sábado, 10 de setembro de 2011

COMUNICADO

ARQUIDIOCESE DE BELÉM

A Arquidiocese Metropolitana de Belém, através de seu Arcebispo Dom Alberto Taveira Corrêa, vem a público comunicar que a chamada Igreja Carismática Católica não está em comunhão com a IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, e que a presença do senhor Emmanuel Milingo, nesta cidade, deve ser considerada, à luz do comunicado de imprensa da Santa Sé, como persistência na contumácia e no exercício ilegítimo de atos sem mandato pontifício e contra a unidade da Santa Igreja Católica. Salienta ainda de que todo e qualquer ato ou celebração organizadas pelo senhor Milingo são consideradas ilegítimas perante a Santa Sé.

+ Dom Alberto Taveira Corrêa 
Arcebispo Metropolitano de Belém

Fonte: Fundação Nazaré 

Tour virtual pela Catedral Metropolitana de Belém


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Fonte: Catedral Metropolitana de Belém e Portal Mais Pará

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - A Questão Religiosa

D. Antônio de Macêdo Costa, décimo bispo do Pará (1860-1890)

Desde o período colonial a atividade eclesiástica no Brasil era regulada pelo estado, isto se devia ao chamado padroado régio, privilégio dispensado pela Santa Sé às coroas portuguesa e espanhola que dava a estas livres poderes acerca do exercício da religião (nomeação de bispos, ingerência nos negócios da igreja) em troca do financiamento da atividade missionária e eclesiástica, com a independência do Brasil este privilégio foi mantido e se perpetuou em todo o período imperial.

A partir da segunda metade do século XIX, no entanto, uma geração de sacerdotes influenciada pela supressão dos estados papais (Questão Romana) passou a contestar a ação do estado, entendendo-o com empecilho para a propagação da fé católica, vale ressaltar que esta geração de padres desejava autonomia nas deliberações religiosas e não a separação Igreja/Estado. Dentre estes, podemos destacar D. Antônio de Macêdo Costa, que teve sua formação sacerdotal no conhecido Seminário de São Sulpício na França, berço do ultramontanismo. Imbuído destes ideais apreendidos no Seminário, assumiu o bispado do Pará em 1861 e logo começou as reformas em vista de “romanizar” a Igreja lhe dada para pastorear.

Há de se observar que neste período de extremo mal estar para a realidade temporal da Igreja, com a unificação italiana, vários documentos pontifícios foram publicados em vista de ratificar a autoridade papal e os dogmas da Igreja tão combatidos pelo liberalismo e racionalismo em voga na época. Destaca-se a encíclica Quanto conficiamur moemore publicada em 10 de agosto de 1863 que condenava os erros do tempo presente; a Enciclica Quanta cura e seu anexo Syllabus errorum publicados em 1864 que condenava a Maçonaria. Na esteira destes documentos, em 25 de março de 1873 D. Antônio de Macêdo Costa publica uma carta pastoral exortando seus diocesanos a renunciarem a maçonaria e determina que estes não fizessem parte desta associação. Frente à negativa da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos e das Ordens Terceiras de Nossa Senhora do Monte do Carmo e de São Francisco da Penitência decreta a interdição a divinis das mesmas, isto é, o caráter espiritual da irmandade e não sua configuração como agremiação secular.

As irmandades recorreram ao Conselho de Estado em vista de obter a revogação das interdições, o estado imperial agiu em vista de consegui-las decretando que D. Macêdo Costa deveria revogá-las. Em 4 de outubro de 1873 o bispo declara ao ministro de Estado que não reconhece a intromissão da Coroa em assuntos eclesiásticos e nega e revogação dos interditos. No entendimento da Coroa sendo o bispo um funcionário do estado e não obedecendo uma determinação da Coroa, este incorria no crime de Desobediência, fato que em 28 de abril de 1874 o  levou a prisão.

O conflito terminou em 17 de setembro de 1875, onde após longos debates no Conselho de Estado foi anistiado D. Macêdo Costa e seu colega D. Vital Maria Gonçalves também protagonista da Questão Religiosa.

* por João Antônio Lima


Fontes Bibliográficas

LUSTOSA, Dom Antônio de Almeida. Dom Macêdo Costa (bispo do Pará). Belém: Secult, 1992.
MORAES, E. Vilhena de. A Anistia aos bispos, na Questão Religiosa, perante o conselho de estado.
MONNERAT, Patrícia Carvalho Santório. Festa e Conflito: D Antônio e a Questão de Nazaré (1861-1878). Niterói: Dissertação de Mestrado apresentada a Universidade Federal Fluminense, 2009.
PEREIRA, Nilo. Dom Vital e a Questão Religiosa. Recife: Arquivo Público Jordão Emerenciano, 1986.
RAMOS, D. Alberto Gaudêncio Ramos. Cronologia Eclesiástica do Pará. Belém: Editora Falângola, 1985.
VIEIRA, David Gueiros. O Protestantismo a Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil. Brasília: Editora UNB, 1980.
VILLAÇA, Antônio Carlos. História da Questão Religiosa no Brasil. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1974.

In Nativitate Beátae Maríae semper Vírginis


Salve, sancta Parens,eníxa puérpera Regem:
qui coelum terrámque regit in sǽcula sæculórum.


Hoje a sagrada liturgia comemora o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo. 
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus. 
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade. 

Nossa Senhora, rogai por nós!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Solenidade de Santa Maria de Belém - Padroeira da Arquidiocese e da Cidade de Belém


A desconhecida Belém de Judá, pequena aldeia no tempo de Cristo, tornou-se famosa em todo o mundo por ter sido o berço do Salvador, iniciando-se ali uma nova era para a humanidade. Apesar de a Judéia ser um estado vassalo de Roma na época de Herodes, somente após a queda de Jerusalém, no ano 70, ela passou a fazer parte do Império Romano. O imperador Constantino, convertido ao cristianismo, mandou edificar no ano 330, sobre a gruta da Natividade, uma basílica, cujos belos mosaicos representando os antepassados de Jesus e os profetas que anunciaram o seu nascimento a celebrizaram como um dos principais monumentos artísticos da Cristandade.
Havia no templo uma imagem bizantina da Virgem Santíssima, que se tornou conhecida com o título de Santa Maria de Belém. Seu culto se espalhou pela Europa, chegando a Portugal através de religiosos e peregrinos que estiveram na Terra Santa.
No início do século XV, o infante D. Henrique, fundador da Escola de Sagres e grande incentivador das navegações portuguesas, mandou construir na praia do Restelo, em Lisboa, uma igreja dedicada àquela invocação. Dizia ele que, assim como a estrela de Belém guiou os Reis Magos até a manjedoura onde se achava o Menino Deus, assim também a Senhora de Belém ajudaria a encontrar novas terras e o caminho para as Índias.
Foi ali, na pequena ermida do Restelo, que Vasco da Gama, antes de seguir à procura das Índias em 1497, passou a noite em oração e assistiu à Santa Missa. O Gama conseguiu êxito completo em sua arriscada travessia marítima, chegando são e salvo à lendária Calicut, onde foi recebido pelo Samorim. Em agradecimento à proteção da Soberana dos Mares, el-rei D. Manuel transformou a humilde capela de Santa Maria de Belém no suntuoso mosteiro conhecido atualmente como “Os Jerônimos”, uma das obras-primas da arquitetura manuelina.
Desde então as grandes expedições marítimas eram precedidas de solene cerimônia religiosa na magnífica igreja da Protetora dos Navegantes. Pedro Álvares Cabral, antes de iniciar sua viagem de descobrimento, ali assistiu à Santa Missa e seguiu como rei em procissão até o cais, onde a frota, pronta para zarpar, salvou com entusiasmo seu soberano e seu comandante.
Trazida para o Brasil pelos primeiros povoadores, esta invocação da Mãe de Deus teve muitos devotos em todo o território nacional, principalmente em Itatiba (SP) e Belém do Pará, que lhe dedicaram suas paróquias.
No Natal de 1615 o capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco partiu de São Luís do Maranhão com três navios e 150 homens, para ocupar o Amazonas. Em janeiro de 1616, desembarcou na foz daquele rio, na formosa baía do Guajará, onde ergueu o Forte do Presépio, fundando uma povoação que mais tarde recebeu o nome de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Alguns anos depois, Castelo Branco entrou em conflito com a tropa e, devido à violência com que tratou seus oficiais, foi preso, demitido do cargo de capitão-mor e levado para Portugal. Os indígenas aproveitaram-se da desunião entre os conquistadores, cercaram a vila e nela penetraram matando velhos, mulheres e crianças. O historiador sacro Frei Agostinho de Santa Maria, em seu livro publicado em 1722, afirmava que o nome de Nossa Senhora de Belém teria sido dado à Padroeira da cidade “em memória dos Santos Inocentes que em Belém foram degolados por amor a Jesus, a quem Herodes também pretendia matar”.
Na capital paraense os festejos da Protetora se realizam a 1º de setembro, na Sé que durante muito tempo esteve sob o orago de Nossa Senhora da Graça. Somente em fins do século passado, devido a uma promessa feita pelo Bispo D. Macedo Costa, a Catedral foi entregue a Santa Maria de Belém numa cerimônia solene, perpetuada em artísticos painéis na abóbada do templo.
Na fachada daquela igreja, uma das mais belas do Brasil Colonial, inspirada na arquitetura oficial da corte de Lisboa na época de D. João V, pode-se admirar uma enorme efígie da Virgem Maria com o Menino Jesus já grandinho, sentado em seu colo e abraçando sua Mãe. Sobre o altar-mor, além de bonita imagem semelhante à da fachada, existe uma grande tela, executada por pintor português, representando o presépio de Belém, como recordação do nome dado ao forte, do qual se originou a pitoresca cidade das mangueiras.
Viajando à procura do rio-mar, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, guiado pela estrela do Natal, chegou ao local predestinado a ser o berço da civilização luso-brasileira no extremo norte do Brasil, a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, porta de entrada da fabulosa Amazônia.

ICONOGRAFIA:
Existem várias representações da Senhora de Belém. Em Lisboa, na capela dos Jerônimos, Ela aparece com José e o Menino Jesus de pé entre seus pais, usando roupas bordadas. O Divino Infante aparenta uma criança de mais de um ano, pois está de pé. Segundo alguns historiadores Ele teria esta idade quando aconteceu o episódio da "Matança dos Inocentes" e da "Fuga para o Egito".
As imagens de Nossa Senhora de Belém, existentes na fachada e no altar-mor da Sé paraense, representam Maria de pé com o Menino Deus já grandinho, sentado em seu colo e abraçando sua mãe. Já a colocada no mesmo altar mostra São José e Nossa Senhora reclinados sobre a manjedoura, onde repousa Jesus recém-nascido. Acreditamos que esta tela seja mais uma lembrança do Presépio, devido ao nome dado ao forte, do qual se originou a cidade.

* * *
Sua Excelência Reverendíssima Dom Alberto Taveira Corrêa - X Arcebispo Metropolitano, presidirá o Solene Pontifical de Santa Maria de Belém, hoje (01), às 19h na Catedral Metropolitana de Belém.

Fonte: Catedral Metropolitana de Belém

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