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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hinos - Sequência da Páscoa - Victimae Paschali Laudes


A sequência do dia de Páscoa é cantada no Domingo da Ressureição logo após a segunda leitura e antes do Aleluia.Victimae Paschali Laudes (Salve Vítima Pascal) é uma das quatro sequências medievais que foram preservados no Missal Romano publicado em 1570 após o Concílio de Trento.

Victimae paschali Laudes
immolent Christiani.

Agnus redemit Oves:
Christus Innocens Patri
reconciliavit peccatores.

Mors et vita duello
conflixere mirando:
dux vitae Mortuus,
vivus regnat.

Dic nobis Maria,
quid vidisti na via?

Sepulcrum Christi viventis,
et gloriam vidi resurgentis:

Angelicos testículos,
sudário, vestes et.

Surrexit Christus spes mea:
suos praecedet em Galilaeam.

Credendum magis est soli
Mariae veraci
Quam Judaeorum Turbae Fallaci.

Scimus Christum surrexisse
um vere mortuis:
tu nobis, victor Rex, miserere.
Amen.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hinos - Adoro te Devote



Adoro te devote é um hino de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento, escrito por São Tomás de Aquino.

Adóro te devóte, latens Déitas,
Quae sub his figúris vere látitas:
Tibi se cor meum totum súbiicit,
Quia te contémplans totum déficit.

Visus, tactus, gustus in te fállitur,
Sed audítu solo tuto créditur.
Credo, quidquid dixit Dei Fílus:
Nil hoc verbo Veritátis vérius.

In cruce latébat sola Déitas,
At hic latet simul et humánitas;
Ambo tamen credens atque cónfitens,
Peto quod petívit latro paénitens.

Plagas, sicut Thomas, non intúeor;
Deum tamen meum te confíteor.
Fac me tibi semper magis crédere,
In te spem habére, te dilígere.

O memoriále mortis Dómini!
Panis vivus, vitam praestan hómini!
Praesta meae menti de te vívere.
Et te illi semper dulce sápere.

Pie pellicáne, Iesu Dómine,
Me immúndum munda tuo sánguine.
Cuius una stilla salvum fácere
Totum mundum quit ab omni scélere.

Iesu, quem velátum nunc aspício,
Oro fiat illud quod tam sítio;
Ut te reveláta cernens fácie,
Visu sim beátus tuae glóriae. Amen.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hinos - Improperia "Popule Meus"


O Improperia são uma série de antífonas e respostas, expressando o protesto de Jesus Cristo com o Seu povo. Eles também são conhecidos como a "censura". Na liturgia católica que são cantadas como parte do cumprimento da Paixão, na Ação Litúrgica da tarde da sexta-feira santa. O Improperia aparece no Pontificale de Prudêncio (846-61) e, gradualmente, entrou em uso em toda a Europa nos séculos XI e XII, até ser finalmente incorporado no Ordo romano no século XIV.


Meus Popule, quid tibi feci? Aut em quo constristavi te? Responde mihi.

Quia eduxi te de terra aegypti: parasti Crucem Salvatori tuo.

Hagios o Theos.

Sanctus Deus.

Hagios Ischyros.

Sanctus Fortis.

Hagios Athanatos, eleison Hymas.

Sanctus Immortalis, miserere nobis.


Ego propter te flagellavi Ægyptum cum suis primogenitis: et tu me flagellatum tradidisti.

Meus Popule, quid tibi feci? Aut em quo constristavi te? Responde mihi.

Ego te eduxi de Ægypto, demerso Pharaone em mare rubrum: et tu me tradidisti principibus sacerdotum.

Meus Popule, quid tibi feci? Aut em quo constristavi te? Responde mihi.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hinos - Ave Regina Caelorum


Ave Regina Caelorum é uma das quatro antífonas marianas , com versículos seguintes e orações, tradicionalmente dito ou cantado após cada uma das horas canônicas da Liturgia das Horas. A oração é usada especialmente após as Completas. As origens da oração são desconhecidas, mas ele pode ser encontrado incluídas em um manuscrito do século XII.

A oração é associado com as indulgências e está listado como Ave Regina Coelorum na Raccolta livro de orações indulgenciada.

Ave, Regina Caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, salve radix, porta
Ex qua Mundo est lux orta:

Gaude, Virgem gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

V. Dignare me laudare te, Virgem sacrata.
R. Da mihi virtutem contra Hostes UST.

Oremus: Conceder, misericors Deus, fragilitati nostrae praesidium: ut, qui Sanctae Dei Genitricis memoriam agimus; intercessionis eius Auxilio, um resurgamus nostris iniquitatibus. Per Christum eundem Dominum nostrum. Amen.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Hinos - Vidi Aquam



No Tempo Pascal, o canto usado para acompanhar o Rito de Aspersão é o Vidi aquam (“vi a água”).

Vidi aquam egredientem de templo, a latere dextro, alleluia: et omnes, ad quos pervenit aqua ista, salvi facti sunt, et dicent, alleluia, alleluia.


Na Próxima Semana: Hino Ave Regina Caelorum

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Hinos - Asperges Me



Asperges Me é uma antífona dita ou cantada especialmente nos Ritos Solenes de Aspersão da água Benta no início da Santa Missa, simbolizando a purificação do povo. Suas palavras são tiradas de Salmo 51 (50) :


Asperges me, Domine, et hyssopo mundabor,
Lavabis me, et super-nivem dealbabor.
Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam

Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto
Sicut erat em principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.



Na Próxima Semana: Hino Vidi Aquam

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Veja Ao Vivo o Consistório e a Santa Missa com os Novos Cardeais


Clique na imagem acima para acompanhar AO VIVO o Consistório para Criação dos Novos Cardeais e a Santa Missa com os Novos Cardeais seguindo os dias e horários abaixo:

CONSISTÓRIO PÚBLICO PARA CRIAÇÃO DE NOVOS CARDEAIS

Data: 18/02/2012

Horário: 06:30h (Horário de Belém)


CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA COM OS NOVOS CARDEAIS

Data: 19/02/2012

Horário: 05:30h (Horário de Belém)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nomeado novo Núncio Apostólico

 
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil: o arcebispo Dom Giovanni D’Aniello, atual núncio na Tailândia e Camboja e Delegado Apostólico em Myanmar e Laos. Ele sucede Dom Lorenzo Baldisseri, que ocupou o cargo durante 9 anos.

Dom Giovanni D’Aniello tem 57 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1978 e sagrado bispo e 6 de janeiro de 1992. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Foi nomeado Núncio Apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Hinos - Tu es Petrus


Este canto, como pode ser observado no vídeo, é comumente usado no ingresso do Santo Padre para as celebrações Litúrgicas. Sua recitação antecede o canto de entrada, e tem sua letra tirada das palavras de Nosso Senhor à São Pedro ditas próximo ao Mar de Cesaréia, conforme descreve o evangelista Mateus (Mt 16, 18-19).

Tu es Petrus, et super hanc
petram ædificabo Ecclesiam
meam, et portæ inferi non præ-
valebunt adversus eam, et tibi
dabo claves regni cælorum.

Obs: No vídeo, o diácono a direita do Santo Padre é o hoje Pe. Glaucon Feitosa, na ocasião este realizava estudos em Roma sendo atualmente vigário paroquial da Paróquia de Santa Teresinha do Meninos Jesus no bairro do Jurunas.

Na Próxima Semana: O Hino Ave Verum Corpus

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Hinos - Pange Lingua


Pange Lingua Gloriosi Corporis mysterium é um hino escrito por São Tomás de Aquino (1225-1274) para a Festa de Corpus Christi. Também é cantado em Quinta-feira Santa , durante a procissão da igreja para o lugar onde o Santíssimo Sacramento é mantido até sexta-feira santa. As duas últimas estrofes, chamado separadamente Tantum Ergo , são cantadas na Bênção do Santíssimo Sacramento. O hino expressa a doutrina da transubstanciação, em que, segundo nossa fé, o pão e o vinho tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.

Pange lingua gloriosi
Corporis mysterium,
Sanguinisque pretiosi,
Quem in mundi pretium
Fructus ventris generosi,
Rex effudit gentium.

Nobis datus, nobis natus
Ex intacta Virgine,
Et in mundo conversatus,
Sparso verbi semine,
Sui moras incolatus
Miro clausit ordine.

In supremaeæ nocte cenæ
Recumbens cum fratribus
Observata lege plene
Cibis in legalibus,
Cibum turbæ duodenæ
Se dat suis manibus.

Verbum caro, panem verum
Verbo carnem efficit:
Fitque sanguis Christi merum,
Et si sensus deficit,
Ad firmandum cor sincerum
Sola fides sufficit.

Tantum ergo Sacramentum
Veneremur cernui:
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Præstet fides supplementum
Sensuum defectui.

Genitori, Genitoque
Laus et iubilatio,
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.
Amen.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Hinos - O Redemptor Sume Carmen


O Redemptor sumir Cármen
Temet concinéntium. 

1. Arbor foéta Alma luce
Hoc sacrándum prótulit,
Fert hoc Prona praésens Turba
Salvatori saeculi. 

2. Consecráre tu dignáre,
Rex perennis patriae,
Hoc olívum, signum vivum,
Iura contra Daemonum. 

3. Ut novétur ​​Sexus omnis
Unctióne Chrísmatis:
Ut sanétur sauciáta Dignitatis Glória. 

4. Lota Mente sacro FONTE
Aufugántur crimina,
Úncta Fronte sacrosáncta
Ínfluunt charis mata. 

5. Corde natus ex Parentis
Alvum ímplens Virginis,
Praésta lúcem, Claude mortem
Consórtibus Chrísmatis. 

6. Sente-se Haec morre festa nobis,
Saeculórum saéculis
Sente-se sacráta Digna laude,
Nec Senescat tempore.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo - Colunas centrais da Igreja

Bento XVI presidiu a celebração eucarística na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Pedro, na manhã desta quarta-feira. O Papa está completando também hoje, 60 anos de vida sacerdotal. Em sua homilia o Santo Padre frisou:
"Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco debilitada, mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimônia de Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase de cerimônia; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Ele me chama de amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo peculiar".
Bento XVI frisou que na frase "Já não sois servos, mas amigos" se encerra todo o programa da vida sacerdotal. O que é a verdadeira amizade? A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus me conhecem». O Pastor chama os seus pelo nome. Ele me conhece pelo nome" – sublinhou Bento XVI.
Jesus doou a sua vida por nós. "Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo" – disse ainda o Papa.
As palavras de Jesus sobre a amizade, "Já não sois servos, mas amigos", "situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor nos exorta a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cômodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo" – destacou o pontífice.
No final da homilia o Papa saudou o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e a delegação por ele enviada para a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.
O Santo Padre saudou também os novos arcebispos que receberam o Pálio entre eles os 7 novos arcebispos brasileiros e explicou os significados do Pálio, um deles é a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e seus sucessores. "Devemos ser pastores para a unidade e na unidade" – concluiu o Papa.
Algumas fotos da belíssima cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira na Basílica Vaticana:


Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam...



Durante toda a Santa Missa, os cantos entoados pelo coro, foram todos escolhidos a dedo pelo próprio aniversariante e tais hinos foram extraídos da Missa do Papa Marcelo II, e como já era de se esperar são hinos magníficos uma verdadeira obra prima e que nas vozes do coro da Capella Sistina deram mais brilho a Celebração Litúrgica.

Segundo antiquíssima tradição durante o Glória e o Credo o celebrante e a assembléia sentam-se enquanto o coro entoa, e foi o que podemos notar durante a Celebração desta manhã na Basílica Vaticana. 

Ad multus annus Santo Padre!











A Santa Missa encerrou com o magnifico Hallelujah de Handel e com o toque alegre das Trombas D'Argento.


Fonte: Catholic Press Photo

Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo

Amados irmãos e irmãs!

«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.
«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf. Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!
Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf. Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.
Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.
Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev 1, 6, 6: PL76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.
Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.
Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.
Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.
Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amen.

Fonte: Sala de Imprensa da Santa sé [original em Italiano]

Arcebispos brasileiros que irão receber o Santo Pálio

Ordem segundo a data de nomeação:

1. Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
nomeado em 20 outubro 2010
57 anos

2. Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
nomeado em 12 janeiro 2011
67 anos

3. Dom Jacinto Bergmann
Arcebispo de Pelotas
nomeado em 13 abril 2011
quando da elevação de Pelotas à Arquidiocese
59 anos

4. Dom Hélio Adelar Rubert
Arcebispo de Santa Maria
nomeado em 13 abril 2011
quando da elevação de Santa Maria à Arquidiocese
66 anos

5. Dom Pedro Ercílio Simon
Arcebispo de Passo Fundo
nomeado em 13 abril 2011
quando da elevação de Passo Fundo à Arquidiocese
69 anos

6. Dom Dimas Lara Barbosa
Arcebispo de Campo Grande
nomeado em 04 maio 2011
55 anos

7. Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília
nomeado em 15 junho 2011
51 anos

Ao total, serão 45 pálios abençoados pelo Santo Padre. Quarenta serão impostos amanhã, e cinco serão recebidos na Sede Metropolitana daqueles que não poderão estar presentes: Mons. Johannes Maria Trilaksyanta Pujasumarta, Arcebispo de Semarang (Indonésia); Mons. Guire Poulard, Arcebispo de Port-au-Prince (Haiti); Mons. John Barwa, S.V.D., Arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar (Índia); Mons. Lewis Zeigler, Arcebispo de Monrovia (Libéria); e Mons. Pascal N´koué, Arcebispo de Parakou (Benin).

Cerimônia de imposição na Missa dos Santos Apóstolos
29 junho 2010

Como reza a tradição, os pálios, cuja lã foi abençoada pelo Santo Padre no dia de Santa Inês, encontram-se no túmulo da Confissão de São Pedro desde o dia de São João Batista, aquele que mostrou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que deve ser, ainda mais, aos arcebispos que recebem o pálio o modelo perfeito do Bom Pastor.

Fonte: Direto da Sacristia

terça-feira, 28 de junho de 2011

Novo portal da Santa Sé


Clique na imagem para acessar o novo portal

Amanhã (29), Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Santo Padre com um clique irá inaugurar o novo portal de comunicação do Vaticano, com muito mais informação e o melhor de tudo informações atualizadas em tempo real, esse novo portal está sendo aguardado a meses principalmente pelos blogueiros do mundo inteiro, pois facilitará e muito a divulgação dos boletins diários da Santa Sé.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Semana Santa 2011 - Domingo de Ramos (Praça São Pedro - Roma)

Milhares de pessoas participaram, no último domingo (17.04.11), na praça de São Pedro do Vaticano da Procissão do Domingo de Ramos, que foi celebrada por Sua Santidade Papa Bento XVI, iniciando os ritos litúrgicos da "Grande Semana".



- Benção dos Ramos -
- Evangelho -


- Cardeal Giovanni Battista Re -










Fotos: Catholic Press Photo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Programa das celebrações do Papa na Semana Santa

Celebrações da Semana Santa Presididas pelo Santo Padre Bento XVI

A primeira acontece dia 17 de abril, Domingo de Ramos, XXVI Dia Mundial da Juventude, sobre o tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7).

Às 9h30, na Praça de São Pedro, o Papa abençoará os ramos. Ao final da procissão, celebrará a Santa Missa da Paixão do Senhor.
No dia 21 de abril, Quinta-feira Santa, o Santo Padre presidirá às 9h30, na Basílica de São Pedro, à concelebração da Santa Missa Crismal com os cardeais, bispos e presbíteros (diocesanos e religiosos) presentes em Roma, como “sinal da estreita comunhão entre os pastores da Igreja universal e seus irmãos no sacerdócio ministerial”, recorda a nota vaticana.
No mesmo dia, o bispo de Roma iniciará as celebrações do Tríduo Pascal. Às 17h30, na Basílica de São João de Latrão, presidirá à concelebração da Santa Missa e fará o lava-pés de 12 sacerdotes.
Durante o rito – explica o comunicado –, “os presentes serão convidados a realizar um ato de caridade em favor das vítimas do terremoto e do tsunami no Japão. A soma recolhida será confiada ao Santo Padre no momento da apresentação das ofertas”.
No dia 22 de abril, Sexta-feira Santa, às 17h, na Basílica de São Pedro, o Santo Padre presidirá à Liturgia da Palavra, à Adoração da Cruz e ao Rito da Comunhão.
Às 21h15, no Coliseu, ele presidirá à Via Sacra; ao final da mesma se dirigirá aos fiéis e dará a bênção apostólica.
No sábado, 23 de abril, às 12h, o Papa abençoará o fogo novo no átrio da Basílica de São Pedro. Depois da entrada em procissão na Basílica com o círio Pascal e o canto do ‘Exultet’, presidirá à Liturgia da Palavra, à Liturgia Batismal e à Liturgia Eucarística, que será concelebrada pelos cardeais.
No domingo de Páscoa, 24 de abril, Bento XVI celebrará a missa do dia às 10h15, na Basílica de São Pedro, e do balcão central da Basílica dará a bênção “Urbi et Orbi”, “à cidade [Roma] e ao mundo”.

Fonte: ZENIT

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Venerável João Paulo II terá memória litúrgica em 22 de outubro

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu ontem um decreto regulamentando o culto litúrgico reservado ao futuro beato João Paulo II.
Após a sua beatificação, em 1º de maio próximo, no Vaticano, João Paulo II terá sua memória celebrada na Diocese de Roma e nas dioceses da Polônia no dia 22 de outubro – dia em que inaugurou seu pontificado, em 1978. 
As autoridades religiosas não concederam o “culto universal”, ou seja, a veneração em todas as igrejas do mundo, como ocorre com os santos, apesar da solicitação feita pelo Vicariato, no início do processo de beatificação. 
Ser proclamado beato é o terceiro passo no caminho da canonização. O primeiro é Servo de Deus, o segundo venerável, o terceiro beato e o quarto santo. Para ser santo é necessário comprovar que interveio em dois milagres.
Falecido em 2 de abril de 2005, João Paulo II será beatificado no prazo recorde de seis anos e um mês.

Fonte: Radio Vaticana

domingo, 10 de abril de 2011

Capela na Basílica Vaticana está pronta para receber o corpo de João Paulo II, após sua beatificação

Na noite desta sexta-feira (08.04.11), na Basílica Vaticana – como já anunciado – às 19h locais, teve lugar a trasladação do corpo do Beato Papa Inocêncio XI, do espaço sob o altar da Capela de São Sebastião para o espaço preparado sob o altar da Transfiguração, que se encontra à esquerda da nave central, ao fundo, atrás do pilar de Santo André.
O rito foi presidido pelo Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, acompanhado por Mons. Vittorio Lanzani e Mons. Giuseppe De Andrea, e por outros membros do Cabido e da Fábrica de São Pedro.
A urna do Beato, após ter sido extraída do altar de São Sebastião, foi acompanhada em procissão, com o canto da ladainha – em particular, a ladainha dos santos pontífices – até o altar da Transfiguração, onde a mesma foi imediatamente colocada no novo espaço, protegido pela mesma grade que a protegia precedentemente.
O rito concluiu-se com a oração e a bênção do celebrante e a leitura e a assinatura do Ata notarial sobre a transferência. Na Capela de São Sebastião, onde foram ultimados os trabalhos de restauração e renovação do sistema de iluminação e amplificação, o espaço sob o altar encontra-se pronto para acolher o corpo do Beato João Paulo II, logo após a Beatificação.

Fonte: Radio Vaticana

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Preparativos para a Beatificação de João Paulo II

Prosseguem a todo ritmo os preparativos para a cerimônia de Beatificação do Servo de Deus João Paulo II. Para uma apresentação sobre os eventos que terão lugar de 30 de abril a 2 de maio, a Sala de Imprensa da Santa Sé realizou, na manhã desta terça-feira, um encontro com profissionais da informação, acolhidos pelo Diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi. O Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, ilustrou as expectativas espirituais dessa grande manifestação de fé.
"Os santos são o Evangelho encarnado" e João Paulo II mostrou uma "gigantesca personalidade", sobretudo no "ter centralizado toda a sua vida na fé em Deus" – ressaltou o Cardeal Vallini.
"Uma fé forte e coerente livre de medos e de vínculos, testemunhada sempre até o fim." "Uma fé traduzida em amor aos homens":
"Com uma preferência pelos pobres, os pequenos, os doentes e os rejeitados pela sociedade." "Assumindo posições com coragem e elevando a voz em defesa deles" – ressaltou o purpurado.
Falou muito "com o seu silêncio" – reiterou:
"O seu rosto marcado pela doença e pela dor revelou a grandeza e o valor da pessoa humana também numa situação de extrema fraqueza, até o último dia. Ensinou-nos a morrer e a viver, num momento em que se iniciou um debate público, também em nosso país – disse o purpurado – sobre o "fim da vida". O testemunho de João Paulo II deve fazer-nos refletir. Por fim, foi o grande defensor da paz em contextos muito complexos, muito diferentes, na segunda metade do Séc. XX e na primeira década do Séc. XXI."
Foram ressaltados, ainda, os três dias de celebração, ricos de ocasião de oração, recolhimento, encontros e troca de experiências de fé, como explicou o Diretor do Setor Litúrgico do Vicariato de Roma, Mons. Marco Frisina:
A Vigília no Circo Máximo na noite de sábado, 30 de abril, com início marcado para as 21h, dividida em dois momentos de celebração da memória e dos mistérios do Terço, em conexão com cinco Santuários marianos espalhados no mundo com diversas intenções de oração: o da Divina Misericórdia em Cracóvia, na Polônia, tendo como intenção os jovens; o Santuário de Kawekamo, na Tanzânia, pelas famílias; o de Notre Dame do Líbano, pela evangelização; o da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, pela esperança e a paz; e do Santuário de Fátima, Portugal, pela Igreja.
No dia seguinte, 1º de maio, domingo da Divina Misericórdia, terá lugar a solene Missa de Beatificação, às 10 locais, na Praça São Pedro, presidida por Bento XVI e concelebrada pelo Colégio cardinalício.
Na parte da tarde do mesmo dia será possível venerar o corpo do então Beato João Paulo II, na Basílica Vaticana, no lugar onde o corpo do Pontífice já fora exposto – nos dias que seguiram sua morte – para o adeus dos fiéis ao Papa Wojtyla.
Por fim, na segunda-feira, dia 2, terá lugar, às 10h30 locais, na Praça São Pedro, a missa de ação de graças, presidida pelo Secretário de Estado, Cardeal Tatcisio Bertone.

Fonte: Radio Vaticano
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