terça-feira, 12 de abril de 2011
Sobre a Igreja - Ritos: Orientais
Rito Copta
- A Liturgia cóptica é de S. Cirilo (= S. Marcos) em língua saídica e boáirica, dois dialetos da língua egípcia.
- A Liturgia cóptica é de S. Cirilo (= S. Marcos) em língua saídica e boáirica, dois dialetos da língua egípcia.
Decreto da Congregação para o Culto Divino, sobre o culto litúrgico ao Beato João Paulo II
Apresentamos, a seguir, uma tradução não-oficial realizada por ZENIT do texto do decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, no qual se regula o culto litúrgico reservado ao futuro Beato João Paulo II.
DECRETO
sobre o culto litúrgico a ser tributado em honra do Beato João Paulo II, Papa
Um caráter de excepcionalidade, reconhecido por toda a Igreja Católica espalhada sobre a terra, reveste a beatificação do Venerável João Paulo II, de feliz memória, a ser realizada em 1º de maio de 2011, na Basílica de São Pedro, em Roma, presidida pelo Santo Padre Bento XVI. Dada esta realidade extraordinária, após inúmeras solicitações com relação ao culto litúrgico em honra do novo beato, de acordo com os locais e formas estabelecidos pela lei, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos se apressou em comunicar o que foi disposto a este respeito.
Missa de Ação de Graças
Dispõe-se que, no arco do ano posterior à beatificação de João Paulo II, ou seja, até 1º de maio de 2012, será possível celebrar uma Missa de ação de graças a Deus em lugares e dias definitivos. A responsabilidade de definir o dia ou dias, bem como o local ou locais de reunião do povo de Deus, pertence ao bispo diocesano para a sua diocese. Considerando as demandas locais e conveniências pastorais, concede-se que se possa celebrar uma Missa em honra do novo Beato em um domingo ‘durante o ano', como também em um dia compreendido entre os números 10-13 da ‘Tabela dos dias litúrgicos'.
Da mesma forma, para as famílias religiosas, compete ao superior geral oferecer informações sobre os dias e locais significativos para toda a família religiosa.
Para a Missa, com a possibilidade de cantar a ‘Glória', reza-se a coleta em honra do Beato; as demais orações, o prefácio, as antífonas e leituras bíblicas são tiradas do Comum dos Pastores, para um papa. Se for celebrada em um domingo durante o ano, para as leituras bíblicas podem ser escolhidos textos adaptados do Comum dos Pastores para a primeira leitura, com o correspondente Salmo responsorial e para o Evangelho.
Inscrição do novo Beato em calendários particulares
Dispõe-se que, no calendário próprio da diocese de Roma e das dioceses da Polônia, a celebração do Beato João Paulo II, Papa, seja inscrita em 22 de outubro e celebrada a cada ano como memória.
Sobre os textos litúrgicos, concedem-se como próprios a oração coleta e a segunda leitura do Ofício de Leitura, com o correspondente responsório. Outros textos são retirados do Comum dos pastores, para um papa.
Quanto aos demais calendários próprios, o pedido de registro da memória facultativa do Beato João Paulo II pode ser apresentado à Congregação para as Conferências Episcopais de seu território, pelo bispo diocesano para sua diocese, pelo superior geral para a sua família religiosa.
Dedicação da igreja a Deus em honra do novo Beato
A eleição do Beato João Paulo II como titular de uma igreja prevê o indulto da Sé Apostólica (cf. ‘Ordo dedicationis ecclesiae', ‘Praenotanda' n. 4), exceto quando sua celebração já estiver escrita no Calendário particular: neste caso, não se requer o indulto e ao Beato, na igreja da qual é titular, reserva-se a ele o grau de festa (cf. Congregatio de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Notificatio de cultu Beatorum, 21 de maio, 1999, n. 9).
Não obstante haja algo em contrário.
Pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 2 de abril de 2011.
Antonio Card. Cañizares Llovera, Prefeito
Giuseppe Agostino Di Noia, op Arcebispo secretário
Fonte: ZENIT
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Exercícios Quaresmais
Os exercícios quaresmais, na vivência litúrgica que a Igreja Católica oferece como preparação para a celebração da Páscoa do Senhor Jesus, o Salvador do mundo, são riquezas de um caminho que constituem uma das páginas insubstituíveis na qualificação da vida de todos. Esses exercícios trazem consequências e resultados mais fecundos na participação de cada pessoa na grande teia da cidadania, que cada um, em conjunto com outros, ajuda a tecer e manter. Exercícios que conquistam a saúde do corpo são indispensáveis, essa demanda gera na atualidade uma verdadeira indústria de serviços, que traz benefícios variados para além da questão estética, muitas vezes buscada de maneira superficial na velocidade efêmera da vida que passa. É preciso também o suporte e a articulação com o que tece e sustenta a interioridade, o que está na mente e no coração. Com o que eiva a constituição cerebral de cada um com entendimentos, sentimentos e vivências. Propriedades de alimentar as transmissões que ali se operam para garantir, além do bem estar, uma postura qualificada e madura diante da vida e na condução cotidiana.
Saúde não é apenas condição física. A interioridade é coluna mestra que a sustenta, uma coordenação articulada de energias e a constituição de vínculos e ligações que abrem a vida para a transcendência, para o infinito do amor de Deus. E, também, para cada outro, dando sentido ao viver, ao serviço que se presta e ao gosto de amar e comprometer-se com a vida de todos. Os exercícios quaresmais, na bimilenar tradição espiritual e litúrgica da Igreja Católica, à medida que são seguidos e vivenciados, propiciam conquistas que não se alcançam por outros caminhos e metodologias. Especial menção merece a busca da própria identidade e dos valores pessoais, pois ela alimenta a consistência indispensável enquanto constituição da fonte que sustenta o viver a cada dia, não permite perder o rumo da vida. Trata-se de uma qualificação da existência que faz das pessoas um instrumento da paz, em razão da profunda ligação e intimidade cultivadas com o Senhor Único da vida. Nada é mais precioso!No Sermão da Montanha, o evangelista Mateus (capítulos 5 a 7) relata regras de ouro que Jesus ensina aos seus discípulos, em vista de uma vida qualificada e vivida com gosto e proveito. O Mestre inclui na dinâmica dos exercícios que qualificam o discípulo a indicação da prática da esmola, da oração e do jejum. Na verdade, Jesus não propõe a prática de simples gestos descomprometidos. A esmola, mais do que a disponibilização do supérfluo, como muitas vezes se entende e pratica, aponta como significação o compromisso com a vida de todos - especialmente a dos pobres e dos miseráveis. Esse comprometimento implica uma compreensão da realidade que gera posturas cidadãs para traduzi-las em empenhos com causas e projetos. Define prioridades e dá, a quem se dispõe, a condição de porta-voz para fazer valer o direito de todos e a cabível opção preferencial pelos que precisam mais. A esmola é um gesto de partilha localizado na atitude de quem compreende seu compromisso de defender a vida, de forma incondicional, em todas as suas etapas, e trabalhar sem descanso para promovê-la. Suscita uma visão social e política da mais alta qualidade por colocar à luz da presença de Deus, o outro, particularmente o pobre, que não tem o necessário, é enfermo, excluído ou sofredor, como centro de preocupações e de reverências.
Jesus inclui, ainda, na dinâmica desse exercício de qualificação da existência e do dom da vida, o jejum. Certamente parece obsoleta essa atitude, num tempo de tanta fartura, de desperdícios, contracenando com um mundo de pelo menos um bilhão de famintos. Jejuar é um exercício de correção de costumes e hábitos que nos levam a tratar o alimento com respeito, nos motiva a repartir nosso bocado com quem tem fome, superando a gula que despersonaliza e fomenta irracionalidades. É ainda um exercício que dá a temperança indispensável para não cairmos nos exageros da corrupção, dos apegos nascidos da voracidade que põem o indivíduo diante das coisas e dos bens.Na riqueza das considerações possíveis das muitas vivências dos exercícios quaresmais há um verdadeiro tratado de ciência do bem viver e de qualificação da existência, que repercute na vida: a importante prática da oração. Essa indicação sábia de mestre a discípulos já foi pensada como hábito piegas. Aberturas e interesses por milenares práticas meditativas são sinais de que a cultura ocidental precisa e pode revisitar os tesouros de sua herança cristã, de modo a entendê-la, como no dizer de um autor do século quarto: "a oração é a luz da alma". E adorná-la com modéstia e a luz resplandecente da justiça, temperando a conduta do orante com o sal do amor de Deus.
+ Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Fonte: ZENIT
domingo, 10 de abril de 2011
Aconteceu na Arquidiocese de Belém - Ordenação Diaconal do Seminarista Isan Alves
No último dia 03 de abril, durante a Santa Missa das 8h30, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima), Sua Excelência Reverendíssima Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém, conferiu a Ordem do Diaconato ao Acólito Isan Alves Vieira, seminarista desta Arquidiocese.
Concelebraram esta Solene Liturgia, os presbíteros: Mons. Raimundo Possidônio – Vigário Geral Pro Spiritualibis e Pároco da Paróquia N. Sra. de Fátima, Pe. Vladian - Reitor do Seminário Arquidiocesano São Pio X, Pe. Lindomar - Reitor do Seminário Menor Dom Tadeu Prost, Pe. José Luiz - Vice-reitor do Seminário Arquidiocesano São Pio X, Pe. Carlos Augusto - Pároco da Paróquia Santa Maria Goretti, Pe. Rangel - Vigário da Paróquia São João Batista e N. Sra. das Graças e o Pe. Stélio Girão – sacerdote desta Arquidiocese.
Participaram da Cerimônia, os diáconos permanentes da Paróquia N. Sra. de Fátima, Diac. Raimundo Nonato e Diac. Lucino Campos, e os cinco diáconos transitórios ordenados por Dom Alberto antes do Seminarista Isan: Diac. Roberto Cavalli, Diac. Plínio Pacheco, Diac. Márcio Motta, Diac. Maurício Dias e Diac. Glebson Joan. Além destes, estiveram presentes nessa Solene Celebração um grande número de fiéis da paróquia e seminaristas da Arquidiocese de Belém.
Colaboração: Iago Rodrigues - Coordenador do Grupo de Servidores do Altar da Paróquia N. Sra. de Fátima
Capela na Basílica Vaticana está pronta para receber o corpo de João Paulo II, após sua beatificação
Na noite desta sexta-feira (08.04.11), na Basílica Vaticana – como já anunciado – às 19h locais, teve lugar a trasladação do corpo do Beato Papa Inocêncio XI, do espaço sob o altar da Capela de São Sebastião para o espaço preparado sob o altar da Transfiguração, que se encontra à esquerda da nave central, ao fundo, atrás do pilar de Santo André.
O rito foi presidido pelo Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, acompanhado por Mons. Vittorio Lanzani e Mons. Giuseppe De Andrea, e por outros membros do Cabido e da Fábrica de São Pedro.
A urna do Beato, após ter sido extraída do altar de São Sebastião, foi acompanhada em procissão, com o canto da ladainha – em particular, a ladainha dos santos pontífices – até o altar da Transfiguração, onde a mesma foi imediatamente colocada no novo espaço, protegido pela mesma grade que a protegia precedentemente.
O rito concluiu-se com a oração e a bênção do celebrante e a leitura e a assinatura do Ata notarial sobre a transferência. Na Capela de São Sebastião, onde foram ultimados os trabalhos de restauração e renovação do sistema de iluminação e amplificação, o espaço sob o altar encontra-se pronto para acolher o corpo do Beato João Paulo II, logo após a Beatificação.
Fonte: Radio Vaticana
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