quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Santo Tríduo Pascal e a Indulgência Plenária

Durante o santo Tríduo Pascal podemos ganhar para nós ou para os defuntos o dom da Indulgência Plenária se realizarmos algumas das seguintes obra estabelecidas pela Santa Sé.
Obras que gozam do dom da indulgência pascal:


Quinta-feira Santa

- Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo".
- Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo.


Sexta-feira Santa

- Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.


Sábado Santo

- Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário.


Vigília Pascal

- Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo.


Condições:

Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições:
A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.
B. Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice. 

Estas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.
É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba freqüentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária.
A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

Fonte; Acidigital

terça-feira, 19 de abril de 2011

6º ano de um pontificado fecundo

Hoje é feriado no Estado da Cidade do Vaticano. As bandeiras amarelo e branco estão hasteadas nos principais prédios do território. Muitos se perguntam: qual é o motivo? Para entender, precisamos voltar um pouco no tempo.
Abril de 2005. O mundo ainda estava consternado pela morte do Papa João Paulo II, ocorrida no dia 2. A Igreja ainda não havia escolhido o novo papa, mas durante os funerais de João Paulo II, coube ao Cardeal Joseph Ratzinger, à época Decano do Colégio Cardinalício, ler as últimas palavras ao Santo Padre.
"Podemos ter a certeza que o nosso amado papa está agora na janela da morada do Pai, nos vê e nos envia suas bênçãos. Se nos dá a bênção, seja abençoado também o Santo Padre. Nós confiamos a sua alma à Mãe de Deus, tua Mãe, que te guiou todos os dias e te guiará agora para a vida eterna de seu filho, Jesus Cristo, nosso Senhor".
Ratzinger já havia participado do Conclave que elegeu João Paulo I, em agosto de 1978 e, dois meses depois, em outubro, também participou do Conclave que anunciou João Paulo II como novo papa. Em 2005, no dia 19 de abril, o Cardeal Joseph Ratzinger se tornou o novo papa, adotando o nome de Bento XVI. 
"Depois do grande papa João Paulo II, os senhores cardeais me elegeram, um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes e, sobretudo, creio em vossas orações".

Há quem diga que o Em.mo Cardeal Carlo Martini, jesuíta e Arcebispo emérito de Milão, foi revelado dentro do Conclave de abril de 2005 um forte candidato à sucessão papal. Contudo, seus argumentos sobre sua frágil saúde desencorajaram os eminentíssimos eleitores. Observemos - para constatar realmente que houve mais de um forte papabile - que a eleição só foi finalizada no terceiro escrutínio, iniciado na tarde da terça-feira. Houve também inúmeros votos para o Em.mo Cardeal Jorge Maria Bergoglio, também jesuíta e Arcebispo de Buenos Aires. Se o então Cardeal Ratzinger, ingressando no conclave com vitória certa - como diziam os jornalistas, então nada deveria prolongar as votações - se bem que três escrutínios não podem ser julgados como demorados, não se falando em um cardeal que não sairia papa.
De qualquer modo, Bento XVI rompeu a tradição do adágio italiano: quem no conclave entra papa, sai cardeal. Ratzinger entrou papa e saiu Pontífice; certamente só houve uma inicial falta de consenso entre os cardeais no nome daquele que era o nome certo para a época certa.

Ratzinger. Ratzinger. Ratzinger. Ratzinger. Ratzinger...

Imagino o coração do futuro Pontífice. Dançando mais agitadamente dentro do peito, enquanto ouvia o seu sobrenome ser pronunciado mais e mais vezes pelo cardeal escrutinador, até chegar ao número de 84/115, 7 a mais da cifra necessária para uma eleição certa. E depois, acreditando no chamado do Senhor, a resposta afirmativa à pergunta feita pelo Cardeal Sodano, então Vice-decano do Colégio de Cardeais. E as lágrimas, na Sala destinada à paramentação do eleito. E, finalmente, a primeira aparição pública. As palavras acertadas e a primeira Urbi et Orbi.


E então, vieram as viagens apostólicas pelo mundo, as visitas pastorais em sua diocese, os pronunciamentos, as canonizações, os documentos que iluminaram a Igreja, mesmo que ainda sejam causam de incompreensão - como o Summorum Pontificum e o Anglicanorum Coetibus, as belíssimas e sapienciais homilias, a devida atenção dispensada à Sagrada Liturgia - como segura forma de ensinar as verdades de fé, o Ano Paulino, o Ano Sacerdotal... Como também, não esquecemos os momentos difíceis, que foram oportunidades de manifestarmos nossa proximidade espiritual e nosso apoio filial: o discurso na Aula Magna da Universidade de Regensburg, o protesto contra sua presença na abertura do ano acadêmico na Universidade La Sapienza, as acusações morais no ano passado, a falta de comunicação na Cúria Romana e entre seus mais diretos colaboradores... Felizmente, a Igreja e seus pastores sempre saem vitoriosos depois de alguma turbulência. E assim o será até a segunda vinda de Cristo!
Que o Senhor o conserve no alto posto do Pontificado até o dia estabelecido por Ele. Para isto, que ele viva tanto ou mais que Pedro!

Salve Bento XVI!

Fonte: Direto da Sacristia e Radio Vaticana

Da Passchalis Sollemnitatis - Ação Litúrgica da Paixão do Senhor

Continuamos nossas postagens, extraído alguns trechos da Carta Circular Paschalis Sollemnitatis, de 1988, da Congregação para o Culto Divino, documento este que trata da Preparação das Celebrações Pascais, e tiramos os seguintes trechos referente a Ação Litúrgica da Paixão do Senhor:

Ação Litúrgica da Paixão do Senhor

58. Neste dia, em que “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado”[63], a Igreja, com a meditação da paixão do seu Senhor e Esposo e adorando a cruz, comemora o seu nascimento do lado de Cristo que repousa na cruz, e intercede pela salvação do mundo todo.
59. A Igreja, seguindo uma antiquíssima tradição, neste dia não celebra a Eucaristia; a sagrada Comunhão é distribuída aos fiéis só durante a celebração da paixão do Senhor; aos doentes, impossibilitados de participar desta celebração, pode-se levar a Comunhão a qualquer hora do, dia.[64]
60. A Sexta-feira da paixão do Senhor é dia de penitência obrigatória para a Igreja toda, a ser observada com a, abstinência e o jejum.[65]
61. Está proibido celebrar neste dia qualquer sacramento, exceto os da Penitência e da Unção dos Enfermos.[66] As exéquias sejam celebradas sem canto e sem o som do órgão e dos sinos. 62. Recomenda-se que o ofício da leitura e as laudes deste dia sejam celebrados nas igrejas, com participação do povo (cf. n. 40).
63. A celebração da paixão do Senhor deve ser realizada depois do meio-dia, especialmente pelas três horas da tarde. Por razões pastorais pode-se escolher outra hora mais conveniente, para que os fiéis possam reunir-se com mais facilidade: por exemplo, desde o meio-dia até ao entardecer, mas nunca depois das vinte e uma horas.[67]
64. Respeite-se religiosa e fielmente a estrutura da ação litúrgica da paixão do Senhor (liturgia da palavra, adoração da cruz e sagrada Comunhão), que provém da antiga tradição da Igreja. A ninguém é licito introduzir-lhe mudanças de próprio arbítrio.
65. O sacerdote e os ministros dirigem-se para o altar em silêncio, sem canto. No caso de alguma palavra de introdução, esta deve ser feita antes da entrada dos ministros.
O sacerdote e os ministros, feita a reverência ao altar, prostram-se: esta prostração, que é um rito próprio deste dia, seja conservada diligentemente, pois significa não só a humilhação do “homem terreno”[68], mas também a tristeza e a dor da Igreja.
Durante a entrada dos ministros os fiéis permanecem em pé, e depois ajoelham-se e oram em silêncio.
66. As leituras devem ser lidas integralmente. O Salmo responsoriaI e a aclamação ao Evange lho sejam executados no modo habitual. A história da paixão do Senhor segundo João é cantada ou lida, como no domingo precedente (cf. n. 33). Depois da leitura da paixão, faça. se a homilia e, ao final da mesma, os fiéis podem ser convidados a permanecer em meditação por um breve tempo.[69]
67. A oração universal deve ser feita segundo o texto e a forma transmitidos pela antigüidade, com toda a amplitude de intenções, que expressam o valor universal da paixão de Cristo, pregado na cruz para a salvação do mundo inteiro. Em caso de grave necessidade pública, o Ordinário do lugar pode permitir ou estabelecer que se acrescente alguma intenção especial.[70]
É consentido ao sacerdote escolher, entre as intenções propostas no Missal, aquelas mais adequadas às condições do lugar, contanto que se mantenha a ordem das intenções, indicada para a oração universal.[71]
68. A cruz a ser apresentada ao povo seja suficientemente grande e artística. Das duas formas indicadas no Missal para este rito, escolha-se a mais adequada. Este rito deve ser feito com um esplendor digno da glória do mistério da nossa salvação: tanto o convite feito ao apresentar a cruz como a resposta dada pelo povo sejam feitos com o canto. Não se omita o silêncio reverente depois de cada uma das prostrações, enquanto o sacerdote celebrante, permanecendo de pé, mostra elevada a cruz.
69. Apresente-se a cruz à adoração de cada um dos fiéis, porque a adoração pessoal da cruz é um elemento muito importante desta celebração. No caso de uma assembléia muito numerosa, use-se o rito da adoração feita contemporaneamente por todos.[72]
Use-se uma única cruz para a adoração, tal como o requer a verdade do sinal. Durante a adoração da cruz cantem-se as antífonas, os “impropérios” e o hino, que recordam com lirismo a história da salvação[73], ou então outros cânticos adequados (cf. n. 42).
70. O sacerdote canta a introdução ao Pai-Nosso, que é cantado por toda a assembléia. Não se dá o sinal da paz.
A Comunhão é distribuída segundo o rito descrito no Missal. Durante a Comunhão pode-se cantar o Salmo[74], ou outro cântico apropriado. Concluída a distribuição da Comunhão, a píxide é levada para o lugar já preparado fora da igreja.
71. Depois da Comunhão procede-se à desnudação do altar, deixando a cruz no centro, com quatro castiçais. Disponha-se na igreja um lugar adequado (por exemplo, a capela da reposição da Eucaristia na Quinta-feira Santa), para colocar ali a cruz, a fim de que os fiéis possam adorá-la, beijá-la e permanecer em oração e meditação.
72. Pela sua importância pastoral, sejam valorizados os pios exercícios, como a Via-sacra, as procissões da paixão e a memória das dores da bem-aventurada Virgem Maria. Os textos e os cânticos destes pios exercícios correspondam ao espírito litúrgico deste dia. O horário desses pios exercícios e o da celebração litúrgica sejam de tal modo dispostos, que apareça claro que a ação litúrgica, por sua mesma natureza, está acima dos pios exercícios.

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Notas:
[63] 1Cor 5. 7.
[64] Cf. Missal Romano, Sexta-feira Santa, n. 13.
[65] Cf. Paulo VI, Const. Apost. Paenitemini, II, 2, AAS 58 (1966) 183: Código de Direito Canônico, cân. 1251.
[66] cr. Missal Romano, Sexta-feira Santa, n. 1; Congr. para o Culto Divino, “Declaratio ad Missale Romanum”, em Notitiae 13 (1977) 602.
[67] Cf. ibid., n. 3; s. Congr. dos Ritos, “Ordinationes et Declarationes circa Ordinem hebdomadae sanctae instauratum”, 1.2.1957, n. 15, AAS 49 (1957) 94.
[68] Ibid., n. 5, segunda oração.
[69] Ibid., n. 9; Caeremoniale Episcoporum, n. 319.
[70] Cf. Ibid., n. 12.
[71] Cf. Míssal Romano, Princípios e Normas para o uso do Missal Romano”, n. 46.
[72] Cf. Missal Romano, Sexta-feira Santa, n. 19.
[73] Cf. Mq 6, 3-4.
[74] Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 13.

Fonte: Presbíteros

CELEBRAR DIGNAMENTE

Autor: Diácono Plínio Pacheco* 

As nossas celebrações litúrgicas são de uma grandeza estupenda. Celebramos o Mistério Pascal de Cristo Senhor, Pontífice de nossa salvação. A liturgia que é o momento síntese da história da salvação, nos leva a celebrar, já aqui na terra, o que iremos viver plenamente no céu. 
A liturgia tem um lugar primordial na Igreja, expressando o verdadeiro sentido, a saber: “ao mesmo tempo humana e divina, dotada de realidades invisíveis, operosa na ação e devotada à contemplação, presente no mundo e, contudo peregrina” (Cf. SC 2). As ações litúrgicas requerem o sentido expressivo factual tendente para o que é transcendental; ou seja, tudo o que diz respeito à celebração – cânticos, orações, leituras, posturas – que remetem à realidade celeste. 
As ações litúrgicas são sagradas por excelência, pois são obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja (Cf. SC 7). Por isso, não podem ser de qualquer jeito, no improviso. Infelizmente, muitos de nós já tivemos o desagrado de participar de uma celebração na qual vemos claramente a falta de zelo na execução adequada dos cantos, as leituras sendo proclamadas de forma ininteligível, o espaço impróprio para o desenvolvimento do rito, assim como, a falta de sintonia de quem preside e com aqueles que ajudam na celebração. Contudo, uma total desvinculação do verdadeiro espírito da liturgia, que é uma ação sagrada. 
Em determinado tempo, sobretudo nos anos depois do Concílio Vaticano II e a grande reforma pela qual passou a liturgia, a Igreja viveu momentos de adaptações no que diz respeito à liturgia. Mudanças foram feitas em nome de uma participação e entendimento dos fiéis (Cf. SC 14). Por conseguinte, essas mudanças não foram de significado, mas, fizeram com que se pudesse criar uma adequação à cultura onde se celebra sem se perder a realidade do mistério, entendido como ação de Cristo em sua santa Igreja. Mas no meio de tudo isso, a criatividade que o Concílio incentiva até hoje não é muito bem entendida. Em nome de uma participação dos fiéis, fundem-se criatividades profanas, que ferem o verdadeiro sentido da liturgia: músicas impróprias para as celebrações; textos não aprovados pela Igreja; intervenções fora do sentido do contexto celebrativo (após ou mesmo no momento da homilia); sorteios, premiações; antes do ofertório, um grande anúncio de números de conta bancária e de telefonar para contatos para doações. A constituição ritual da Igreja, expressão da ação sacramental de Cristo, embora muitos não conheçam, é perfeita. Isso não quer dizer que não se possa fazer adaptações, sem que se perca a sacralidade do mistério celebrado. Por isso, nossas celebrações devem ser bem preparadas, obedecendo diligentemente o que nos pede a santa Igreja, sem burlar, improvisar e dessacralizar as ações rituais. O santo padre o papa Bento XVI na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, (n. 40) nos ajuda a compreender o verdadeiro sentido de uma bela celebração, quando diz: “igualmente importante para uma correta arte da celebração é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores litúrgicas dos paramentos. Com efeito, a liturgia, por sua natureza, possui uma tal variedade de níveis de comunicação que lhe permitem cativar o ser humano na sua totalidade. A simplicidade dos gestos e a sobriedade dos sinais, situados na ordem e nos momentos previstos, comunicam e cativam mais do que o artificialismo de adições inoportunas. A atenção e a obediência à estrutura própria do rito, ao mesmo tempo que exprimem a consciência do caráter de dom da Eucaristia, manifestam a vontade que o ministro tem de acolher, com dócil gratidão, esse dom inefável”. As celebrações devem ser um encontro de fé, expressados de maneira cônscia e fiel à Igreja santa, guardiã dos tesouros da fé. Façamos de nossas celebrações atos verdadeiros de culto santo e agradável a Deus.
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*Diácono transitório da Arquidiocese de Belém

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Semana Santa 2011 - Domingo de Ramos (Praça São Pedro - Roma)

Milhares de pessoas participaram, no último domingo (17.04.11), na praça de São Pedro do Vaticano da Procissão do Domingo de Ramos, que foi celebrada por Sua Santidade Papa Bento XVI, iniciando os ritos litúrgicos da "Grande Semana".



- Benção dos Ramos -
- Evangelho -


- Cardeal Giovanni Battista Re -










Fotos: Catholic Press Photo
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