sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mensagem da Semana

Multipliquem-se os altares, é sempre uma e a mesma Vítima divina que se imola duzentas ou trezentas mil vezes por dia em toda a redondeza da terra; multiplique-se igualmente a sagrada mesa, é sempre um e o mesmo manjar divino, que todos comungam, e a todos, sejam êles milhões, coaduna num só Corpo místico de Cristo. Por isso pôde dizer o génio de S. Agostinho, que a sagrada Eucaristia é, finalmente, a sociedade dos escolhidos, porque a simboliza, a prepara e a forma (August. in Ioann. Ev. tract. XXVI n. 15-17 - Migne PL, t. 35 col. 1614).

Servo de Deus Pio XII, rádio-mensagem por ocasião do VI Congresso Eucarístico Nacional em 1953, ocorrido em nossa cidade.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Agradecimento - Festividade de São Tarcísio 2012

ARQUIDIOCESE DE BELÉM
CONSELHO ARQUIDIOCESANO DOS SERVIDORES DO ALTAR

Belém, 15 de agosto de 2012

Amados amigos no Senhor,

Temos obrigação de agradecer ao Senhor Deus e a todos que tornaram os momentos que passamos na manhã deste 15 de agosto de 2012 inesquecíveis, porém como fazê-lo, se já o fizemos. Sim, o fizemos, pois a Santa Missa é a maior das ação de graças a Deus, Eucaristia significa propriamente isso, Ação de Graças.

O Salmo 115 nos propõe a seguinte máxima: “Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.”. O que temos feito diariamente senão isto? Ao ajudarmos ao altar do Senhor tomamos parte dele, e o fazemos precisamente para dar graças a ele, ele se doa a nós, doemo-nos também a ele, tomemos parte da divindade dele, como ele toma parte de nossa humanidade.

Nosso excelso mártir fez senão isto, tomou parte de tal modo da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, que servindo ao sacrifício incruento do altar, pelo martírio tomou parte do sacrifício cruento da cruz. Este pensamento nos ajuda a entender o tema que longamente meditamos durante toda esta festividade, “São Tarcísio, mártir da Fé”. Porém, a nós é perguntado, o que é ser mártir da fé em nossos dias? Nosso tempo é muito diferente ao de Tarcísio, por outro lado, as exigências não são menores, ao servirmos ao sacrifício incruento do altar devemos ter em mente o sacrifício cruento da cruz, se compreendemos tal ligação certamente seremos melhores servidores da Santa Igreja, e antes de tudo, melhores por sermos Igreja.

Agradecer nominalmente a todos que tornaram esta Festividade de São Tarcísio 2012 possível, seria além de demasiadamente alongado, faria com que inevitavelmente cometêssemos omissões imperdoáveis, pois cada Servidor do Altar que participou merece ter um agradecimento especial.

Então, como agradecer?

O Salmo 115 novamente nos responde, ajudaremos ao “elevar o cálice da Salvação”, invocando hoje e sempre o nome santo do Senhor.

São Tarcísio, rogai por nós!

João Antônio Lima
Coordenador Arquidiocesano

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Orientações para Procissão de São Tarcísio

1. Horários e locais de concentração:

- Membros do Conselho Arquidiocesano dos Servidores do Altar queiram estar às 06:30h, em frente e Paróquia de São Francisco de Assis - Capuchinhos. 

- Servidores do Altar que acompanharão a procissão paramentados, queiram estar às 07:15h, na quadra ao lado da Paróquia São Francisco de Assis - Capuchinhos. Estando lá, devem permanecer próximos as paróquias de sua região episcopal. 

2. Vestimentas litúrgicas: 

- Servidores do Altar devem usar túnica branca ou túnica vermelha com sobrepeliz branco.

3. Trajeto da procissão:

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Abertura da Festividade de São Tarcísio 2012

Na manhã do dia 04 de agosto de 2012 os Servidores do Altar da Arquidiocese de Belém se reuniram para celebrar a abertura da Festividade de São Tarcísio 2012. A abertura deu-se na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e contou com a presença de mais de 400 servidores do altar das diversas paróquias de nossa arquidiocese. A abertura constou de um momento de espiritualidade e reflexão acerca da vida de São Tarcísio, seguida de uma palestra dirigida pelo Pe. Plínio Pacheco (Diretor Espiritual Arquidiocesano) e ao final uma adoração ao SS. Sacramento.

Veja as fotos:











Veja mais fotos abaixo:

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mensagem da Semana

Trecho do Vexilla Regis, escrito na prisão da Ilha das Cobras

O espírito soberbo de satanás não compreendeu este mistério inefável da redenção do mundo pela humildade do sacrifício!

Não compreendeu que aquela cruz de madeira resumia um mundo! O mundo cristão, isto é, um mundo de almas castas, simples, humildes, pias, mortificadas, caridosas! – Um mundo novo, estranho, desconhecido das antigas filosofias, um complexo plasmoso de deveres novos, de novas relações com Deus e com os homens, de máximas extraordinárias que atordoam, que desconcertam a razão, que pareciam mesmo rematada loucura ao judeu e ao gentio, mas são a sabedoria mesma de Deus, revelada aos humildes no mistério da Cruz!

Ai! E quantos entres os mesmos cristãos ignoram esta filosofia sublime!

Quantos não compreendem a verdadeira significação do mistério da Redenção do mundo, pensando que esta redenção apenas na liberdade dada pelo cristianismo aos povos, na dignidade da mulher, na emancipação dos escravos, e em outros efeitos puramente extrínsecos e acidentais produzidos na ordem social!

Levanta-te, ó Cruz, na tua sublime realidade sobre os espíritos e os corações de todos os homens!

Levanta-te, lenho sacrossanto, Cruz gloriosa, a cujo poder nada resiste!

Tu, que apareceste objeto de horror e de ignorância, no alto do Gólgota, e após trezentos anos de lutas e embates cruéis, afrontando as tempestades, que levantaram contra ti todas as superstições, todos os preconceitos, todos os despotismos, te erguestes triunfante e radiosa sobre a vasta peanha do capitólio, marcando o centro universal da civilização;

Tu, que viste a teus pés humilhada a majestade dos Césares e de todas as pompas do paganismo;

Tu, que viste mansas, à tua sombra, as hordas bárbaras do setentrião;

Tu, que quebrastes a fúria e fizeste recuar espavorida a brutalidade dos filhos do Alcorão;

Tu, que assombraste, Cruz bendita, o berço das nações modernas, e lhes deste todo o esplendor da sua grandeza e da sua glória;

Tu, que viste arquejar impotentes, e expirar sucessivamente diante de ti, todos os cismas, todas as heresias, todas as impiedades, todas as injustiças, todas as usurpações, todas as violências, todas as imoralidades, todos os delírios, todas as revoluções!

Ó! Cruz imortal! Levante-te sobre o mundo presente dominado pelo mais abjeto naturalismo, e encaminha estas sociedades contemporâneas, tão revoltas e desvairadas, à paz tranquila de seus verdadeiros destinos!

E os séculos assombrados, vendo tua força divina, ó Cruz da redenção! Vendo o poder imenso que te sustem imóvel acima das revoluções dos povos e das ruínas, dos ímpios, cairão de joelhos exclamando:

“O Cristo Deus reinou do alto da Cruz”

“Regnavit e ligno Deus”

Por ti são os pecadores recebidos e em ti são justificados. O mundo em ti emparvece e se confunde, a soberba em ti é derrubada, é a humildade coroada.

Tu confirmaste os apóstolos, consagraste os mártires; santificaste todos os justos; alegras os anjos, sustentas e acrescentas a Igreja e povoas o paraíso.

Tu no dia de juízo virás diante de Jesus, para glória de seus filhos. Ó Cruz, Ó Cruz Santíssima! Abraço-te, com a esperança única do meu desterro – como meu farol no meio das trevas, como meu maior conforto nas atribulações, como minha segurança nos perigos, como meu alento nos trabalhos, como meu amparo nas precisões, como minha força nos desalentos, como o penhor preciosissimo de minha eterna bem-aventurança.

Dom Antônio de Macêdo Costa, 10˚ Bispo do Pará (1860-1890)
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