quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Anúncio das Solenidades Móveis de 2011

Por: Departamento de Liturgia

De acordo com o Diretório Litúrgico da CNBB, para a Solenidade da Epifania do Senhor (no Brasil) celebrada no próximo Domingo (02/01/2011), encontramos a seguinte anotação: “Depois da proclamação do Evangelho ou em seguida à Oração depois da Comunhão, faz-se o anúncio das solenidades móveis do ano.”
É por esse motivo que sugerimos a todos que façam esse solene anúncio em suas paróquias. Para auxiliar aos que têm dificuldades de ter acesso ao texto, publicamos abaixo, o anúncio na íntegra:

ANÚNCIO DAS SOLENIDADES MÓVEIS DE 2011
(Solenidade da Epifania do Senhor)

Irmãos caríssimos,
a glória do Senhor manifestou-se,
e sempre há de manifestar-se no meio de nós
até a sua vinda no fim dos tempos.
Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo
recordamos e vivemos os mistérios da salvação.
O centro de todo o ano litúrgico
é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado,
que culminará no 
Domingo de Páscoa,
este ano a 24 de abril.
Em cada Domingo, Páscoa semanal,
a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento,
no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.
Da celebração da Páscoa do Senhor
derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico:
as Cinzas, 
início da Quaresma, a 9 de março;
Ascensão do Senhor, a 5 de junho; Pentecostes, a 12 de junho;
primeiro Domingo do Advento, a 27 de novembro.
Também nas festas da Santa Mãe de Deus,
dos Apóstolos, dos Santos
e na Comemoração dos Fiéis Defuntos,
a Igreja peregrina sobre a terra
proclama a Páscoa do Senhor.
A Cristo, que era, que é e que há de vir,
Senhor do tempo e da história,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Amém!

II Vésperas Solene na Catedral Metropolitana de Belém

No próximo dia 02 de janeiro de 2011, Festa da Epifania do Senhor, o Sr. Arcebispo Dom Alberto Taveira, presidirá às II Vésperas Solene da Epifania do Senhor, às 18h na Catedral Metropolitana de Belém, na ocasião a Schola Cantorum entoará o hino e os salmos da celebração. Participe!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Canto ou Recitação do Te Deum

Por: Departamento de Liturgia

Em sua rica Liturgia, dispõe a Santa Igreja de hinos próprios para cada ocasião. Conheçamos um pouco do cântico de ação de graças por excelência, o "Te Deum", pelo qual a Mãe Igreja exprime seu louvor e gratidão ao "Deus de imensa majestade".
[...] Te Deum é um Cântico de arrebatadora beleza, tanto pela admirável evocação da Igreja triunfante e militante, como pela efusiva proclamação dos atributos e benefícios divinos. A origem do canto parece não ser fácil de traçar, já que são contraditórias as hipóteses que se vão apresentando pela crítica e historiografia religiosas. A hipóteses mais famosa, mais simbólica do que científica (e talvez por isso mais interessante), reporta o Te Deum ao século IV, mais precisamente ao ano 387, na altura da cerimônia do batismo de Santo Agostinho, Bispo de Hipona, que terá, com Santo Ambrósio, composto em alternância o hino para a própria cerimônia. Esta hipótese é confirmada, inclusive, pelo nome pelo qual o hino é tradicionalmente tratado “Hino Ambrosino” e pela inscrição no Breviário Romano que o identifica: “Hymnus SS. Ambrosii et Augustini” (“Hino dos Santos Ambrósio e Agostinho”).
O Te Deum é comumente cantado como ação de graças no último dia do ano civil (e outros dias de festa), e consta de um canto tradicional originalmente em gregoriano, podendo ser recitado, em latim ou em vernáculo mesmo. Para que não seja apenas uma recitação simples, pode ser realizado durante a Exposição do Santíssimo Sacramento ao fim da celebração litúrgica.
As comunidades cristãs do mundo todo se reunirão no próximo dia 31 (último dia do ano civil), para entoar solenemente este hino, por ocasião das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima, que será celebrado pelo Papa Bento XVI na Basílica Vaticana. Sobre este belo costume, o Papa Bento XVI afirma: 
[...] Deus "fez-Se como nós, para nos fazer como Ele: filhos no Filho, portanto, homens livres da lei do pecado. Não é este porventura um motivo fundamental para elevar a Deus a nossa ação de graças? Uma ação de graças que não pode deixar de ser ainda mais motivada no final de um ano, considerando os numerosos benefícios e a sua assistência constante que pudemos experimentar no arco dos doze meses transcorridos".¹
Há um costume de se encerrar a Santa Missa em Ação de Graças pelo ano transcorrido, com a solene Adoração ao Santíssimo Sacramento, para isso o espaço celebrativo e os paramentos litúrgicos que serão utilizados na Santa Missa e na Adoração, devem ser Solene: presbítero ou diácono com os paramentos adequados -  túnica ou alva, cíngulo, casula e Pluvial, para o padre, dalmáticas para os diáconos e o véu umeral para o ministro que dará a benção. A cor dos paramentos deve ser branca ou festiva.
Antes de conceder a bênção, o sacerdote (com  a pluvial), de pé diante do Santíssimo, inicia o canto ou a recitação do Te Deum (feita pelo Padre, Diácono ou um solista), e só depois é entoando o Tantum Ergo (Tão Sublime Sacramento), finalizando com a Benção final com o Santíssimo Sacramento.
A melhor escolha, se deseja-se cantar com a participação do povo, é utilizar o tom simples ou modo romano. Oferecemos a partitura gregoriana, a partitura moderna e o mp3 do "Te Deum”. E abaixo a versão em vernáculo: 




TE DEUM (Português)

A Vós, ó Deus, louvamos e por Senhor nosso Vos confessamos. 
A Vós, ó Eterno Pai, reverencia e adora toda a Terra.
A Vós, todos os Anjos, a Vós, os Céus e todas as Potestades;
A Vós, os Querubins e Serafins com incessantes vozes proclamam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos!
Os Céus e a Terra estão cheios da vossa glória e majestade.
A Vós, o glorioso coro dos Apóstolos,
A Vós, a respeitável assembleia dos Profetas,
A Vós, o brilhante exército dos mártires engrandece com louvores!
A Vós, Eterno Pai, Deus de imensa majestade,
Ao Vosso verdadeiro e único Filho, digno objecto das nossa a adorações,
Do mesmo modo ao Espírito Santo, nosso consolador e advogado.
Vós sois o Rei da Glória, ó meu Senhor Jesus Cristo!
Vós sois Filho sempiterno do vosso Pai Omnipotente!
Vós, para vos unirdes ao homem e o resgatardes
não Vos dignastes de entrar no casto seio duma Virgem!
Vós, vencedor do estímulo da morte,
abristes aos fiéis o Reino dos Céus,
Vós estais sentado à direita de Deus,
no glorioso trono do vosso Pai!
Nós cremos e confessamos firmemente
que de lá haveis de vir a julgar no fim do mundo.
A Vós portanto rogamos que socorrais os vossos servos
a quem remistes como vosso preciosíssimo Sangue.
Fazei que sejamos contados na eterna glória,
entre o número dos vossos Santos.
Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança,
E regei-os e exaltai-os eternamente para maior glória vossa.
Todos os dias Vos bendizemos
E esperamos glorificar o vosso nome agora e por todos os séculos.
Dignai-Vos, Senhor, conservar-nos neste dia
e sempre sem pecado.
Tende compaixão de nós, Senhor,
compadecei-Vos de nós, miseráveis.
Derramai sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia,
pois em Vós colocamos toda a nossa esperança.
Em Vós, Senhor, esperei, não serei confundido.

__________________
Nota:
[1] Homilia do Papa Bento XVI (31/12/2007).

Benção “Urbi et Orbi”

Ao meio-dia do último sábado (25.12.10), Sua Santidade o Papa Bento XVI, apareceu no balcão central da Basílica Vaticana para a tradicional Mensagem natalina e a benção “Urbi et Orbi” (da cidade [Roma] para o mundo).
“Verbum caro factum est – o Verbo fez-Se carne” (Jo 1, 14)
 Bento XVI chegando para o inicio da cerimônia
 Sacada principal da Basílica Vaticana
 

 O Papa proferindo seus votos de feliz natal a todos (leia aqui)

 Detalhe da Catédra e da Estola do Sumo Pontífice
 Alguns Servidores do Altar (Pueri Chori) da Basílica Vaticana

 Benção "Urbi et Orbi"


 O Sumo Pontífice se despedindo da multidão que participou da cerimônia realizada na Praça São Pedro

Fotos: L'Oservatore Romano

Mensagem de Natal do Sumo Pontífice o Papa Bento XVI

CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a mensagem de Natal que Bento XVI pronunciou ao meio-dia do dia 25.12.10, da sacada central da Basílica Vaticana, antes de dar sua bênção urbi et orbi.

“Deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém!”

«Verbum caro factum est - o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 14)

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o «Emanuel», Deus-conosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.
Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um fato sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus atos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).
 «O Verbo fez-Se carne». Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.
Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou... o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob... Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a ação do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.
«O Verbo fez-Se carne». A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o «sim» do nosso coração.
E que procura, efetivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmastes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.
«O Verbo fez-Se carne». O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade. O «Emanuel», Deus-conosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino - bem o sabemos - não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.
A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinianos na busca duma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Médio Oriente, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efetiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as conseqüências do terremoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela, mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.
O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.
A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do «Deus-connosco» dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.
Queridos irmãos e irmãs, «o Verbo fez-Se carne», veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana


Fonte: zenit.org
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