quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Abertura da Festividade de São Tarcísio 2012

Na manhã do dia 04 de agosto de 2012 os Servidores do Altar da Arquidiocese de Belém se reuniram para celebrar a abertura da Festividade de São Tarcísio 2012. A abertura deu-se na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e contou com a presença de mais de 400 servidores do altar das diversas paróquias de nossa arquidiocese. A abertura constou de um momento de espiritualidade e reflexão acerca da vida de São Tarcísio, seguida de uma palestra dirigida pelo Pe. Plínio Pacheco (Diretor Espiritual Arquidiocesano) e ao final uma adoração ao SS. Sacramento.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mensagem da Semana

Trecho do Vexilla Regis, escrito na prisão da Ilha das Cobras

O espírito soberbo de satanás não compreendeu este mistério inefável da redenção do mundo pela humildade do sacrifício!

Não compreendeu que aquela cruz de madeira resumia um mundo! O mundo cristão, isto é, um mundo de almas castas, simples, humildes, pias, mortificadas, caridosas! – Um mundo novo, estranho, desconhecido das antigas filosofias, um complexo plasmoso de deveres novos, de novas relações com Deus e com os homens, de máximas extraordinárias que atordoam, que desconcertam a razão, que pareciam mesmo rematada loucura ao judeu e ao gentio, mas são a sabedoria mesma de Deus, revelada aos humildes no mistério da Cruz!

Ai! E quantos entres os mesmos cristãos ignoram esta filosofia sublime!

Quantos não compreendem a verdadeira significação do mistério da Redenção do mundo, pensando que esta redenção apenas na liberdade dada pelo cristianismo aos povos, na dignidade da mulher, na emancipação dos escravos, e em outros efeitos puramente extrínsecos e acidentais produzidos na ordem social!

Levanta-te, ó Cruz, na tua sublime realidade sobre os espíritos e os corações de todos os homens!

Levanta-te, lenho sacrossanto, Cruz gloriosa, a cujo poder nada resiste!

Tu, que apareceste objeto de horror e de ignorância, no alto do Gólgota, e após trezentos anos de lutas e embates cruéis, afrontando as tempestades, que levantaram contra ti todas as superstições, todos os preconceitos, todos os despotismos, te erguestes triunfante e radiosa sobre a vasta peanha do capitólio, marcando o centro universal da civilização;

Tu, que viste a teus pés humilhada a majestade dos Césares e de todas as pompas do paganismo;

Tu, que viste mansas, à tua sombra, as hordas bárbaras do setentrião;

Tu, que quebrastes a fúria e fizeste recuar espavorida a brutalidade dos filhos do Alcorão;

Tu, que assombraste, Cruz bendita, o berço das nações modernas, e lhes deste todo o esplendor da sua grandeza e da sua glória;

Tu, que viste arquejar impotentes, e expirar sucessivamente diante de ti, todos os cismas, todas as heresias, todas as impiedades, todas as injustiças, todas as usurpações, todas as violências, todas as imoralidades, todos os delírios, todas as revoluções!

Ó! Cruz imortal! Levante-te sobre o mundo presente dominado pelo mais abjeto naturalismo, e encaminha estas sociedades contemporâneas, tão revoltas e desvairadas, à paz tranquila de seus verdadeiros destinos!

E os séculos assombrados, vendo tua força divina, ó Cruz da redenção! Vendo o poder imenso que te sustem imóvel acima das revoluções dos povos e das ruínas, dos ímpios, cairão de joelhos exclamando:

“O Cristo Deus reinou do alto da Cruz”

“Regnavit e ligno Deus”

Por ti são os pecadores recebidos e em ti são justificados. O mundo em ti emparvece e se confunde, a soberba em ti é derrubada, é a humildade coroada.

Tu confirmaste os apóstolos, consagraste os mártires; santificaste todos os justos; alegras os anjos, sustentas e acrescentas a Igreja e povoas o paraíso.

Tu no dia de juízo virás diante de Jesus, para glória de seus filhos. Ó Cruz, Ó Cruz Santíssima! Abraço-te, com a esperança única do meu desterro – como meu farol no meio das trevas, como meu maior conforto nas atribulações, como minha segurança nos perigos, como meu alento nos trabalhos, como meu amparo nas precisões, como minha força nos desalentos, como o penhor preciosissimo de minha eterna bem-aventurança.

Dom Antônio de Macêdo Costa, 10˚ Bispo do Pará (1860-1890)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Memória de Santo Inácio de Loyola


"Ó Deus, que suscitastes em vossa Igreja santo Inácio de Loyola para propagar a maior glória do vosso nome, fazei que, auxiliados por ele, imitemos seu combate na terra, para partilharmos no céu sua vitória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo." Oração da Coleta

Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os eqüestres, seus preferidos. 

Em 1506, a família Lopez de Loyola estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada. No ano seguinte, Iñigo tornou-se pagem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, fez-se um exímio cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares. Era um homem que valorizava mais o orgulho do que a luxúria. 

Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar. Por isso foi prestar serviços a um outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas. 

Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou um longo tempo em convalescença. Nesse meio tempo, meio por acaso, trocou a leitura dos romances de infantaria e guerra, por livros sobre a vida dos santos e a Paixão de Cristo. E assim foi tocado pela graça. Incentivado por uma de suas irmãs, que cuidava dele, não voltou mais aos livros que antes adorava, passando a ler somente livros religiosos. Já curado, trocou a vida de militar por uma vida de dedicação a Deus. Foi, então, à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte e das pompas. 

Durante um ano, de 1522 a 1523, viveu retirado numa caverna em Manresa, como eremita e mendigo, o tempo todo em penitência, na solidão e passando as mais duras necessidades. Lá, durante esse período, preparou a base do seu livro mais importante: "Exercícios espirituais". E sua vida mudou tanto que do campo de batalhas passou a transitar no campo das idéias, indo estudar filosofia e teologia em Paris e Veneza. 

Em Paris, em 15 de agosto de 1534, juntaram-se a ele mais seis companheiros, e fundaram a Companhia de Jesus. Entre eles estava Francisco Xavier, que se tornou um dos maiores missionários da Ordem e também santo da Igreja. Mas todos só se ordenaram sacerdotes em 1537, quando concluíram os estudos, ocasião em que Iñigo tomou o nome de Inácio. Três anos depois, o papa Paulo III aprovou a nova Ordem e Inácio de Loyola foi escolhido para o cargo de superior-geral. 

Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo, para fixarem o cristianismo, especialmente aos nativos pagãos das terras do novo continente. Entretanto, desde que esteve no cargo de geral da Ordem, Inácio nunca gozou de boa saúde. Muito debilitado, morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália. 

A sua contribuição para a Igreja e para a humanidade foi a sua visão do catolicismo, que veio de sua incessante busca interior e que resultou em definições e obras cada vez mais atuais e presentes nos nossos dias. Foi canonizado pelo papa Gregório XV em 1622. A sua festa é celebrada, na data de sua morte, nos quatro cantos do planeta onde os jesuítas atuam. Santo Inácio de Loyola foi declarado Padroeiro de Todos os Retiros Espirituais pelo papa Pio XI em 1922.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mensagem da Semana

Foi sob o patrocínio de Nossa Senhora da Graça que, por obra de intrépidos Religiosos, aqui se fundou uma comunidade cristã, depois Diocese, de onde se irradiou, não sem dificuldades, o Evangelho de Cristo para esta parte norte do Brasil. E ela, a Mãe da Graça divina, acompanhava os missionários neste seu empenho e esforço e estava com a Mãe Igreja – da qual é o protótipo, o modelo e a suprema expressão – nos inícios da sua implantação nestas terras abençoadas: abençoadas por Deus Criador, com as riquezas e belezas naturais que nos maravilham; e abençoadas por Cristo Redentor, depois, com os bens da Salvação por Ele operada, e que nós agora aqui celebramos.

Servo de Deus João Paulo II, pronunciado em 8 de julho de 1980 na nossa cidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pe. Francisco Silva é eleito superior geral dos Barnabitas

Pe. Francisco Silva junto ao antigo superior geral Pe. Giovanni Villa

Revmo. Pe. Francisco Chagas Santos da Silva, foi eleito padre geral dos Barnabitas para o sexênio 2012-2018. Nascido em Irituia, Estado do Pará, Brasil, a 24 de novembro de 1960, é primeiro brasileiro eleito para tal cargo, dentre as funções que exerceu, foi pároco da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, estando durante anos a frente do preparativos do Círio de Nazaré.

Ele estará a frente de uma das mais antigas ordens religiosas da igreja, que foi fundada por Santo Antônio Maria Zaccaria,  e tem três institutos: o Clérigos Regulares de São Paulo ou Barnabitas (para os religiosos); o Freiras Angélicas de São Paulo (para as religiosas); e o Leigos de São Paulo (para os leigos).

O apelido "barnabitas" vem porque a primeira casa-madre era na Igreja de São Barnabé, em Milão, até 1622, quando foi transferida para Roma.

A aprovação à nova ordem foi dada pelo Papa Clemente VII em 18 de fevereiro de 1533. Os barnabitas chegaram ao Brasil em 1903 em dois grupos. O primeiro grupo assumiu o Seminário Diocesano de Belém. O outro grupo estabeleceu-se em Petrolina. No ano seguinte, registra-se a presença barnabita em Bragança. Em 1906, asssumem a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. Em 1909, assumiram a construção de uma nova igreja e onde hoje dirigem a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, responsável pela maior festa religiosa do país: o Círio de Nazaré.
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