora da Cruz, não existe outra escada por onde subir ao céu". (Santa Rosa de Lima, cf. P. Hansen, Vita mirabilis, Louvain 1668).
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Sobre a Igreja - Sacramentos I
"Os sacramentos estão ordenados à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e, enfim, a prestar culto a Deus" (SC, 59)
O tema que agora nos é proposto são os sacramentos, e o julgo ser o mais importante de todos os que trataremos, pois é a partir deles que a Igreja é nutrida. Para início de conversa, penso que entender os sacramentos não é algo tão inacessível, ao contrário, é extremamente fácil, pois dizem respeito a momentos muito particulares e inerentes a todas as pessoas, isto é, todos nascemos para a vida, como nascemos para vida da Igreja através do batismo, todos pecamos e nos arrependemos, aí vemos o sacramento da penitência, todos nos alimentamos, e mais ainda precisamos alimentar nossa alma através da eucaristia, todos nós em um determinado momento da vida temos que adquirir maturidade, surge aí o sacramento da crisma, todos nós dedicamos nossa vida a uma causa ou a uma pessoa em especial, aí notamos o sacramento da ordem e do matrimônio, por fim todos ficamos doentes e um dia morreremos, nasce aí a unção dos enfermos.
Com bem sabemos, os sacramentos são sete: Batismo, Penitência, Eucaristia, Crisma, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos. E sacramento tem origem na “palavra grega ‘mysterion’ que foi traduzida para o latim por dois termos: ‘mysterium’ e ‘sacramentum’. Na interpretação ulterior, o termo "sacramentum" exprime mais o sinal visível da realidade escondida da salvação, indicada pelo termo ‘mysterium’. A obra salvífica de sua humanidade santa e santificante é o sacramento da salvação que se manifesta e age nos sacramentos da Igreja. Os sete sacramentos são os sinais e os instrumentos pelos quais o Espírito Santo difunde a graça de Cristo, que é a Cabeça, na Igreja, que é seu Corpo. A Igreja contém, portanto, e comunica a graça invisível que ela significa. É neste sentido analógico que ela é chamada de ‘sacramento’” [1]. Deste modo, “Celebrados dignamente na fé, os sacramentos conferem a graça que significam. São eficazes porque neles age o próprio Cristo; é ele quem batiza, é ele quem atua em seus sacramentos, a fim de comunicar a graça significada pelo sacramento. O Pai sempre atende à oração da Igreja de seu Filho, a qual, na epiclese de cada sacramento, exprime sua fé no poder do Espírito. Assim como o fogo transforma nele mesmo tudo o que toca, o Espírito Santo transforma em vida divina o que é submetido ao seu poder.” [2]
Veremos em nossa próxima postagem mais especificamente cada um dos sacramentos, começaremos evidentemente pelo batismo, depois discutiremos o sacramento da penitência, o “sacramento dos sacramentos”, o santo Crisma, o sacramento da ordem e do matrimônio e por fim a unção dos enfermos.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Bento XVI se reuniu com a Cúria Romana para desejar votos de Feliz Natal e fazer um balanço das atividades de 2010
O Papa Bento XVI recebeu na Sala Régia do Palácio Apostólico, na manhã desta segunda-feira (20), os membros da Cúria Romana para desejar votos de Feliz Natal do Senhor e realizar uma espécie de balanço das atividades do pontificado ao longo do ano. O Pontífice enfatizou a beatificação do Cardeal John Newman, refazendo o percurso da conversão do Cardeal inglês. Ele destacou que o homem é capaz de reconhecer a verdade.
"A força motora que levava ao caminho da conversão era, em Newman, a consciência. Mas o que se entende com isso? No pensamento moderno, a palavra 'consciência' significa que, em matéria de moral e de religião, a dimensão subjetiva, o indivíduo, constitui a última instância de decisão. O mundo foi dividido nos âmbitos do objetivo e do subjetivo. [...] A concepção que Newman tem da consciência é diametralmente oposta. Para ele, 'consciência' significa a capacidade de verdade do homem: a capacidade de reconhecer exatamente nos âmbitos decisivos da sua existência– religião e moral – uma verdade, a verdade", disse.
O Papa lembrou que diversas das invocações repetidas ao longo do Advento foram formuladas durante o período da queda do Império Romano. Ao mesmo tempo, as abordagens morais e as leis que garantiam a convivência pacífica entre os homens até então também entraram em declínio e nenhuma força parecia ser capaz de parar esse processo.
"Também hoje temos muitos motivos para associar-nos a essa oração de Advento da Igreja. O mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, está, ao mesmo tempo, angustiado pela impressão de que o consenso moral se está dissolvendo, um consenso sem o qual as estruturas jurídicas e políticas não funcionam; por consequência, as forças mobilizadas para a defesa de tais estruturas parecem estar destinadas ao fracasso", afirmou.
Logo depois, o Santo Padre fez mênção ao episódio do Evangelho em que Jesus dorme na barca dos discípulos, que se desesperam com a possibilidade de afundar. "Quando a sua poderosa palavra havia aplacado a tempestade, Ele repreendeu os discípulos por sua pouca fé (cf. Mt 8,26 e par.). Queria dizer: em vós mesmos a fé dormiu. A mesma coisa deseja dizer também a nós. Também em nós, frequentemente, a fé dorme. Rezemos a Ele, portanto, para que nos desperte de uma a fé que se tornou cansada e para que retornemos à fé com o poder de mover montanhas – isto é, de dar a ordem correta às coisas do mundo", pediu.
Sobre a unidade dos cristãos:
O Papa também fez questão de ressaltar o Sínodo Especial para o Oriente Médio, indicando que apenas através do compromisso e da compreensão recíprocas é possível restabelecer a unidade. "Preparar as pessoas para essa atitude de paz é uma missão essencial da pastoral", definiu.
O Bispo de Roma enfatizou que, "na situação atual, os cristãos são a minoria mais oprimida e atormentada". Nesse sentido, recordou o conceito de diálogo, perdão e acolhida mútuos desenvolvido pelo Sínodo.
"O ser humano é um só e a humanidade é uma só. Aquilo que, em qualquer lugar, é feito contra o homem, por fim, fere a todos. Assim, as palavras e os pensamentos do Sínodo devem ser um forte grito destinado a todas as pessoas com responsabilidade política ou religiosa, para que parem a cristianofobia; para que se levantem para defender os refugiados e os sofredores e para revitalizar o espírito da reconciliação. Em última análise, a reabilitação pode surgir somente de uma fé profunda no amor reconciliador de Deus. Dar força a essa fé, fazê-la resplandecer, é a missão principal da Igreja neste momento".
Sobre os abusos sexuais:
Divulgados no contexto do Ano Sacerdotal, os casos de abusos sexuais cometidos por clérigos contra crianças foram recordados pelo Pontífice.
"Tanto mais ficamos chocados quando, exatamente neste ano e em uma dimensão para nós inimaginável, tivemos consciência dos abusos contra os menores cometidos por sacerdotes, que distorcem o Sacramento no seu contrário: sob o manto do sagrado, ferem profundamente a pessoa humana na sua infância e lhe causam um dano por toda a vida", disse.
Sobre os fatos, Bento XVI disse que é preciso acolher essa humilhação como uma exortação à verdade e um chamado à renovação. "Somente a verdade salva", exclamou.
Contudo, ele também agradeceu a tantos e bons sacerdotes, "que transmitem com humildade e fidelidade a bondade do Senhor e, em meio às devastações, são testemunhas da beleza não perdida do sacerdócio".
O Papa disse que a Igreja está consciente da particular gravidade deste pecado cometido pelos sacerdotes e da sua correspondente responsabilidade, mas que também não é possível silenciar frente ao contexto em que esses acontecimentos ocorreram:
"Existe um mercado da pornografia concernente às crianças que, de algum modo, parece ser considerado sempre mais pela sociedade como uma coisa normal".
Para se opor a essas forças, o Papa propôs lançar um olhar sobre os fundamentos ideológicos desse processo, lembrando que, nos anos 70, a pedofilia foi teorizada como algo completamente conforme ao homem e também à criança, como reflexo da relativização dos conceitos de "bem" e "mal".
"A moral foi substituída por um cálculo das consequências e, com isso, deixa de existir. Os efeitos dessa teoria são hoje evidentes. [...] É nossa responsabilidade tornar novamente audíveis e compreensíveis para os homens esses critérios como vias da verdadeira humanidade, no contexto da preocupação com o homem, no qual estamos inseridos", ressaltou.
Texto: Canção Nova (Leonardo Meira - redação)
Texto: Canção Nova (Leonardo Meira - redação)
Fotos: Serviço fotográfico do L'Osservatore Romano
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