sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Memória da Dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo

“Vós os fizestes príncipes sobre toda a terra; vosso nome será lembrado de geração em geração. E os povos vos louvarão por todos os séculos” Antífona de Entrada.

A basílica Vaticana de São Pedro, eregida por Constantino no século IV sobre o túmulo do apóstolo Pedro e consagrada pelo Papa Silvestre, foi demolida no século XVI, uma vez que estava ameaçada de ruína; no mesmo local foi logo reconstruída outra mais esplêndida que Urbano VIII reconsagrou a 18 de novembro de 1626.

Análoga sorte coube à basílica de São Paulo, consagrada pelo papa Siríaco no século IV. Em 1823 um incêndio devastou grande parte do edifício, cuja reconstrução exigiu cuidados de quatro pontífices. Pio IX reconsagrou a nova basílica a 10 de dezembro de 1854, cercado de um grupo de cardeais, bispos, clero e fiéis, reunidos em Roma para a solene proclamação do dogma da imaculada conceição da Mãe de Deus.

Já no século XII se celebrava, na basílica vaticana de São Pedro e na de São Paulo na via Ostiense o aniversários das respectivas dedicações. Esta comemoração estendeu-se posteriormente a todas as igrejas do rito romano. Assim como no aniversário da basílica de Santa Maria maior (5 de agosto) se celebra a maternidade da Santíssima Virgem Mãe de Deus, assim neste dia se veneram os dois príncipes dos apóstolos de Cristo, São Pedro e São Paulo.

Reconstituição da antiga basílica de São Pedro
Interior da antiga Basílica de São Pedro

Átrio da antiga basílica de São Pedro

Gravura do nova basílica já com as colunatas

Fachada da basílica de São Pedro atualmente

Interior da basílica  de São Pedro atualmente
Fachada da basílica de São Paulo

Interior da basílica de São Paulo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O uso da mitra e do báculo



O uso da Mitra:

A mitra, que será uma só na mesma ação litúrgica, simples ou ornamentada de acordo com a celebração, é habitualmente usada pelo Bispo:

1. Quando está sentado;
2. Quando faz a homilia;
3. Quando faz as saudações;
4. As alocuções e os avisos, a não ser que logo a seguir tenha de tirar a mitra; quando abençoa solenemente o povo; quando executa gestos sacramentais; quando vai às procissões.

O Bispo não usa a mitra:

1. Nas preces introdutórias
2. Nas orações; na Oração Universal
3. Na Oração Eucarística
4. Durante a leitura do Evange­lho
5. Nos hinos, quando estes são cantados de pé
6. Nas procissões em que se leva o Santíssimo Sacramento ou as relíquias da Santa Cruz do Senhor; diante do Santíssimo Sacramento exposto.

O Bispo pode prescindir da mitra e do báculo quando se desloca dum lugar para outro, se o espaço entre os dois for pequeno. Quanto ao uso da mitra na administração dos sacramentos e dos sacramentais, observe-se, além disso, o que adiante vai indicado nos respectivos lugares. (Cerimonial dos bispos, 60)

"O Bispo, ao chegar junto do altar, entrega o báculo ao ministro, depõe a mitra, e faz inclinação profunda ao altar, ao mesmo tempo que os diáconos e os outros ministros que o acompanham. Depois, sobe ao altar e beija-o, juntamente com os diáconos." (Cerimonial dos bispos, 131)

O uso do Báculo:

O Bispo usa o báculo, como sinal do seu múnus pastoral. Aliás, qualquer. Bispo que celebre solenemente o pode usar, com o consentimento do Bispo do lugar. Quando estiverem vários Bispos presentes na mesma celebração, só o Bispo que preside usa o báculo.

Com a parte recurvada voltada para o povo, ou seja, para frente, o Bispo usa habitualmente o báculo na procissão, para ouvir a leitura do Evangelho e fazer a homilia, para receber os votos, as promessas ou a profissão de fé; e finalmente para abençoar as pessoas, salvo se tiver de fazer a imposição das mãos. (Cerimonial dos bispos, 59)

Fonte: Movimento Litúrgico

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Santa Missa de Finados - Paróquia da SS. Trindade

A Santa Missa deu-se na Igreja Matriz da Paróquia da SS. Trindade e foi oficiada pelo Rev. Pe. Ronaldo Menezes, pároco da referida paróquia.

 Santa Missa - Manhã





Santa Missa - Noite
















domingo, 16 de outubro de 2011

Papa Bento XVI, anuncia Ano da Fé

Durante a homilia pronunciada durante a Missa do XIX Domingo "per annum", por ocasião do primeiro encontro internacional dos novos evangelizadores, promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre Bento XVI anunciou 2012 como o Ano da Fé, com início em 11 de outubro, 50º aniversário da abertura do Segundo Concílio do Vaticano, e conclusão a 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo.
"Será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n'Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo. Queridos irmãos e irmãs, vocês estão entre os protagonistas da nova evangelização que a Igreja iniciou e leva avante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos" (Bento XVI).
Fonte: Direto da Sacristia 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MENSAGEM DO ARCEBISPO METROPOLITANO PARA O CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 2011
"Ninguém resiste ao Círio”


Aproxima-se uma das maiores festas religiosas do mundo católico, cujos benefícios alcançam toda a sociedade na Arquidiocese de Belém e em todo o Pará, lançando pontes para outras regiões que se beneficiam do Círio de Nazaré. Apraz-me apresentar o ensinamento da Igreja, na V Conferência Geral do Episcopado latino-americano e caribenho, para ajudar-nos a viver o Círio 2011, aplicando-o ao nosso ambiente de fé.

O precioso documento considera as manifestações de piedade popular como um dos lugares privilegiados para o encontro com Jesus Cristo. Nas peregrinações, romarias e procissões, o povo de Deus se reconhece em caminho. Nos inúmeros peregrinos que acorrem a Belém, celebra-se a alegria de se sentir imerso em meio a tantos irmãos, caminhando juntos para Deus que os espera. O próprio Cristo se fez peregrino e caminha ressuscitado entre os pobres.

A decisão de caminhar em direção ao santuário já é uma confissão de fé, o caminhar é um verdadeiro canto de esperança e a chegada é um encontro de amor. O olhar do peregrino para a imagem da Virgem de Nazaré simboliza a ternura e a proximidade de Deus e da Mãe de Deus. O amor se detém, contempla o silêncio, desfruta dele em silêncio. Também se comove, derramando todo o peso de sua dor e de seus sonhos. A súplica sincera, que flui confiadamente, é a melhor expressão de um coração que renunciou à auto-suficiência, reconhecendo que, sozinho, nada é possível. Um breve instante de pedido sintetiza uma viva experiência espiritual.

Peregrinos do Círio somos todos nós, chamados a viver a experiência de um mistério que nos supera, uma realidade que envolve a vida de Igreja e supera nossa família, nosso bairro e nosso trabalho. Na Basílica Santuário Arquidiocesano de Nazaré, esperamos tomar decisões que marquem nossas vidas. O Círio e a Basílica contêm muitas histórias de conversão, de perdão e de dons recebidos que milhões de pessoas poderiam contar.

A piedade popular penetra delicadamente a existência pessoal de cada fiel e ainda que se viva em uma multidão, envolve toda a nossa vida. Nos diferentes momentos da luta cotidiana, muitos de nós recorremos a algum sinal do amor de Deus: um crucifixo, uma medalha, um rosário, uma vela que se acende para acompanhar um filho em sua enfermidade, um Pai Nosso recitado entre lágrimas, uma Ave-Maria, uma promessa, uma corda que nos faz próximos uns dos outros para nos aproximar de Deus, um olhar carinhoso para a imagem querida de Maria, um sorriso dirigido ao Céu em meio a uma simples alegria.

Nossa piedade popular mariana é uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja e uma forma de ser missionários, onde se recolhem as mais profundas vibrações de nosso coração, de nossa cultura e mais ainda de nossa fé. No ambiente de secularização em que vivem nossos povos, o Círio continua sendo uma poderosa confissão do Deus vivo que age na história e um canal de transmissão da fé. O caminhar juntos para o santuário e a participação em outras manifestações da piedade popular, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador pelo qual o povo cristão evangeliza a si mesmo e cumpre a vocação missionária da Igreja. (Cf. Documento de Aparecida 259-264)

Não haja uma casa sem os sinais da devoção mariana! Apresentem-se o Rosário, as imagens da Virgem de Nazaré, os cartazes do Círio com tantos rostos de gente nossa, e as recordações dos votos feitos a Deus. Enfeitem-se as ruas e as casas com profusão de flores e cores. Continuem a ressoar os "vivas", as buzinas e os fogos de artifício. Emocionem-se todos, sem acanhamento! A cada pessoa que acolhe esta mensagem, como pastor da Igreja de Belém, entrego a tarefa de "não resistir ao Círio" e envolver, a modo de missão, seus parentes, amigos e vizinhos para a grande festa da Igreja em nossa Arquidiocese. Feliz Círio para todos!

Dom Alberto Taveira Corrêa
ARCEBISPO METROPOLITANO DE BELÉM DO PARÁ


VOZ DE NAZARÉ
Edição de 30 DE SETEMBRO a 06 DE OUTUBRO DE 2011
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