quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Nunciatura Apostólica fica Vacante
Na manhã de hoje foi anunciada a saída de Sua Excelência D. Lorenzo Baldisseri da nunciatura apostólica do Brasil, o prelado assumirá o cargo de secretário da Congregação dos Bispos na Cúria Romana.
Nasceu:
29/09/1940, em San Pietro in Campo
(Itália)
Ordenação:
29/06/1963, por Dom Ugo Camozzo (Arcebispo de Pisa).
Sagração:
07/03/1992, pelo Cardeal Ângelo Sodano (Secretário de Estado da Santa Sé).
Arcebispo
Titular de Diocletiana (15/01/1992 –
Atual)
Núncio
Apostólico no Haiti (15/01/1992 – 06/04/1995)
Núncio
Apostólico no Paraguai (06/04/1995 – 19/06/1999)
Núncio Apostólico
na India (19/06/1999 – 12/11/2002)
Núncio
Apostólico no Nepal (23/06/1999 – 12/11/2002)
Núncio
Apostólico no Brasil (12/11/2002 – 11/01/2012)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Retrospectiva 2011
No início de um novo ano civil, em todo o mundo, as pessoas desejam, umas às outras, um novo tempo. Saúde, paz, realizações, dinheiro e prosperidade são os principais desejos nesse período. Para a Arquidiocese de Belém o momento e propício para olhar o passado e avaliar a caminhada da igreja na capital paraense. Novas paróquias, novos padres, religiosos e missionários, projetos como “Belém em Missão” e “Belém a Casa do Pão” são alguns dos retratos pendurados na parede da memória dos fiéis católicos da cidade das mangueiras.
"Para nós, 2011 foi um ano muito fecundo. Muitas atividades pastorais, muito trabalho do clero, do povo de Deus, dos grupos, organizações da Igreja; todo mundo trabalhou muito. É bom quando a gente trabalha. É bom terminar o ano com um sadio cansaço", diz o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.
Segundo ele, à medida em que a Igreja se expandiu em 2011, os desafios também aumentaram. "A pastoral da Igreja é muito dinâmica. Ela se organiza a partir do desafio da evangelização", explica. Para vencer esses desafios, a Igreja cria os meios que, segundo Dom Alberto, são diversos. "O projeto Belém e Missão é um exemplo. Ele é um método de evangelização criado pela nossa Arquidiocese", esclarece.
Confira abaixo a retrospectiva da Arquidiocese de Belém:
Janeiro
- Dom Alberto Taveira recebe Título de "Cidadão do Pará", em cerimônia realizada na Assembléia Legislativa do Estado.
- Instalação da Paróquia São José.
- Paróquias acolheram novos párocos. Em Santa Luzia, Padre Fábio Quintal e Sebastião, Padre Joel Lopes.
Fevereiro
- Papa Bento XVI anuncia nome do novo Bispo Auxiliar de Belém. Padre Teodoro Mendes Tavares, de 47 anos, nascido em Cabo Verde, tornaria-se o primeiro bispo africano no Brasil.
- Benguí recebe novo pároco. Padre Romeu Ferreira assumiu a Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz.
- Catedral inaugura Cine Pastoral.
- Instalada a Paróquia Cristo Peregrino.
Março
- Quarta-feira de Cinzas marca início da Quaresma e lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, com o tema: "Fraternidade e vida no planeta".
- Lançada a 1ª Jornada Vocacional da Arquidiocese de Belém, com o tema: "Chamados à vida".
- Lançamento do livro "Peregrinos", de Dom Alberto Taveira Corrêa.
- Arquidiocese cria mais duas paróquias: Sagrado Coração Eucarístico de Jesus e Divina Misericórdia.
- Dom Alberto Taveira comemora seu primeiro ano de governo episcopal na Arquidiocese.
Abril
- A comunidade católica celebrou os mistérios na Semana Santa.
- A comunidade Mar a Dentro adquire um barco para o trabalho de evangelização nas ilhas de Belém.
Maio
- João Paulo II é proclamado pela a Igreja Católica como beato.
- Rádio Nazaré FM comemora seus 15 anos de existência.
- Irmã Dulce foi beatificada em celebração na capital baiana.
Junho
- Chega a Belém o novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese, Dom Teodoro Mendes.
- Igreja Católica celebra 60 anos de sacerdócio do Papa Bento XVI.
- Vigília Eucarística em Belém com 60 horas ininterruptas reúne fiéis na Catedral.
- Dez novos padres foram ordenados para reforçar o serviço na Arquidiocese de Belém.
- A Festa de Corpus Christi, lota o Estádio do Mangueirão. O Bispo Auxiliar foi apresentado oficialmente aos fiéis pelo Arcebispo.
Julho
- Jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, completa 100 anos de existência à serviço da evangelização.
- Conselho de Administração da Fundação Populorum Progressio, ligado ao Vaticano, reuniu-se no Pará.
Setembro
- Rio de Janeiro recebeu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré.
- Entra no ar o sinal digital da TV Nazaré para Belém.
Outubro
- Círio de Nossa Senhora de Nazaré reuniu na capital paraense cerca de dois milhões e duzentos mil devotos pelas ruas.
- Divulgado o tema da Campanha da Fraternidade 2012: "Que a saúde e difunda sobre a terra" (cf. eclo 38,8).
A Basílica Santuário celebra 102 anos de sua construção com reforma do órgão.
Novembro
- Apresentado o nome de Kleber Vieira como novo Diretor Coordenador da Festa de Nazaré. O novo diretor foi empossado pelo Arcebispo no dia 09 de dezembro.
Dezembro
- Arquidiocese recebe a visita da imagem peregrina de São Benedito de Bragança.
- Dom Flávio Giovenalle eleito Coordenador da Cáritas Nacional em encontro realizado em Santa Catarina.
- Prelazia de Óbidos foi elevada à categoria de Diocese pela Santa Sé.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Solenidade da Epifania do Senhor
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Basílica Vaticana
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Queridos irmãos e irmãs,
A Epifania é uma festa da luz. «Ergue-te, Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta e a glória do Senhor está sobre ti» (Is 60, 1). Com estas palavras do profeta Isaías, a Igreja descreve o conteúdo da festa. Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece connosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20). A Igreja lê a narração do Evangelho de Mateus juntamente com a visão do profeta Isaías, que escutámos na primeira leitura: o caminho destes homens é só o início. Antes, tinham vindo os pastores – almas simples que habitavam mais perto de Deus feito menino, podendo mais facilmente «ir até lá» (cf. Lc 2, 15) ter com Ele e reconhecê-Lo como Senhor. Mas agora vêm também os sábios deste mundo. Vêm grandes e pequenos, reis e servos, homens de todas as culturas e de todos os povos. Os homens do Oriente são os primeiros, seguidos de muitos outros ao longo dos séculos. Depois da grande visão de Isaías, a leitura tirada da Carta aos Efésios exprime, de modo sóbrio e simples, a mesma ideia: os gentios partilham da mesma herança (cf. 3, 6). Eis como o formulara o Salmo 2: «Eu te darei as nações por herança, e os confins da terra para teu domínio» (v. 8).
Os Magos do Oriente vão à frente. Inauguram o caminho dos povos para Cristo. Durante esta Missa, vou conferir a Ordenação Episcopal a dois sacerdotes, consagrá-los-ei Pastores do povo de Deus. Segundo palavras de Jesus, caminhar à frente do rebanho faz parte da função do Pastor (cf. Jo 10, 4). Por isso naqueles personagens, que foram os primeiros pagãos a encontrar o caminho para Cristo, talvez possamos – não obstante todas as diferenças nas respectivas vocações e tarefas – procurar indicações para a missão dos Bispos. Que tipo de homens eram os Magos? Os peritos dizem-nos que pertenciam à grande tradição astronómica que se fora desenvolvendo na Mesopotâmia no decorrer dos séculos, e era então florescente. Mas esta informação, por si só, não é suficiente. Provavelmente haveria muitos astrónomos na antiga Babilónia, mas poucos, apenas estes Magos, se puseram a caminho e seguiram a estrela que tinham reconhecido como sendo a estrela da promessa, ou seja, a que indicava o caminho para o verdadeiro Rei e Salvador. Podemos dizer que eram homens de ciência, mas não apenas no sentido de quererem saber muitas coisas; eles queriam algo mais. Queriam entender o que é que conta no facto de sermos homens. Provavelmente ouviram falar da profecia de Balaão, um profeta pagão: «Uma estrela sai de Jacob, e um cetro se levanta de Israel» (Nm 24, 17). Eles aprofundaram esta promessa. Eram pessoas de coração inquieto, que não se satisfaziam com aparências ou com a rotina da vida. Eram homens à procura da promessa, à procura de Deus. Eram homens vigilantes, capazes de discernir os sinais de Deus, a sua linguagem subtil e insistente. Mas eram também homens corajosos e, ao mesmo tempo, humildes: podemos imaginar as zombarias que tiveram de suportar quando se puseram a caminho para ir ter com o Rei dos Judeus, enfrentando canseiras sem número. Mas, não consideravam decisivo o que se pensava ou dizia deles, mesmo pelas pessoas influentes e inteligentes. Para eles o que contava era a própria verdade, não a opinião dos homens. Por isso, enfrentaram as privações e o cansaço dum caminho longo e incerto. Foi a sua coragem humilde que lhes permitiu prostrar-se diante dum menino filho de gente pobre e reconhecer n’Ele o Rei prometido, cuja busca e reconhecimento fora o objectivo do seu caminho exterior e interior.
Queridos amigos, em tudo isto é possível ver alguns traços essenciais do ministério episcopal. Também o Bispo deve ser um homem de coração inquieto, que não se satisfaz com as coisas rotineiras deste mundo, mas segue a inquietação do coração que o impele interiormente a aproximar-se sempre mais de Deus, a procurar o seu Rosto, a conhecê-Lo cada vez melhor, para poder amá-Lo sempre mais. Também o Bispo deve ser um homem de coração vigilante que percebe a linguagem subtil de Deus e sabe discernir a verdade da aparência. Também o Bispo deve estar repleto da coragem da humildade, que não se interessa do que a opinião dominante diz dele, mas por critério toma a medida da verdade de Deus, comprometendo-se com ela «opportune – importune». Deve ser capaz de ir à frente indicando o caminho. Deve ir à frente seguindo Aquele que a todos nos precedeu, porque é o verdadeiro Pastor, a verdadeira estrela da promessa: Jesus Cristo. E deve ter a humildade de prostrar-se diante daquele Deus que Se tornou tão concreto e tão simples que contradiz o nosso orgulho insensato, que não quer ver Deus assim perto e pequenino. Deve viver a adoração do Filho de Deus feito homem, aquela adoração que lhe indica sem cessar o caminho.
A liturgia da Ordenação Episcopal exprime o essencial deste ministério em oito perguntas dirigidas aos Ordenandos, que começam sempre com a palavra: «Vultis? – Quereis?». As perguntas orientam a vontade e indicam-lhe o caminho a tomar. Gostaria de mencionar aqui, brevemente, algumas das palavras-chave desta orientação, nas quais se concretiza aquilo que há pouco reflectimos a partir dos Magos que aparecem na festa de hoje. A missão dos Bispos é «praedicare Evangelium Christi», «custodire», «dirigere», «pauperibus se misericordes praebere», «indesinenter orare». O anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, guardar o depósito sagrado da nossa fé, ir à frente e guiar, a misericórdia e a caridade para com os necessitados e os pobres nas quais se reflecte o amor misericordioso de Deus para connosco e, finalmente, a oração contínua são características fundamentais do ministério episcopal. A oração contínua significa nunca perder o contacto com Deus, deixar-se tocar sempre por Ele no íntimo do nosso coração e deste modo sermos permeados pela sua luz. Só quem conhece a Deus pessoalmente é que pode guiar os outros para Deus. E só quem guia os homens para Deus é que os guia pela estrada da vida.
O coração inquieto, de que falámos inspirando-nos em Santo Agostinho, é o coração que, em última análise, não se satisfaz com nada menos do que Deus e é, precisamente assim, que se torna um coração que ama. O nosso coração vive inquieto por Deus, e não pode ser doutro modo, embora hoje se procure, com «narcóticos» muito eficazes, libertar o homem desta inquietação. Mas não somos só nós, seres humanos, que vivemos inquietos relativamente a Deus. Também o coração de Deus vive inquieto relativamente ao homem. Deus espera-nos. Anda à nossa procura. Também Ele não descansa enquanto não nos tiver encontrado. O coração de Deus vive inquieto, e foi por isso que se pôs a caminho até junto de nós – até Belém, até ao Calvário, de Jerusalém até à Galileia e aos confins do mundo. Deus vive inquieto connosco, anda à procura de pessoas que se deixem contagiar por esta sua inquietação, pela sua paixão por nós; pessoas que vivem a busca que habita no seu coração e, ao mesmo tempo, se deixam tocar no coração pela busca de Deus a nosso respeito. Queridos amigos, foi esta a missão dos Apóstolos: acolher a inquietação de Deus pelo homem e levar o próprio Deus aos homens. E, seguindo os passos dos Apóstolos, esta é a vossa missão: deixai-vos tocar pela inquietação de Deus, a fim de que o anseio de Deus pelo homem possa ser satisfeito.
Os Magos seguiram a estrela. Através da linguagem da criação, encontraram o Deus da história. É certo que a linguagem da criação, por si só, não é suficiente. Apenas a Palavra de Deus, que encontramos na Sagrada Escritura, podia indicar-lhes definitivamente o caminho. Criação e Escritura, razão e fé devem dar-se as mãos para nos conduzirem ao Deus vivo. Muito se discutiu sobre o tipo de estrela que guiou os Magos. Pensa-se numa conjunção de planetas, numa Supernova, ou seja, uma daquelas estrelas inicialmente muito débeis que, na sequência duma explosão interna, irradia por algum tempo um imenso esplendor, num cometa, etc. Deixemos que os cientistas continuem esta discussão. A grande estrela, a verdadeira Supernova que nos guia é o próprio Cristo. Ele é, por assim dizer, a explosão do amor de Deus, que faz brilhar sobre o mundo o grande fulgor do seu coração. E podemos acrescentar: tanto os Magos do Oriente, mencionados no Evangelho de hoje, como os Santos em geral pouco a pouco tornaram-se eles mesmos constelações de Deus, que nos indicam o caminho. Em todas estas pessoas, o contacto com a Palavra de Deus provocou, por assim dizer, uma explosão de luz, através da qual o esplendor de Deus ilumina este nosso mundo e nos indica o caminho. Os Santos são estrelas de Deus, pelas quais nos deixamos guiar para Aquele por quem o nosso ser anseia. Queridos amigos, vós seguistes a estrela que é Jesus Cristo, quando dissestes o vosso «sim» ao sacerdócio e ao ministério episcopal. E certamente brilharam para vós também estrelas menores, que vos ajudaram a não errar o caminho. Na Ladainha dos Santos, invocamos todas estas estrelas de Deus, a fim de que brilhem sempre de novo para vós e vos indiquem o caminho. Com a Ordenação Episcopal, vós mesmos sois chamados a ser estrelas de Deus para os homens, guiando-os pelo caminho que leva à verdadeira Luz: Cristo. Invoquemos, pois, agora todos os Santos, para que possais corresponder sempre a esta vossa missão mostrando aos homens a luz de Deus. Amen.
© Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana
Imagens da Santa Missa:
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Especial: Ritos Orientais
A Liturgia cóptica é de S. Cirilo (= S. Marcos) em língua saídica e boáirica, dois dialetos da língua egípcia.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Natal em nossas Paróquias
Região Episcopal: Santana
Paróquia: Santíssima Trindade
Presidente da Celebração: Dom Vicente Joaquim Zico, CM (Arcebispo-Emérito de Belém)
Paróquia: Santíssima Trindade
Presidente da Celebração: Dom Vicente Joaquim Zico, CM (Arcebispo-Emérito de Belém)
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