domingo, 12 de janeiro de 2014
Lista dos cardeais nomeados pelo Papa Francisco - Consistório em 22 de fevereiro
Após os Angelus da Festa do Batismo do Senhor, o Santo Padre o Papa Francisco tornou pública a nomeação de 19 novos membros para o Sacro Colégio, o Consistório público para a criação dos referidos cardeais será dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de Pedro. Abaixo os nomes:
A lista dos cardeais nomeados hoje pelo Papa Francisco
Dom Pietro Parolin, italiano, Secretário de Estado
Dom Lorenzo Bardisseri, italiano, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos
Dom Gerhard Ludwig Muller, alemão, arcebispo emérito de Regensburg, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé
Dom Beniamino Stella, italiano, Prefeito da Congregação para o Clero
Dom Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, Inglaterra
Dom Leopoldo Solorzano, arcebispo de Manágua, Nicarágua
Dom Gérald Lacroix, arcebispo de Québec, Canadá
Dom Jean–Pierre Kutwa, arcebispo de Abidjão, Costa do Marfim
Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, Brasil
Dom Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia, Itália
Dom Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires, Argentina
Dom Andrew Yeom Soo Jung, arcebispo de Seul, Coreia
Dom Ricardo Andrello, arcebispo de Santiago do Chile
Dom Philippe Ouédraogo, arcebispo de Ouagadougou, Burkina Faso
Dom Orlando Quevedo, arcebispo de Cotabato, Filipinas
Dom Chibly Langlois, bispo de Les Cayes, Haiti
E os não-eleitores, por serviços prestados:
Dom Loris Capovilla, de 98 anos, Prelado emérito de Loreto, que foi secretário pessoal do Papa João XXIII
Dom Fernando Sebastian Aguillar, arcebispo emérito de Pamplona, Espanha
Dom Kelvin Felix, arcebispo emérito de Castries, Jamaica.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Josefinos de Murialdo
CONGREGAÇÃO DE SÃO JOSÉ - Josefinos de Murialdo
Foi fundada por São Leonardo Murialdo no dia 19 de março de 1873, em Turim na Itália. Chamam-se “Josefinos’, porque a Família de Nazaré, em especial São José, é o modelo onde a congregação foi buscar suas inspirações originais. Josefinos de Murialdo porque o fundador foi São Leonardo Murialdo.
Seu empenho apostólico se endereça preferencialmente à educação e promoção de crianças, adolescentes e jovens pobres, órfãos e abandonados, diremos hoje, em situação de risco pessoal e social, sendo para eles amigos, irmãos e pais.
Sua atuação se faz em obras sociais, paróquias, centros educativos, centros de formação profissional, casas-famílias (abrigos), oratórios, escolas. Voltam-se, sobretudo, para os bairros populares, periferias de centros urbanos, fazendo de suas obras e paróquias centros de irradiação e animação da promoção humana, social e cristã.
Atualmente a congregação está presente: Na Europa (Itália, Espanha, Albânia, Romênia); na Ásia (Índia); na África (Guiné Bissau, Serra Leoa, Gana); na América (Estados Unidos, México, Equador, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil)
Josefinos no Brasil
No Brasil os Josefinos de Murialdo chegaram em 05 de janeiro de 1915, procedente da Itália, aportando na Estação de Quinta, Rio Grande, RS; depois Jaguarão, RS, mais tarde em Pelotas e por fim, em Ana Rech, Caxias do Sul.
Os sacerdotes Pe. Oreste Trombem e Pe. Giuseppe Longo foram os dois primeiros josefinos que apostaram em terras brasileiras em 1915. Em março do mesmo ano chegaram também o Pe. Umberto Pagliari e o Ir. Ermenegildo Guerrini.
Antes de ser tornar província, a Congregação no Brasil viveu diversas etapas:
Primeira: a presença dos Josefinos no Brasil foi institucionalizada inicialmente como Missão, de 1915 até 1935, com sede em Jaguarão;
Segunda: de 1935 a 1937, vice-província do Brasil, com sede no Brasil, abrangendo também a Argentina;
Terceira: de 1938 a 1946, a província da América Latina, com sede em Buenos Aires.
A instituição da Província Brasileira do Imaculado Coração de Maria ocorreu no dia 26 de outubro de 1946, com sede em Caxias do Sul, RS.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Padre Irineu Roman nomeado bispo auxiliar de Belém
HISTÓRICO DO MONS. IRINEU ROMAN
1958 – Nasceu em Vista Alegre do Prata-RS: 10/08/1958, no Hospital Municipal de Guaporé – RS. Filho de Marcelino Roman e Idolvina Biasotto Roman. Recebeu o Batismo, 1ª Eucaristia e Crisma na Paróquia São José, em Vista Alegre do Prata – RS – Frequentou a Escola de Ensino Fundamental e exerceu o cargo de Agricultor.
1973 a 1975 – Ensino Fundamental no Seminário Josefino – Fazenda Sousa – Caxias do Sul – RS
1976 a 1978 – Seminário Murialdo - 2º Grau – Araranguá – SC
1978 – Postulado – Araranguá - SC
1979 – Noviciado – Porto Alegre – RS
1980 – Primeiros Votos Religiosos em Porto Alegre - RS
1980 - 1º Ano de Filosofia – Seminário Maior de Viamão – RS
1981 – Residência na Comunidade Religiosa de Ana Rech – RS. Exerceu o cargo de acompanhamento aos jovens nos pátios e grupos de jovens, além dos estudos filosóficos
1981 a 1983 – Conclusão da Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Curso reconhecido pelo MEC.
1982 a 1983 – Estágio (Magistério) na Comunidade do Seminário Josefino de Fazenda Sousa – RS – Neste período exerceu o cargo de Professor e Assistente dos Seminaristas
1984 a 1986 – Teologia no Instituto Teológico do Norte do Paraná - Londrina – PR
1987 a 1989 – Curso de Licenciatura Plena em Teologia na PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
1987 a 1989 – Membro da Equipe Executiva do Instituto de Pastoral da Juventude – IPJ em Porto Alegre – RS.
1988 – Votos Perpétuos na Congregação de São José – Josefinos de Murialdo
1989 – Ordenação Diaconal na Paróquia São José de Murialdo, em Porto Alegre – RS – Bispo Ordenante: D. Tadeu
1990 – Ordenação Presbiteral na Paróquia São José, em Vista Alegre do Prata – RS – Bispo Ordenante: D. Paulo Moreto (Bispo da Diocese de Caxias do Sul - RS
1990 a 1991 – Seminário Menor em Fazendo Sousa – Caxias do Sul – RS – Exerceu o cargo de Professor, Ecônomo, Assistente dos Seminaristas e Vigário Paroquial
1992 a 1994 (agosto) – Seminário de 2º Grau em Ana Rech – Caxias do Sul – RS – Exerceu o cargo de Assistente dos Seminaristas, Professor no Colégio Murialdo e Vigário Paroquial
1994 a 1998 – Vigário Paroquial na Paróquia Santa Rita de Cássia – Planaltina – DF
1999 – Curso de Missiologia (março a junho), no Centro Missionário José Allamano, em São Paulo – SP
1999 – Paróquia Santa Edwiges (chegada em Belém em 15 de julho de 1999)
1999 – Pároco da Paróquia Santa Edwiges (Posse dia 17 de outubro de 1999 com o Arcebispo D. Vicente Joaquim Zico) – Arquidiocese de Belém – PA
2000 a 2012 – Pároco da Paróquia Santa Edwiges em Belém – Pará. Neste período, Pe. Irineu exerceu o cargo de Vice – Diretor, Ecônomo e Diretor da Comunidade Religiosa dos Josefinos de Murialdo em Belém. Na Arquidiocese de Belém exerce até hoje o cargo de membro do Conselho Presbiteral e Vigário Episcopal da Região São João Batista.
08/01/2014 - Nomeado bispo titular de Sertei e Auxiliar de Belém do Pará.
08/01/2014 - Nomeado bispo titular de Sertei e Auxiliar de Belém do Pará.
CERTIFICADOS E DIPLOMAS
1979 – Curso de Iniciação à Vida Religiosa – Porto Alegre – RS
1980 – Curso de Extensão Universitária de Teologia sobre Terra, Migração, Cidade e Pastoral- PUC-RS
1980 a 1990 – Certificados dos Retiros: ESCOLA EM BUSCA DO SER – Caxias do Sul – RS
1981 –Seminário de Extensão Universitária sobre Parapsicologia – Caxias do Sul – RS
1982 – Curso de Parapsicologia – Caxias do Sul – RS
1983 – Curso de Extensão Universitária sobre “Parapsicologia e Religião” – São Paulo – SP
1985 – Diploma de “LICENCIADO EM FILOSOFIA”, pela Universidade de Caxias do Sul – RS
1986 – Semana Teológica – Londrina – PR
1986 – II Seminário Josefino de Menor – Caxias do Sul – RS
1986 a 1987 – Curso de Assessores de Jovens (CAJO) – Porto Alegre – RS
1987 – Participação do Cristão no Projeto Político Popular – PUC – RS
1987 – V Mês Murialdino – Caxias do Sul – RS
1989 – V Congresso Nacional sobre “Sistema Preventivo de Dom Bosco” – Porto Alegre – RS
1990 – “Ciclo de Debates” – Criança – Prioridade Absoluta – Caxias do Sul – RS
1990 – Diploma de “LICENCIADO EM TEOLOGIA” - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre – RS
1993 – XV Congresso de Apamemur – Caxias do Sul – RS
1996 – Curso de Treinamento em Prevenção ao uso indevido de Drogas – Brasília – DF
1997 – VI Seminário Murialdino do Menor – Caxias do Sul – RS
1999 – Curso de MISSIOLOGIA – São Paulo – SP
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| Mons. Irineu Roman na procissão em honra a Santa Edwiges, padroeira da paróquia em que foi pároco. |
sábado, 4 de janeiro de 2014
Solenidade da Epifania do Senhor
Epifania, como dizem os gregos, é a segunda solenidade no tempo do Natal. Jubilosos celebramos com a Santa Igreja a entrada solene de Cristo-Rei no mundo, na humanidade e na alma de cada um de nós. O que nascera no silêncio da noite de natal, manifesta-se agora aos olhos do mundo. O rei da eterna glória entra em sua cidade, a nova Jerusalém, a Santa igreja.
Os ofícios litúrgicos, especialmente o da madrugada, Laudes, falam de uma tríplice manifestação de Jesus. Diz a Antífona: “Hoje o esposo celestial se uniu a Igreja, porque o Cristo lavou no Jordão os crimes dela”. No batismo de Jesus, o Pai eterno deu testemunho a seu filho: “Este é o meu filho, a ele deveis ouvir”. “Os magos se apressam para as núpcias do Rei, com as suas dádivas”. Com os magos, somos também nós convidados a apresentar a nossa dádiva: o dom de nós mesmos.
Oferecemo-nos com o Cristo e recebemos o Cristo. A vida interior do cristão é uma reprodução da vida de Cristo. Este é a finalidade desta festa, assim como Jesus se manifestou aos magos, pedimos que se manifeste a cada cristão, pela luz da fé.
Santa Missa da Epifania do Senhor
Oração do dia
Ó Deus, que hoje revelastes o vosso filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas
Ó Deus, olhai com bondade as oferendas da vossa Igreja, que não mais vos apresenta ouro, incenso e mirra, mas o próprio Jesus Cristo, imolado e recebido em comunhão nos dons que o simbolizam. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Vimos a sua estrela no Oriente e viemos com presentes adorar o Senhor (Mt 2,2).
Depois da comunhão
Ó Deus, guiai-nos sempre e por toda parte com a vossa luz celeste, para que possamos acolher com fé e viver com amor o mistério que nos destes participar. Por Cristo, nosso Senhor.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Memória do Santíssimo Nome de Jesus
É em nome do Divino Salvador que a Igreja reza, cura os enfermos,
evangeliza os povos, expulsa os demônios, enfim, realiza sua
obra de salvação das almas
E seu nome será: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz" (Is 9, 5).
Sim, quanto é maravilhoso, rico e simbólico este nome que, segundo o Profeta Isaías, significa "Deus conosco"! Como o Arcanjo Gabriel deve ter enlevado a Santíssima Virgem Maria - que ponderava todas as coisas em seu coração - com estas palavras no momento da Anunciação: "E Lhe porás o nome de Jesus"! (Lc 1,31).
Fecunda fonte de inspiração
Esta frase, que ficou indelevelmente gravada no Imaculado Coração de Maria, chega aos ouvidos dos fiéis de todos os tempos, no orbe terrestre inteiro, fecundando os bons afetos de todo homem batizado. Ao longo dos séculos, diversas almas monásticas e contemplativas foram inspiradas por ela a tal ponto que inúmeras composições de canto gregoriano versam sobre o suave nome do Filho de Deus.
Há uma misteriosa e insondável relação entre o nome de Jesus e o Verbo Encarnado, não sendo possível conceber outro que lhe seja mais apropriado.
É o mais suave e santo dos nomes. Ele é um símbolo sacratíssimo do Filho de Deus, e sumamente eficaz para atrair sobre nós as graças e favores celestiais. O próprio Nosso Senhor prometeu: "Qualquer coisa que peçais a meu Pai em meu nome, Ele vo-la concederá" (Jo 14,13). Que magnífico convite para repeti-lo sem cessar e com ilimitada confiança!
Invoque este nome poderosíssimo!
A Santa Igreja, mãe próvida e solícita, concede indulgências a quem invocá-lo com reverência, inclusive põe à disposição de seus filhos a Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus, incentivando-os a rezá-la com freqüência.
No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos do mundo e seus sacerdotes a pronunciar muitas vezes o nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste nome todo poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então. O Papa confiou particularmente aos dominicanos a tarefa de pregar as maravilhas do Santo Nome, obra que eles realizaram com zelo, obtendo grandes sucessos e vitórias para a Santa Igreja.
Um vigoroso exemplo da eficácia do Santo Nome de Jesus verificou-se por ocasião de uma epidemia devastadora surgida em Lisboa em 1432. Todos os que podiam, fugiam aterrorizados da cidade, levando assim a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. Entre os heróicos membros do clero que davam assistência aos agonizantes estava um venerável bispo dominicano, Dom André Dias, o qual incentivava a população a invocar o Santo Nome de Jesus.
Ele percorria incansavelmente o país, recomendando a todos, inclusive aos que ainda não tinham sido atingidos pela terrível enfermidade, a repetir: Jesus, Jesus! "Escrevam este nome em cartões, mantenham esses cartões sobre seus corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos em suas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com seus lábios e em seus corações este nome poderosíssimo".
Maravilha! Em um prazo incrivelmente curto o país inteiro foi libertado da epidemia, e as pessoas agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de nosso Salvador. De Portugal, essa confiança espalhou-se para a Espanha, França e o resto do mundo.
Uma retribuição agradável a Deus
O ardoroso São Paulo é o apóstolo por excelência do Santo Nome de Jesus. Diz ele que este é "o nome acima de todos os nomes", e louva seu poder com estas palavras: "Ao nome de Jesus dobrem-se todos os joelhos nos céus, na terra e nos infernos" (Fil 2,10).
São Bernardo era tomado de inefável alegria e consolação ao repetir o nome de Jesus. Ele sentia como se tivesse mel em sua boca, e uma deliciosa paz em seu coração. São Francisco de Sales não hesita em dizer que quem tem o costume de repetir com freqüência o nome de Jesus, pode estar certo de obter a graça de uma morte santa e feliz. Outro imenso favor!
Mas este grande dom não nos pede alguma retribuição?
Sim. Além de muita confiança e gratidão, o desejo sincero de viver em inteira consonância com as infinitas belezas contidas no santíssimo Nome de Jesus. E também - a exemplo do venerável bispo português Dom André Dias - o empenho em divulgá-lo aos quatro ventos. Digna de honra e louvor é a mãe verdadeiramente católica, que ensina seus filhos a pronunciar os doces nomes de Jesus e de Maria mesmo antes de dizer mamãe e papai, bem como a pautar sua vida pela desses
dois modelos divinos.
* * * * * * * * * *
Muitos habitantes de Jerusalém assistiram à cena tão bem narrada nos Atos dos Apóstolos, que o leitor tem a impressão de estar também presente.
Pedro e João subiam ao Templo para rezar. Um coxo de nascença, postado na Porta Formosa, lhes pediu esmola.
- Olha para nós! - disse-lhe o Príncipe dos Apóstolos. - O pobre fitou-os com atenção, perguntando- se quanto iria receber.
- Não tenho prata nem ouro, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda. - Dando um salto, o aleijado pôsse de pé e entrou com eles no Templo, saltando e louvando a Deus. E de tal forma agarrou-se aos dois Apóstolos que em torno destes juntou-se uma multidão estupefata. Ao ver isso, Pedro assim falou:
- Varões israelitas, por que olhais para nós, como se por nosso poder tivéssemos feito andar este homem? O Deus de nossos pais glorificou seu filho Jesus. Mediante a fé em seu nome é que esse mesmo nome deu a cura perfeita a este homem que vós vedes e conheceis.
Não há outro nome pelo qual sejamos salvos
Continuou São Pedro seu discurso, exortando os ouvintes à conversão, até ser interrompido por alguns sacerdotes e saduceus, acompanhados do chefe da guarda do Templo, o qual prendeu os dois homens de Deus. No dia seguinte, foram eles conduzidos à presença do Sumo Sacerdote e seu Conselho.
- Com que poder e em nome de quem fizestes isso? - perguntaram-lhe. A resposta veio serena, mas firme:
- Príncipes do povo e anciãos, ouvi- me! Já que somos aqui interrogados sobre a cura de um homem enfermo, seja notório a todo o povo de Israel que é em nome de Jesus Cristo Nazareno, é por ele que este homem está são diante de vós. Não há salvação em nenhum outro, porque não há sob o céu nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos.
Por que proibir?
A firmeza do Primeiro Papa deixou desconcertados os inimigos de Jesus. Fazendo-os sair da sala do Conselho, deliberaram entre si:"Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar. Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos que no futuro falem a alguém nesse nome" (At 4, 16-17).
Chamaram, então, de volta os dois discípulos do Senhor e os intimaram terminantemente a nunca mais falar ou ensinar em nome de Jesus. Ordem à qual, aliás, Pedro e João declararam de forma categórica que não obedeceriam, pois deviam obediência a Deus antes de tudo. Qual o motivo de tão injustificada proibição?
Na perspectiva dos inimigos de Deus e de sua Igreja, não é difícil entender a razão: muitos dos que ouviram aquela pregação de São Pedro creram, "e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil" (At 4, 4). Compreende-se, assim, a sanha do Sinédrio, pois percebia bem que, nessa proporção, em pouco tempo a Igreja se expandiria por todo o mundo.
Pregar o Evangelho é proclamar o nome de Jesus
Como poderia a Santa Igreja deixar de orar, pregar, batizar e curar em nome de Jesus?
Desde os primeiros dias do Cristianismo, pregar o Evangelho é proclamar esse nome glorioso entre todos. É pelo seu poder divino que se operam os milagres: "Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas (...) imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados" (Mc 16, 17-18).
O nome do Redentor não podia deixar de ocupar um lugar proeminente na vida da Igreja, uma vez que Ele próprio afirmou: "Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei" (Jo 14, 13). E no ato do Batismo, pelo qual nasce o cristão, é "em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus" que a alma é lavada, santificada e justificada (Cf. 1Co 6, 11).
Tudo isso tem uma valiosa aplicação em nossa vida de católicos: a invocação do Santíssimo Nome de Jesus é uma fonte inesgotável de graças para a santificação pessoal e as obras de evangelização. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2005, n. 37, p. 22-25)
Orações da Santa Missa
Oração do dia: Nós vos pedimos, ó Deus, ao venerarmos o santo nome de Jesus, que, saboreando na terra a sua doçura, gozemos no céu a eterna alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Acolhei, ó Pai todo-poderoso, estas oferendas que vos apresentamos em nome do vosso filho; confiando em sua promessa, estamos certos de obter o que pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Concedei-nos, ó Deus, venerar dignamente, neste santos mistérios, Jesus, o Senhor, para que a seu nome todo joelho se dobre e a humanidade encontre nele a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, redentor do mundo, que sois Deus.
Espírito Santo, que sois Deus,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Jesus Filho de Deus vivo,
Jesus, esplendor do Pai,
Jesus, pureza da luz eterna,
Jesus, Rei da glória,
Jesus, sol de justiça,
Jesus, Filho da Virgem Maria,
Jesus amável,
Jesus admirável,
Jesus, Deus forte,
Jesus, Pai do futuro século,
Jesus, Anjo do grande conselho,
Jesus poderosíssimo,
Jesus pacientíssimo,
Jesus obedientíssimo,
Jesus, brando e humilde de coração
Jesus, amante da castidade,
Jesus, amador nosso,
Jesus, Deus da paz,
Jesus, autor da vida,
Jesus, exemplar das virtudes,
Jesus, zelador das almas,
Jesus, nosso Deus,
Jesus, nosso refúgio,
Jesus, pai dos pobres,
Jesus, tesouro dos fiéis,
Jesus, bom Pastor,
Jesus, verdadeira luz,
Jesus, Sabedoria eterna,
Jesus, bondade infinita,
Jesus, nosso caminho e nossa vida,
Jesus, alegria dos Anjos,
Jesus, Rei dos Patriarcas,
Jesus, Mestre dos Apóstolos,
Jesus, Doutor dos evagelistas,
Jesus, fortaleza dos Mártires,
Jesus, luz dos Confessores
Jesus, pureza das virgens,
Jesus, coroa de todos os santos,
Sede-nos propício: perdoai-nos, Jesus.
Sede-nos propício, ouví-nos, Jesus.
De todo o mal, livrai-nos Jesus.
De todo o pecado,
Da vossa ira,
Das cidades do demônio,
Do espírito da impureza,
Da morte eterna,
Do desprezo das vossas inspirações,
Pelo mistério da vossa santa Encarnação,
Pela vossa natividade,
Pela vossa infância,
Por toda a vossa santíssima vida,
Pelos vossos trabalhos,
Pela vossa agonia e pela vossa paixão,
Pela vossa cruz e pelo vosso desamparo,
Pelas nossas angústias,
Pela vossa morte e pela vossa sepultura,
Pela vossa ressurreição,
Pela vossa ascensão,
Pela vossa instituição da santíssima Eucaristia.
Pelas vossas alegrias,
Pela vossa glória,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Jesus.
Jesus, ouvi-nos.
Jesus, atendei-nos.
Oremos: Senhor Jesus Cristo que dissestes: Pedi e recebereis; buscais e achareis; batei e abrir-se-vos-á,nos vos suplicamos que concedas a nós, que vo-lo pedimos, os sentimentos afetivos de vosso divino amor, a fim de que nós de todo coração e que esse amor transceda por nossas ações, sem que deixemos de vos amar. Permiti que tenhamos sempre, Senhor , um igual temor e amor pelo vosso santo nome; pois não deixais de governar aqueles que estabeleceis na firmeza do vosso amor.Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Amem.
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